Investimento captado em 2019 cai 11,4% para 742ME

O investimento captado através do instrumento dos vistos ‘gold’ caiu 11,4% em 2019, face ao ano anterior, para 742 milhões de euros. Em 2019, o investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) atingiu os 742.455.053,29 euros, o que representa um decréscimo homólogo de 11,4%, segundo contas feitas pela Lusa. Durante o ano passado foram concedidos 1.245 vistos ‘gold’, dos quais 1.160 ARI (660,7 milhões de euros) mediante o critério de aquisição de bens imóveis. No que respeita ao requisito de compra de imóveis de valor igual ou superior a 500 mil euros, em 2019 foram atribuídos 946 vistos ‘dourados’, o que correspondeu à captação de 584,5 milhões de euros.

Portugal tem quase 100 mil unidades de alojamento local

Portugal fechou, no ano passado, com 91 638 unidades de alojamento local. Estes são os números inscritos no Registo Nacional de Alojamento Local (RNAL) e apontam para o aparecimento de 14 843 novos registos em 2019, o que representa uma quebra de 40% face ao ano anterior. Do total de registos de alojamento local, a maioria localiza-se no distrito de Faro (34036 estabelecimentos), seguindo-se os distritos de Lisboa (24753), Porto (11057), Leiria (4283), Setúbal (3634) e ilha da Madeira (3424). A maioria dos estabelecimentos está em apartamentos, com mais de 60 mil registos.

Estrangeiros a viver em Portugal ultrapassam os 500 mil pela primeira vez

Os estrangeiros a residir em Portugal ultrapassaram os 500 mil no ano passado, o que aconteceu “pela primeira vez na história” do país. Os dados preliminares levam a dizer que em 2019, pela primeira vez na nossa história, é ultrapassada a barreira do meio milhão de cidadãos estrangeiros a residir em Portugal. Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) passou de 35 mil para 135 mil novas autorizações de residência, comparando 2015 a 2019.

Exportações na zona euro descem quatro mil milhões

A zona do euro registou superávit comercial de 19,2 mil milhões de euros em Novembro de 2019. Segundo as estimativas do Eurostat, as exportações de mercadorias da zona euro para o resto do mundo fora atingiram o valor de 197,7 mil milhões de euros, o que sugere uma desaceleração de 2,9% em relação a Novembro de 2018, quando o valor se situou nos 203,7 mil milhões de euros. O mesmo se verificou nas importações que acumularam 177,0 mil milhões de euros, um arrefecimento de 4,6% em comparação com o mesmo período (185,5 mil milhões de euros). Em suma, a zona euro registou 20,7 mil milhões de excedente no comércio de mercadorias com o resto do mundo.

Preços dos bilhetes de avião subiram 8,7% em 2019

Contrariamente aos preços dos bilhetes de avião, as comunicações, energia, transportes ferroviários e rodoviários. Os preços dos bilhetes de avião aumentaram perto de 9% no ano passado, em comparação com 2018. Assim, esta foi a variação mais elevada que se observou na categoria de bens e serviços. A mesma classe também viu os preços subirem nos ‘seguros relacionados com transportes’, com um aumento de 7,3%, os ‘produtos hortícolas’ em 5,3% e os ‘serviços financeiros’ em 4,1%. O preço dos veículos automóveis verificou um aumento de 4%. Na mesma categoria o INE destaca “a evolução dos preços das rendas de habitação, com uma variação média de 3,2% em 2019”, quando em 2018 a mesma se tinha fixado em 1,9%. Os cortes de cabelo também se tornaram mais caros, uma vez que os cabeleireiros agravaram os preços em 1,4%, bem como a subida do abastecimento de água, que ficou em 1,3%, o pão em 0,8% e o café subiu 0,3%.

Fusão de freguesias “não trouxe mais eficiência”

A reforma das freguesias, realizada em 2013, não se traduziu num aumento de eficiência nos serviços prestados às populações, conclui um estudo realizado por investigadores do ISEG. Algarve e Alentejo foram a excepção, Lisboa e região centro sem impactos. Os municípios da região centro e de Lisboa e Vale do Tejo não registaram ganhos de eficiência na sequência da reforma administrativa de 2013 e da fusão de freguesias então levada a cabo.