Comissão Europeia regista que “investimento público continua modesto” em Portugal

O investimento público “continua modesto” em Portugal e o total permanece “um dos mais baixos da União Europeia”. O investimento está a aumentar partindo de uma base baixa, com o investimento privado líquido a tornar-se positivo, mas com o investimento público a permanecer modesto. Assinalando que o rácio do investimento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 17,6% em 2018, o mais alto desde 2012, a Comissão Europeia refere que o rácio permanece um dos mais baixos na UE. Bruxelas aponta ainda a barreiras regulatórias em vários sectores, entre os quais o da construção, referindo que “taxas administrativas e de licenciamento, registo e supervisão regulatória permanecem altas.

Principais bancos arrecadaram mais de 1.500 ME em comissões em 2019

As comissões arrecadadas por Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, BPI e Santander Totta, por exemplo, aumentaram 40 milhões de euros entre 2018 e 2019, em base comparável. Os principais bancos arrecadaram, em 2019, mais de 1.500 milhões de euros em comissões, Do valor total, as comissões bancárias subiram 5% para 431,4 milhões de euros, enquanto as comissões relacionadas com mercados desceram 19,3% para 51,8 milhões de euros. Do valor arrecadado, as comissões com cartões, meios de pagamento e outros subiram 10% para 174 milhões de euros.

Metade das empresas portuguesas têm presença nas redes sociais

Nível de utilização das redes sociais pelas empresas em Portugal está em linha com a média europeia. Malta, Dinamarca e Holanda são os países europeus onde as empresas mais apostam nas redes sociais. Cerca de 50% das empresas portuguesas têm presença nas redes sociais como o Facebook, Twitter, Instagram ou YouTube, a mesma percentagem registada em toda a União Europeia (UE), segundo estatísticas do Eurostat. De acordo com o gabinete estatístico comunitário, esta aposta das companhias portuguesas tem vindo a aumentar nos últimos anos, após uma percentagem de 39% em 2014, de 38% em 2015, de 44% em 2016, de 46% em 2017 e de 50% no ano passado (para 2018 não são apresentados dados).

Leste ao nível de Portugal

Apesar do crescimento económico acima da média europeia, Portugal não conseguiu uma verdadeira convergência do rendimento dos portugueses. O forte desempenho económico do país nos últimos anos teve um impacto positivo no crescimento potencial estimado. Contudo, não se traduziu numa convergência de rendimento com os Estados membros mais avançados, uma vez que o rendimento per capita em paridade do poder de compra permaneceu à volta de 77% da média da União Europeia. O rendimento médio per capita em PPC para os dez países que aderiram à UE em 2004 já está no mesmo nível de Portugal, superando uma diferença de cerca de 17 pontos percentuais em 15 anos.

Novas regras das PPP levantam dúvidas a Bruxelas

Comissão Europeia avisa que em 15 anos Portugal foi apanhado pelos países do Leste no rendimento per capita. A Comissão Europeia está preocupada com as recentes alterações ao regime de contratação das parcerias público-privadas (PPP), assumindo que as mexidas vão exigir uma “monitorização rigorosa com o objectivo de conter riscos orçamentais”. A Comissão sublinha, em concreto, as condições “mais rígidas” para o lançamento destas parcerias, incluindo uma “análise custo-benefício”, a sustentabilidade financeira e a “conformidade com os rigorosos requisitos do concurso”.

Cobrança coerciva no Estado caiu 4% em 2019

A receita cobrada pelo Estado em dívidas que estavam em processo de execução em 2019 totalizou 1.023,5 milhões de euros. Impostos explicam quase dois terços do total arrecadado. A cobrança coerciva de IRS e IRC rendeu 500 milhões de euros ao Fisco. O Estado cobrou cerca de 1.023,5 milhões de euros em dívidas que estavam em processo de execução no conjunto do ano passado, menos 4% (42,2 milhões) do que em 2018, segundo dados da Direcção-Geral de Finanças.

