Grandes bancos continuam a facilitar branqueamento de capitais

Uma análise a documentos confidenciais produzidos por vários bancos nos Estados Unidos e enviados à agência federal FinCEN mostram como grandes bancos facilitaram o branqueamento de capitais, segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ). “Os lucros das guerras mortíferas da droga, as fortunas desviadas de países em desenvolvimento e as economias duramente ganhas […]. Os documentos analisados mostram que os bancos JP Morgan, HSBC, Standard Chartered Bank, Deutsche Bank e Bank of New Yor Mellon continuaram a beneficiar-se de jogadores poderosos e perigosos, refere a investigação, apontando que isso continuou mesmo depois de as entidades norte-americanas terem multado estas entidades financeiras por falhas anteriores em não congelar contas de dinheiro suspeito.

INE sinaliza redução “menos intensa” da atividade económica em Agosto

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em Agosto, após ter diminuído no mês anterior, e o indicador de clima económico continuou a recuperar à semelhança dos três meses anteriores. O indicador de confiança passou de -28,3 pontos em Julho para -26,0 pontos em Agosto e o clima económico passou de -2,9% pontos para os -1,3 pontos entre os mesmos meses. De acordo com as estimativas mensais do Inquérito ao Emprego, a taxa de desemprego (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, situou-se em 8,1% em Julho, mais 0,8 pontos percentuais (p.p.) que o valor definitivo registado em Junho (6,3% em abril e 6,5% em Julho de 2019).

Balança de pagamentos com saldo negativo de 1,7 mil milhões até Julho

Entre Janeiro e Julho, o défice externo quase triplicou devido, sobretudo, ao decréscimo de mais de cinco mil milhões do saldo da balança de serviços, em comparação com os primeiros sete meses de 2019. Perda de 4,3 milhões na rubrica de viagens e turismo justifica resultados. Até Julho de 2020, o saldo da balança financeira registou uma diminuição dos ativos líquidos de Portugal face ao exterior no valor de 1736 milhões de euros. Este decréscimo decorreu sobretudo do aumento de passivos do BdP junto do Euro sistema e do investimento de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa.

Ryanair reduz capacidade dos aviões em mais 20% em Outubro

A Ryanair anunciou uma redução adicional de 20% na capacidade para Outubro, além da redução de 20% já anunciada em Agosto, devido ao impacto das “contínuas mudanças nas políticas e restrições de viagens” na União Europeia.  A Ryanair espera, assim, que a capacidade de Outubro caia de 50% para cerca de 40%, em comparação com os níveis de outubro de 2019. No entanto, a transportadora aérea espera manter uma taxa de ocupação superior a 70%. Mais de 20 organizações europeias dos setores do turismo e aviação pediram hoje à Comissão Europeia que ponha fim à “situação caótica” das restrições de viagens devido à covid-19 e estabeleça um Protocolo de Testes para a UE.

Estimativa mais pessimista aponta para recessão de 9,3% em 2020

Défice do Estado “dispara” para 137,6% do PIB. O Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê uma recessão de 9,3% em 2020 na sequência da pandemia. No relatório “Perspetivas Económicas e Orçamentais 2020-2024”, o CFP aponta para o início da recuperação já em 2021, mas alerta que só em 2024 a economia vai recuperar o nível do PIB real pré-covid. As estimativas para 2020 são também mais pessimistas que as do Governo – que no Orçamento do Estado Suplementar prevê que o PIB contraia 6,9% este ano e aumente 4,3% em 2021. O défice deverá chegar aos 7,2% em 2020. A confirmar-se a dívida pública vai “disparar”, passando de 117,7% do PIB, em 2019, para um novo máximo histórico de 137,6%.

Fisco pode nunca vir a recuperar parte dos impostos adiados

Medidas para manter economia à tona já custaram mais de dois mil milhões. Défice terá chegado a 5,8% do PIB. O Estado poderá ficar sem receita de impostos e contribuições que foram prorrogados devido à pandemia. O alerta é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) que presta apoio aos deputados no Parlamento. Se existirem danos na capacidade económica dos contribuintes (falência, insolvência ou outra situação grave) a receita liquidada poderá não ser cobrada, total ou parcialmente, embora continue a ser um direito do Estado. De acordo com a UTAO, este regime permitiu que ficassem por pagar cerca de 2,4 mil milhões de euros em Junho, tendo sido recuperados 1780 milhões em Julho: 1,5 mil milhões referentes à liquidação e cobrança do IRC de 2019, adiada de 31 de maio para 31 de julho e a cobrança de 236 milhões de euros de “receita respeitante à entrega faseada das retenções na fonte de IRS e IRC e do pagamento do IVA.