Investimento total proporcionado pelos vistos gold ultrapassa 5.000 milhões de euros em Janeiro

Do montante total captado, 90% corresponde à atribuição de vistos ‘gold’ mediante a compra de bens imóveis, um investimento de 4.548.830.307,73 euros. O investimento total captado através dos vistos ‘gold’ ultrapassou os 5.000 milhões de euros em Janeiro, com a compra de imóveis a representar 90% do montante, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Desde que este instrumento de captação de investimento estrangeiro entrou em vigor (Outubro de 2012) até ao mês passado foram atribuídas 8.288 ARI. Do montante total captado, 90% corresponde à atribuição de vistos ‘gold’ mediante a compra de bens imóveis, um investimento de 4.548.830.307,73 euros.

Inflação fixa-se em 0,8% em Janeiro

Já o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 0,8% em Janeiro, 0,4 pontos percentuais superior ao verificado em Dezembro de 2019. O índice de preços no consumidor (IPC), indicador da inflação, cresceu 0,4 pontos percentuais para 0,8% em Janeiro, face ao mês de Dezembro de 2019. A variação mensal do IPC foi -0,8% (-0,1% no mês precedente e -1,2% em Janeiro de 2019). A variação média dos últimos doze meses foi 0,4%, valor superior em 0,1 p.p. ao registado no mês anterior”, acrescenta.

Patrões dizem que há fraudes organizadas nas baixas médicas

É o valor mais alto desde que há registos: no ano passado foram emitidos 1,8 milhões de certificados de incapacidade para o trabalho. O número de beneficiários de subsídios de doença não pára de aumentar desde 2014. Só no ano passado registaram-se 132 mil baixas a mais do que em 2018, atingindo um total inédito desde que há 19 anos começaram a ser feitos registos. O aumento da população empregada tem ficado muito abaixo do aumento dos beneficiários de subsídios por doença. Exemplos: em 2018 a variação do número de beneficiários por baixa médica foi de 11,6%, enquanto a variação da população empregada foi de apenas 2,3%. Em 2019 a correspondência também não foi verificada: 7,8% na intercorrência de baixas e 1,0% da variação de pessoas com emprego.

Insolvências aumentam 18,6% em Janeiro de 2020

Tendência de queda verificava-se desde 2013. Em Janeiro, foram ainda criadas 5 174 novas empresas, um recuo de 21% face ao mesmo período de 2019. O número de insolvências aumentou 18,6% em Janeiro de 2020, face ao mesmo período do ano anterior. Os serviços empresariais e agricultura e outros recursos naturais são os únicos sectores que não registam uma subida das insolvências. Apesar de uma subida muito reduzida (+2%) as Indústrias são o sector com mais casos de novas insolvências (52). Porto e Faro têm menos insolvência que em Janeiro de 2019.

Volume de negócios nos serviços cresceu 2,5% em 2019

As remunerações por pessoa ao serviço e por hora trabalhada aumentaram 3,6% e 3,4% em 2019 (2,9% e 3,2% em 2018, pela mesma ordem), indica o INE. O índice de volume de negócios nos serviços cresceu 2,5% em 2019, um valor 2,2 pontos percentuais mais elevado face a 2018, sendo que em Dezembro do último ano o volume de negócios nos serviços recuou para 1,7%. No conjunto do ano de 2019, “os índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas registaram taxas de variação média anual de 1,2%, 4,8% e 1,4%, respectivamente (2,6%, 5,7% e 2,4% em 2018). As remunerações por pessoa ao serviço e por hora trabalhada aumentaram 3,6% e 3,4% em 2019 (2,9% e 3,2% em 2018, pela mesma ordem), indica o INE.

Como é que as Finanças sabem tudo sobre a sua vida

Investimento feito no sistema para combate à evasão fiscal tornou-o cego e a atropelar direitos dos contribuintes. É num imponente edifício pombalino, construído no fim do século XVIII para ser o celeiro público do reino, que trabalham hoje os 200 peritos do Fisco que pertencem à Unidade de Grandes Contribuintes. A unidade segue as maiores empresas e os contribuintes mais ricos, que juntos valem mais de 20 mil milhões de euros em receita.

Portugal 2020: Bruxelas já pagou 11 mil milhões de euros

Até ao final de Dezembro de 2019, foram transferidos 10.713 milhões de euros para Portugal pela Comissão Europeia (CE), como resultado da execução das operações financiadas pelos fundos europeus afectos ao Portugal 2020. A CE já transferiu para Portugal perto de metade do valor programado no Portugal 2020 (41,1%). Portugal caiu do terceiro para o quinto lugar entre os Estados-membros que mais dinheiro receberam de Bruxelas, ficando assim abaixo de países como Polónia (31.156 milhões de euros), Itália (11.416 milhões de euros), França (11.193 milhões de euros) e Espanha (11.117 milhões de euros), que apresentam envelopes financeiros superiores ao de Portugal. No total, a CE transferiu 158.088 milhões de euros para os 28 Estados-membros, sendo que 6,8% deste montante foi para Portugal.

10% das pontes e 62% das linhas de comboio precisam de investimento urgente

Auditoria do Tribunal de Contas traça quadro insatisfatório das infra-estruturas nacionais. Na ferrovia, apenas 11,3% das linhas estão em bom estado e não vão precisar de qualquer intervenção nos próximos anos. Pontes, viadutos, estradas e linhas de comboio precisam de investimento urgente. O principal problema está nas linhas de comboio. O estado de condição de 62,2% da via ferroviária é inferior a satisfatório. Os resultados dos indicadores evidenciam risco material de inoperacionalidade de infra-estruturas de transportes. Dentro da ferrovia, há 27,9% dos túneis que também estão abaixo do nível satisfatório; o mesmo acontece com 13,7% das pontes ferroviárias. Também é chamada a atenção para as condições da sinalização, do sistema de controlo de velocidade (Convel) e ainda dos aparelhos de via.

Portugal é o segundo país que mais vende carros a diesel

Portugal teve a segunda maior quebra das vendas de carros novos a gasóleo no ano passado, em toda a Europa. No entanto, ainda é o segundo país onde mais se compram automóveis a diesel entre os 28 estados-membros, segundo dados da ACEA, a associação que representa os fabricantes de automóveis da Europa. No ano passado, a quota de mercado dos carros a gasóleo em Portugal caiu de 53,3% para 40% – só a Roménia teve uma quebra mais expressiva, de 13,9 pontos percentuais. A Irlanda, ainda assim, é o único país que continua à frente de Portugal nas vendas dos diesel, com uma quota de mercado de 46,6%.

Mercado dos carros a diesel em mudança

Em 2015, a quota de mercado do gasóleo em Portugal era de 67,5%, o que correspondia ao segundo lugar, segundo os dados facultados da ACEA. Em apenas cinco anos, registou-se uma quebra de 19,4 pontos percentuais, a sexta maior descida entre os 24 países avaliados. A maior redução nos últimos cinco anos ocorreu na Grécia, onde o peso do gasóleo travou, de 63,2% para 26,6%. Por causa da descida do diesel, os carros novos a gasolina foram os mais beneficiados nas vendas e voltaram a ser os preferidos dos portugueses: a quota de mercado deste combustível subiu 9,9 pontos percentuais, para 49,2%. A mesma mudança foi feita no ano passado pela Itália e Bulgária. Entre 2015 e 2019, a quota de mercado dos carros a gasolina subiu 19,4 pontos percentuais. Foi a sétima maior subida entre os 24 países avaliados. O maior aumento registou-se na Letónia, de 35,1% para 65,1%.