Investimento estrangeiro sobe 7% em 2019 com França em destaque

O investimento externo em Portugal subiu em 2019, após a queda de 2018. França destacou-se com uma subida de 27%. A série foi revista em alta, revelando que, afinal, há mais IDE. Enquanto o investimento do Reino Unido caiu, os fluxos oriundos de França ganharam força em 2019. Entre o final de 2018 e o de 2019, o investimento directo estrangeiro (IDE) em Portugal aumentou 7%, o que se traduziu em mais 9,2 mil milhões de euros. Um dos países com maior crescimento do investimento em Portugal foi França.

Algarve RH Meeting: sul do país recebe primeira edição de novo evento de Recursos Humanos

☣️ Infelizmente, dadas as circunstâncias, o Algarve RH Meeting será adiado para dia 17 de setembro, no mesmo local.

A IFE by Abilways ruma ao sul do país para organizar a primeira edição do Algarve RH Meeting. A iniciativa complementa um portfólio que já engloba a Expo RH, evento que se realiza em Lisboa e reúne cerca de dois mil participantes, e o Porto RH Meeting. “Human Choice” é o tema da primeira edição deste evento de Recursos Humanos, que se realiza a 19 de maio no Grande Auditório do Campus Gambelas da Universidade do Algarve, em parceria com esta entidade e com a Câmara Municipal de Faro.

Debater os desafios da cultura corporativa e a gestão de pessoas são os objetivos que vão levar cerca de 300 participantes, previstos, a participar no Algarve RH Meeting. Na sua primeira edição, os grandes temas em destaque passam pela cultura corporativa, liderança, experiência do colaborador, aprendizagem ao longo da vida e tecnologia.

“Big Picture – Cultura e Storytelling Corporativo” é uma das áreas em debate, que vai destacar organizações pioneiras, sustentabilidade na cultura da organização e a relação entre vida pessoal e profissional. Logo de seguida será abordada a “Liderança” e a forma como alguns líderes fazem efetivamente a diferença, analisando ainda os erros comuns de quem lidera.

Com um foco no colaborador, outra área em destaque são o “Life Learning”, que vai abordar tribos de aprendizagem e o valor da inteligência coletiva; oportunidades de requalificação e a formação nas escolas. Ainda neste âmbito será debatida a “Experiência do Colaborador”, nomeadamente o reconhecimento, a gestão de expectativas e o impacto do estado emocional e mental dos colaboradores, nomeadamente os sinais de alerta e riscos de burnout.

Por fim, o Algarve RH Meeting não poderia deixar de abordar a “Agilidade Digital – grandes viagens com a tecnologia”. Em detalhe, nesta categoria os oradores vão falar sobre talentos pelo mundo, oportunidades e mudanças no recrutamento, bem como da integração do digital nas estratégias de aprendizagem e o que diz a neurociência sobre a transformação digital.

Saiba tudo sobre o evento em https://bit.ly/3cb3r1a

Menos 14 mil beneficiários de Rendimento Social de Inserção num ano

O total de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) baixou em cerca de 14 mil pessoas no último ano, caindo dos 216.719 beneficiários em Janeiro de 2019 para os 202.693 em Janeiro deste ano, segundo dados oficiais. As estatísticas relativas às prestações sociais revelam ainda um crescimento de cerca de 12 mil beneficiários da Prestação Social para a Inclusão entre Janeiro de 2019 e Janeiro de 2020. O total de apoiados cresceu dos 91.207 para os 103.600. O RSI é um apoio destinado a proteger as pessoas que se encontrem em situação de pobreza extrema, que atribui apoio em dinheiro para satisfação de necessidades mínimas e abrange um programa de inserção social.

Despedimentos colectivos atingiram 3616 postos de trabalho em 2019

O número de despedimentos colectivos em Portugal voltou a subir em 2019, pelo segundo ano consecutivo, segundo a Direcção geral do Emprego e das Relações de Trabalho. A região Norte do país foi a mais afectada por estes casos: 123 empresas concluíram processos de despedimento colectivo para 1506 trabalhadores (+80% que em período homólogo). Seguem-se as regiões de Lisboa e Vale do Tejo (com 1501 despedimentos), Centro (345), Alentejo (184) e Algarve (80). Em termos percentuais, a maior subida verificou-se no Alentejo (com o triplo dos casos de 2018). No Centro (+68%) e no Algarve (19%) também houve aumentos.