Ryanair prevê “cortes selvagens” na operação em Portugal

A Ryanair disse que há “uma perspetiva real de cortes selvagens em Portugal” na temporada de Inverno em termos de capacidade e aviões, devido à pandemia de Covid-19. A Ryanair, que até agora tinha previsto voltar a 70% da sua capacidade em Setembro, explica em comunicado ter de reduzir os voos previstos, nomeadamente para França e para Espanha, dois países incluídos na quarentena imposta pelo Governo britânico. Ryanair regularizou declarações à Segurança Social, assumindo que na transição para o sistema português, “as deduções foram feitas nas folhas de salário, houve um erro administrativo em Maio e os pagamentos não foram transferidos para a Segurança Social”.

Exportações de viagens e turismo recuam 79% em Junho

As exportações de bens e serviços encolheram 25,9% em Junho face ao mesmo mês do ano passado, destacando-se a redução de 79% nas exportações de viagens e turismo. O sector do turismo tem sido um dos mais penalizados pela pandemia de covid-19 e os números expressam com clareza o impacto na economia portuguesa, onde tem grande peso na atividade económica e nas exportações. Mais ainda, o sector tarda em sentir uma retoma da atividade. Já as importações de bens e serviços recuaram 23,4% em junho em termos homólogos, com a quebra a sentir-se também de forma marcada nas importações de viagens e turismo (menos 57,4%).

Financiamento do Estado dispara para 8 mil milhões de euros no primeiro semestre

O financiamento das administrações públicas foi de 8 mil milhões de euros, valor que compara com 1,4 mil milhões de euros registados em igual período de 2019. As administrações públicas financiaram-se junto de bancos residentes em 8,6 mil milhões de euros e junto do exterior em 0,5 mil milhões de euros durante os primeiros seis meses do ano. Por outro lado, o financiamento do Estado junto de outros residentes foi de -1,1 mil milhões de euros. O financiamento através de títulos atingiu os 11,2 mil milhões de euros, “valor que mais que compensou o financiamento em empréstimos líquidos de depósitos de -3,2 mil milhões de euros”.

Endividamento da economia portuguesa chega aos 360% do PIB em junho

O endividamento do setor não-financeiro situou-se em 735,4 mil milhões no final do primeiro semestre do ano, reporta o Banco de Portugal. Deste valor, 327,5 mil milhões dizem respeito ao setor público, enquanto que 407,9 mil milhões são do setor privado. No total, este valor representa 360% do PIB português. O endividamento do setor não financeiro aumentou 16,7 mil milhões de euros quando comparando com o último semestre de 2019, sobretudo devido aos aumentos de 10,1 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 6,6 mil milhões de euros do setor privado. O endividamento das empresas cresceu 5,7 mil milhões de euros, que resulta do aumento de 8,9 mil milhões de euros no financiamento face ao setor financeiro, compensado em parte pela descida do endividamento junto das empresas e do setor não residente.

Número de desempregados inscritos aumenta 37% e ultrapassa os 407 mil

O número de pessoas inscritas nos centros de emprego em Portugal disparou 37% no mês de Julho, face a igual período do ano passado. No final de Julho, estavam inscritas 407 302 pessoas, ou seja, mais 110 012 do que no ano passado. Em termos regionais, o Algarve continua a apresentar as taxas homólogas de desemprego mais elevadas, ultrapassando, de novo, os 200%. Um valor que não será alheio à quebra no turismo em Portugal. O desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção da Região Autónoma dos Açores.

Desemprego ‘real’ afeta mais de 748 mil

Taxa de subutilização do trabalho regista valor de 14% no segundo trimestre deste ano. Aumento do número de pessoas inscritas no espaço de um ano foi de 39% na segunda semana de agosto, segundo o INE. O desemprego ‘real’, tendo por base os números relativos à subutilização do trabalho, afetava no final do segundo trimestre deste ano mais de 748 mil pessoas, segundo informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os números do desemprego ‘real’ ter-se-ão agravado, entretanto, tendo em conta apenas os dados sobre as pessoas inscritas nos centros emprego, que ascenderam a 382 mil em Julho, traduzindo um crescimento de 38,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.