Insolvências disparam 32% em Julho

Em Julho, o número de insolvências de empresas em Portugal aumentou 32,3% para 455. São mais 111 as situações em que o negócio deixou de gerar rendimentos para fazer face aos compromissos assumidos por comparação com igual mês de 2019, segundo a Iberinform. No acumulado do ano, a subida foi de 8,4%, com 3.145 insolvências, mais 243 que nos primeiros sete meses de 2019, “mas com valores inferiores aos acumulados de 2018 e 2017”. Ou seja, em período de retoma depois do confinamento e fecho de inúmeros negócios por causa da pandemia, a realidade dos números mostra que a actividade empresarial está de rastos e que muitos não se conseguem reerguer.

Portugal com perdas acima de 2% do PIB devido à quebra no turismo

Portugal está entre os países que deverão ter perdas no sector do turismo superiores a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) devido à pandemia de covid-19, de acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). As perdas nas receitas do turismo que ultrapassam os 2% do PIB devem concentrar-se em grandes exportadores de turismo, como a Costa Rica, Egipto, Grécia, Marrocos, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Sri Lanka, Tailândia e Turquia”, pode ler-se no relatório sobre o sector externo divulgado pelo FMI. Os dados relativos ao turismo foram analisados a partir de um estudo da Organização Internacional do Turismo, que “inclui um cenário envolvendo um levantamento gradual de restrições às viagens com início em Setembro”, que implica “receitas no turismo 73% abaixo dos níveis de 2019”.

Rácio da dívida já furou valor mais alto de sempre: 133%

Dados do Banco de Portugal vêm confirmar que o peso da dívida terá batido um novo máximo em Junho, meses antes do previsto. Finanças admitem que situação deve piorar. Rácio deve chegar a 134% ou mais. O rácio da dívida pública portuguesa (medido em proporção do PIB – produto interno bruto) terá já superado os 133% no final do primeiro semestre, o maior valor de que há registo. As previsões oficiais divulgadas recentemente dizem que esta marca ainda vai piorar até final do ano. Em Junho, a OCDE estimou que a economia portuguesa irá encolher quase 8% em 2020, ficando o PIB nominal nos 195,7 mil milhões de euros. A projecção da OCDE diz que o peso da dívida deverá subir para 135,9% no final deste ano e que a recessão real da economia deve chegar a 9,4% num cenário menos adverso.

Desemprego real é 26,7 vezes mais do que indicam números do INE

Entre Março e Junho de 2020, em apenas três meses, o desemprego oficial aumentou em 41%, mas o desemprego real subiu em 109,6%, ou seja, 26,7 vezes mais. Segundo o INE, a taxa de desemprego aumentou para 7% em Junho, e a população desempregada era, nesse mês, de 350,9 mil pessoas – um aumento de 21,2% (+61,3 mil) em relação ao mês anterior, de 10,6% (33,7 mil) relativamente a três meses antes e de 3,0% (10,0 mil) por comparação com Junho de 2019). O aumento do desemprego e o fecho definitivo de muitas empresas que se já verificou é apenas o sinal de uma crise social e económica que não sabemos quando terminará, e cuja recuperação será mais difícil devido à desorganização que está a causar em toda a administração pública.

Aviação europeia manifesta “profundas preocupações” com restrições

Associações representativas das companhias aéreas europeias manifestaram profundas preocupações pelas restrições aplicadas por alguns Estados-membros aos voos na União Europeia (UE) e no espaço Schengen, temendo os impactos na confiança dos passageiros e na retoma do tráfego. Enquanto associações comerciais representativas dos aeroportos e companhias aéreas europeias, escrevemos para expressar as nossas mais profundas preocupações sobre a reintrodução de restrições de viagem em partes da área que compreende a UE/Schengen e o Reino Unido”, escrevem três das maiores associações representativas da aviação europeia numa carta hoje enviada aos chefes de Governo e ministros europeus dos Transportes, da Saúde e dos Assuntos Internos.

Novos apoios podem levar a mais falências e desemprego

O lay-off simplificado foi oficialmente extinto. O presidente da República lamentou e o ministro da Economia reconheceu que muitas empresas poderão não aguentar. O novo lay-off. Empresas com quebras superiores a 75% vão ter apoio extra. Muitas empresas vão fechar para férias e não vão voltar a abrir. Isto porque as medidas que o Governo coloca à disposição são insuficientes e não dão conta das necessidades do tecido empresarial.