80% dos trabalhadores temporários estão a prazo de forma involuntária

A média europeia de trabalhadores com vínculo precário sem o querer é de 45%. Portugal está bem acima e pior só mesmo o Chipre, com 90%. Mais de 80% dos contratados a termo em Portugal dizem sofrer desse problema; pior só em Chipre (quase 90%), revelam dados do Eurostat. A média europeia é cerca de metade (45%). O fenómeno afecta “mais as mulheres do que os homens (53,7% versus 51,9%), sendo que “em cinco Estados membros (Espanha, Croácia, Itália, Chipre e Portugal) pelo menos quatro em cinco funcionários temporários estão a trabalhar involuntariamente nesse tipo de contrato”. Segundo o Eurostat, Chipre lidera com uma taxa de incidência do problema na ordem dos 89%, Portugal tem 82%, Espanha tem quase 82% também.

Fisco tem por cobrar 15 mil milhões de euros em impostos

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tem por cobrar 15.019 milhões de euros em impostos, sendo que mais de metade da dívida dos contribuintes está suspensa, revela o Relatório de Combate à Fraude e Evasão Fiscais e Aduaneiras com o balanço de 2018. A dívida suspensa atingiu, no ano passado, os 8.664 milhões de euros (menos 459 milhões de euros face a 2016), estando em causa dívidas fiscais que estão suspensas, seja por se aguardar uma decisão dos tribunais ou por causa de processos de insolvência.  Já a dívida activa (considerada cobrável) atingiu, no ano passado, os 6.355 milhões, mais 2,6% face aos 6.157 milhões de euros registados em 2017. Ou seja, mais 180 milhões de euros de dívidas fiscais estão por cobrar.

Investimento através dos vistos gold cai 23% no primeiro semestre para 372 milhões de euros

Nos primeiros seis meses do ano, o investimento proveniente de Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) totalizou 372.243.909,50 euros, o que corresponde a uma queda de 23% face ao primeiro semestre de 2019 (484 milhões de euros). Em mais de seis anos e meio – o programa ARI foi lançado em Outubro de 2012 –, o investimento acumulado até Junho totalizou 4.622.042.687,16 euros, com a aquisição de imóveis a somar 4.179.555.493,41 euros. Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem a 442.487.193,8 euros. Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.291), seguida do Brasil (764), Turquia (347), África do Sul (299) e Rússia (263). Desde o início do programa foram atribuídas 12.874 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 1.059 este ano.

Fisco abre perto de mil processos de levantamento de sigilo bancário

No ano passado, o número de processos de levantamento do sigilo bancário no âmbito de investigações fiscais aumentou 12% face a 2016, revela o Relatório do Combate à Fraude. Fisco abriu 983 processos, tendo levantado o sigilo em 200 contas e obtido autorização voluntária dos contribuintes noutros 783 casos. Os casos em que o Fisco pode levantar o sigilo bancário dos contribuintes estão previstos na Lei Geral Tributária e incluem, entre outras, situações em que há indícios de falsas declarações ou da prática de crimes tributários, nomeadamente fraude fiscal. Segundo a AT, no último triénio foram instaurados 2.393 procedimentos de derrogação do sigilo bancário que culminaram com 1.897 processos com autorização voluntária do sujeito passivo ou de terceiros e familiares.

Balança de pagamentos da União Europeia com excedente de 40,5 mil milhões de euros

A conta de operações correntes da balança de pagamentos da União Europeia (UE) a 28, registou um excedente de 40,5 mil milhões de euros, no primeiro trimestre de 2019, o que corresponde a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) comunitário, e sobe face aos 40,2 mil milhões de euros registados nos últimos três meses de 2018. Estas estimativas, ajustadas de sazonalidade, são do Eurostat, o gabinete de estatísticas da União. Porém este valor fica aquém dos 58,3 mil milhões de euros de excedente apurados no primeiro trimestre de 2018 e que correspondiam, na altura, a 1,5% do PIB da UE.

