25 Fev 2020 | Destaques
O aeroporto do Montijo corre o risco de não avançar. As câmaras do Seixal e da Moita recusam dar luz verde ao novo projecto e, sem esse parecer positivo, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) pode não licenciar a infra-estrutura. Em causa está um decreto-lei de 2010 que impõe que a construção, ampliação ou modificação de um aeroporto comece através de um requerimento a apresentar junto da ANAC para que esta faça uma apreciação prévia da viabilidade. A Associação para a Defesa das Aves da Holanda avançou entretanto com uma petição em defesa do maçarico-de-bico-direito – uma ave símbolo daquele país e que estará em risco por causa da construção do aeroporto –, que já conta com 26 mil assinaturas.
25 Fev 2020 | Destaques
O ano de 2019 correu bem, mas bastante abaixo dos níveis exuberantes de 2014 a 2017. Peso nas exportações totais é hoje de quase 20%, o maior de que há registo. Depois das exportações deste sector terem disparado mais de 21% em 2017, o ritmo da facturação deslizou para 9,7% em 2018 e para 8,1% no ano passado. No ano passado, as exportações totais subiram 4,5%, tendo abrandado pelo segundo ano consecutivo. O mesmo aconteceu ao nível das vendas de mercadorias ao exterior, que cresceram apenas 3,6% em termos nominais e nos serviços, em que a expansão anual foi de 5,9%. Do outro lado da balança, destaca-se o aumento de 18% nas importações de bens de equipamento.
24 Fev 2020 | Destaques
O endividamento da economia aumentou em termos nominais no final de 2019, face a igual período de 2018. No entanto, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 352,1% para 341,2%. O endividamento da economia subiu para 721 mil milhões de euros no ano passado, mais 3,1 mil milhões de euros do que no final de 2018, segundo dados do Banco de Portugal. No entanto, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 352,1% para 341,2%. Deste modo, os 721,0 mil milhões de euros registados no final do ano passado, 317,4 mil milhões de euros “respeitavam ao sector público e 403,6 mil milhões de euros ao sector privado”.
24 Fev 2020 | Destaques
O peso da dívida pública caiu para 118,2% em 2019, abaixo dos 118,9% projectados no cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2020. A dívida pública na óptica de Maastricht continua assim a trajectória descendente, já que diminuiu face aos 122,2%, registados em 2018. Em termos nominais, a dívida pública aumentou 600 milhões de euros no ano passado face a 2018, fixando-se em 249.740 milhões de euros, segundo dados do BdP. No OE2020, o Governo projecta ainda que o peso da dívida pública deverá descer para 116,2% este ano.
23 Fev 2020 | Destaques
As exportações de viagens e turismo continuam a crescer a bom ritmo e permitem compensar o défice crescente da balança de bens. No ano passado, o superavit engordou 661 milhões de euros e superou os 13 mil milhões. Recordes atrás de recordes no turismo em Portugal têm sido decisivos para contrabalançar défice na troca de bens. Mais 661 milhões de euros: este foi o contributo das viagens e turismo para o saldo da balança de serviços de Portugal com o resto do mundo. Com a balança de bens a degradar-se, este crescimento tem sido fundamental para garantir um excedente na balança comercial.
23 Fev 2020 | Destaques
Comissão Europeia apresentou um conjunto de propostas para desafiar o domínio tecnológico dos gigantes tecnológicos da China e de Silicon Valley e apoiar o crescimento da tecnologia europeia. Os planos prevêem regras mais restritas para a inteligência artificial e tecnologia de reconhecimento facial. O objectivo é permitir que todos os dados – sejam de saúde, financeiros, energéticos ou outros – “possam circular livremente dentro da UE” a partir de 2030, num contexto em que se verifica uma “acumulação de grandes quantidades de dados nas grandes empresas tecnológicas”. Isto obriga a que multinacionais como o Facebook, a Amazon e a Google partilhem dados com concorrentes mais pequenos, especialmente aqueles que dizem respeito ao comportamento dos clientes e relativos aos produtos vendidos por estes.
22 Fev 2020 | Destaques
Os países da OCDE são responsáveis directos por 35% de todo o secretismo financeiro do mundo, segundo a Tax Justice. Este ranking combina um indicador de secretismo (que coloca Portugal como o 10.º mais opaco da União Europeia) e o volume de transferências financeiras que passam pelo país. Assim, os EUA estão no topo do “ranking” de secretismo financeiro, seguindo-se a Suíça e o Luxemburgo. Por oposição, a Eslovénia surge no final da tabela, ou seja, é o país mais transparente.
22 Fev 2020 | Destaques
A opacidade financeira está a diminuir em Portugal e no mundo, mas não chega. Além de aprofundar medidas positivas, como o registo do dono real das empresas, Portugal deve abolir os vistos gold, defende a Tax Justice Network. Embora o nível de secretismo financeiro esteja a diminuir em termos globais, a Tax Justice Network, defende que são necessárias medidas mais ambiciosas para dificultar a evasão fiscal e o branqueamento de capitais em Portugal.
21 Fev 2020 | Destaques
Apesar de a dívida externa se estar a reduzir, o excedente externo está cada vez mais curto. No final de 2019, ficou em 0,9% do PIB, mostram os dados do Banco de Portugal. O peso da dívida externa portuguesa, um indicador que mede a diferença entre os activos e os passivos do país em relação ao resto do mundo, caiu para 179,8 mil milhões de euros, o equivalente a 85,1% do PIB. É preciso recuar ao segundo trimestre de 2011, quando o país entrou no programa de resgate da troika, para encontrar um valor mais baixo. Em percentagem do PIB, a dívida externa líquida reduziu-se em 4,4 pontos percentuais entre o final de 2018, e o final de 2019, explica o Banco de Portugal, que aproveitou a publicação para fazer pequenas revisões aos números passados.
21 Fev 2020 | Destaques
O registo do beneficiário efectivo e as informações vinculativas foram importantes para reduzir o secretismo financeiro em Portugal, que continua a ser dos mais opacos da União Europeia, segundo a Tax Justice. Capacidade do Fisco e cooperação internacional pioraram. Assim sendo, Portugal está entre os países da União Europeia (UE) onde os níveis de opacidade financeira são dos mais altos.