Reforço na ACT

Há 80 novos inspectores prestes a iniciar estágio na Autoridade para as Condições do Trabalho, mas ainda não vão chegar. O governo revelou que vai ser aberto um novo concurso já no início de 2020. Também vão ser recrutados mais técnicos de higiene e segurança no trabalho.

Bruxelas mantém Portugal sob vigilância em 2020 por desequilíbrios macroeconómicos

A Comissão Europeia refere a elevada dívida pública e privada de Portugal e o contínuo nível elevado de crédito malparado num contexto de um fraco crescimento da produtividade. Portugal continuará a ser alvo de “análise aprofundada” em 2020 devido aos seus desequilíbrios macroeconómicos, juntamente com 12 outros Estados-membros, incluindo as cinco maiores economias da zona euro. Além de Portugal, integram esta lista as cinco maiores economias da zona euro — Alemanha, França, Itália, Espanha e Holanda –, e ainda Bulgária, Croácia, Chipre, Grécia, Irlanda, Roménia e Suécia.

Poupança das famílias volta a subir

A taxa de poupança das famílias aumentou para 6,2% do rendimento disponível, reflectindo-se no crescimento de 0,9% do rendimento disponível, sendo superior em 0,2 pontos percentuais ao aumento do consumo final. A capacidade de financiamento das famílias portuguesas aumentou para 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), no terceiro trimestre de 2019. A evolução do rendimento disponível das famílias foi determinada pelo crescimento de 1,1% das remunerações recebidas, sendo explicado pelos 0,7 pontos percentuais de aumento do rendimento.

Endividamento da economia desceu para 724,6 mil milhões de euros

Relativamente a Setembro de 2019, o endividamento do sector não financeiro desceu 1,2 mil milhões de euros. Esta redução deveu-se à descida de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do sector privado e de 0,5 mil milhões de euros do endividamento no sector público. Quanto à redução do endividamento do sector privado para o total de 405.153 milhões de euros, diz o Banco de Portugal que se deveu ao “decréscimo do endividamento das empresas privadas face ao sector financeiro e ao exterior”, de 900 milhões de euros, o qual foi parcialmente compensado pelo aumento do endividamento dos particulares face ao sector financeiro em cerca de 100 milhões de euros.

Endividamento do sector público desceu

A descida do endividamento do sector público para 319.453 milhões de euros deveu-se à redução do endividamento face ao sector financeiro (cerca de 1.000 milhões de euros), parcialmente compensada pelo aumento do endividamento face às administrações públicas, empresas e ao exterior. Já na comparação homóloga, face a Outubro de 2018, o endividamento do sector não financeiro da economia desceu 1.659 milhões de euros até Outubro deste ano.

PPP’s custaram ao Estado 12 mil milhões entre 2011 e 2018

Tribunal de Contas indica que os encargos líquidos com as PPP pagos pelos parceiros públicos ascenderam a 11.960 milhões de euros de 2011 a 2018 e considera ainda que há falta de informação que explique a “desproporção” entre os encargos para o Estado e o investimento dos parceiros privados. “Subsiste a falta de dados para contextualizar e explicar a desproporção entre os encargos líquidos das PPP pagos pelos parceiros públicos (11.960 milhões de euros, de 2011 a 2018, 1.678 milhões de euros em 2018) e o investimento realizado pelos parceiros privados (3.536 milhões de euros, de 2011 a 2018, 137 milhões de euros em 2018), já incluindo o investimento realizado no sector aeroportuário desde 2013”. O Estado português tem parcerias com privados em várias áreas, como em saúde (hospitais), rodovias (autoestradas), ferrovias ou aeroportos.