Fim do pagamento especial por conta devolve 150 milhões de euros à economia

A eliminação do Pagamento Especial por Conta devolveu à economia 150 milhões de euros. Portugal tem uma estrutura empresarial de pequenas e médias empresas. O pagamento especial por conta onerava especialmente as pequenas e médias empresas. Outra medida de desagravamento fiscal para as empresas: o aumento da possibilidade de dedução à colecta em IRC do lucro retido e investido. impostos. A reorganização dos benefícios fiscais deverá gerar, “em cada ano nos próximos três anos”, uma poupança de cerca de 90 milhões de euros.

Casas que sejam a morada de família vão ficar livre de penhoras

As casas que sejam morada de família vão ficar livre de penhoras para saldar dívidas ao Fisco ou à Segurança Social, já partir da próxima legislatura. A medida consta da primeira Lei de Bases da Habitação do País. A dação em cumprimento é outro dos pontos-chave da nova lei, podendo os proprietários em “situação económica muito difícil” poder entregar a casa ao banco para pagamento do empréstimo, mesmo que esta solução não conste do contrato de crédito. A Lei de Bases vai ainda impedir o despejo de habitação permanente durante a noite, a não ser em caso de emergência, e obriga a “garantir previamente soluções de realojamento”. A criação de subsídios para cidadãos que não tenham condições de aceder ao mercado privado de habitação é outra das medidas do diploma.

Insolvências de empresas recuam 7,6% até Junho e constituições sobem 9,9%

Em 2019, a média mensal de constituição de novas empresas é de 4.515. As insolvências de empresas em Portugal diminuíram 7,6% no primeiro semestre de 2019 face ao mesmo período de 2018, enquanto as constituições aumentaram 9,9%, com 27 mil novas empresas criadas até Junho, divulgou esta quarta-feira a Iberinform. No primeiro semestre foram criadas 27.088 novas empresas em Portugal, um crescimento de 9,9% face a 2018, embora em Junho tenha ocorrido um decréscimo homólogo de 20,9%, sendo este o único mês a apresentar um valor negativo face ao ano passado. Em 2019, a média mensal de constituição de novas empresas é de 4.515, o que compara com 4.108 em 2018 e 3.653 em 2017. Em termos absolutos, o Porto (711), Lisboa (589) e Braga (344) encabeçaram a lista de distritos com maior número de insolvências.

Governo britânico prepara Brexit sem acordo

O governo criou uma almofada fiscal de cerca de 30 mil milhões de euros para o ‘Brexit’ mas uma saída sem acordo poderá ter um impacto três vezes superior. O país vai precisar “de todo esse dinheiro e mais para responder aos impactos imediatos da perturbação de uma saída sem acordo, e isso significará que não vai haver dinheiro disponível para cortes de impostos ou aumentos da despesa [pública] a longo prazo. O impacto de um ‘Brexit’ sem acordo nas finanças públicas poderá ascender a cerca de 90 milhões de libras (100 milhões de euros) e que “isso terá que ser levado em conta em decisões futuras sobre impostos ou despesas.

Fisco não consegue cobrar 5 mil milhões de euros

A dívida incobrável da Autoridade Tributária fixou-se nos 5045 milhões de euros no final do ano passado. Esta dívida foi a que mais cresceu em 2018, de acordo com a Conta Geral do Estado (CGE) de 2018. O Fisco contabilizava no final do ano uma dívida total de 20,1 mil milhões de euros, dos quais apenas 31,6% correspondiam a dívida activa. Cerca de 25,1% – 5045 milhões – foi classificada como incobrável. Os restantes 43,2% são considerados dívida suspensa. A carteira de dívida é composta sobretudo pelo IVA – 7,1 mil milhões de euros –, seguida do IRC – 5,7 mil milhões de euros. Para a redução da dívida contribuiu a cobrança coerciva, com 48,1%, segundo o documento. A cobrança coerciva atingiu os 1066,8 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 221,4 milhões de euros face ao ano anterior.