Portugueses pagam menos mil milhões de euros em IRS do que em 2015

Os portugueses pagam em 2019 menos 1.000 milhões de euros de IRS do que pagariam em 2015 para o mesmo nível de rendimento. Remuneração bruta mensal por trabalhador subiu 2,9%. Embora a carga fiscal permanente tenha aumentado nos últimos anos, as medidas fiscais deste governo (apenas as alterações na legislação) ajudaram a contrariar esse agravamento, travando a subida da carga fiscal estrutural final, como também mostrou esta semana o Banco de Portugal.

Vistos gold – Investimento chinês cai 37%

Dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) mostram que o investimento chinês captado pelos vistos gold recuou 37% nos primeiros quatro meses do ano, face ao período homólogo do ano passado, para os 75,7 milhões de euros. Entre Janeiro e Abril, foram atribuídas 138 Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) a cidadãos de origem chinesa. O investimento vindo do Brasil através destes vistos também sofreu uma queda de 7,3% nos primeiros meses do ano, para 50,5 milhões de euros. Foram atribuídas um total de 69 ARI. O mesmo cenário se aplica ao investimento de origem turca, que recuou 59,6% para 21 milhões de euros. Até Abril, tinham sido concedidos 41 vistos gold.

Carga fiscal portuguesa bate novo máximo histórico em 2020

O crescimento em 4,3 mil milhões de euros da carga fiscal é explicado sobretudo pelo comportamento das receitas do IVA e do IRS, que subiram cerca de 1.040 milhões de euros e 704 milhões de euros, respectivamente, e das contribuições sociais efectivas, com um acréscimo de 1.186 milhões de euros. A receita de IRC aumentou em cerca de 536 milhões de euros, em 2018, após o aumento de 557 milhões de euros, no ano anterior.

Aumento da base tributável fez subir receita do IMI em 97,4 milhões de euros em 2018

A receita do Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) ascendeu a 1,663 mil milhões de euros em 2018 sendo este o valor mais alto desde que este imposto foi criado, em 2003, em substituição da Contribuição Autárquica. A receita do IMI registou um crescimento de 6,2%, o que corresponde a um crescimento nominal de 97,4 milhões de euros face ao valor arrecadado em 2017. O crescimento de 97,4 milhões de euros do IMI inclui um aumento de 3,9 milhões de euros no âmbito do Adicional ao IMI (AIMI).

Portugal perdeu 939 milhões de euros em IVA em 2016

Portugal perdeu 939 milhões de euros em Imposto sobre o valor Acrescentado (IVA) que ficou por cobrar em 2016, menos cerca de 118 milhões do que no ano anterior. O INE afirma que o ‘gap’ [intervalo] do IVA em 2016 – o ano mais recente com a informação necessária para o seu cálculo – foi de 5,6%, ou seja, teoricamente poderiam ter sido cobrados mais 939,4 milhões de euros neste imposto nesse ano. Depois de ter atingido um máximo de 2.196 milhões de euros em 2012 (o que corresponde a 13,6% do IVA cobrado), o ‘gap’ tem diminuído consistentemente todos os anos: para 1.707 milhões de euros em 2013, para 1.242 milhões de euros em 2014, para 1.057 milhões em 2015 e para 939 milhões em 2016.

Nas próximas eleições já não precisa do número de eleitor.

O fim do número de eleitor e a possibilidade de todos os eleitores poderem votar antecipadamente, desde que o peçam, são duas das alterações à legislação eleitoral que serão aplicadas pela primeira vez nas eleições europeias. A abolição do número de eleitor foi uma das mudanças da lei, passando o votante a ser identificado pelo número de identificação civil. Na prática, e uma vez que já tinha acabado o cartão de eleitor (o seu número constava do cartão de cidadão), a mudança mais visível será a ordenação dos cadernos, que passa a ser feita por ordem alfabética: cada cidadão terá de procurar a sua mesa de voto pelo primeiro nome, em vez do número de eleitor, o que, em alguns casos, poderá conduzir a mudanças nos locais de voto.