Exportações aumentam

As exportações de bens em Portugal subiram acima do valor da zona euro no primeiro trimestre do ano, ao fixarem-se nos 4%, face aos 3,9% da zona euro. Já em termos da balança comercial, Portugal registou um défice de 5,4%, mais 2,1% face ao que havia registado em igual período de 2018 (3,5%). As primeiras estimativas para as exportações de bens na zona euro para o resto do mundo em Março de 2019 foram de 205,6 mil milhões, num aumento de 3,1% em comparação com o mês de Março de 2018 (199,5 mil milhões).

Importações aumentam na União Europeia

O valor das importações situou-se nos 183,1 mil milhões, o que representou um aumento de 6,0% em comparação com Março de 2018 (172,7 mil milhões). Já o comércio na zona euro caiu para os 172,1 mil milhões em Março de 2019, menos 0,3% em relação a Março de 2018. No que diz respeito a União Europeia (UE) a primeira estimativa para as exportações de bens em Março de 2019 registou um valor de 173,4 mil milhões de euros, o que significou um aumento de 1,2% em relação a Março de 2018 (171,3 mil milhões de euros). Por sua vez, as importações ficaram nos 170,4 mil milhões, num aumento de 6,4% em relação a Março de 2018 (160,1 mil milhões de euros).

Bruxelas multa cinco bancos em mais de mil milhões de euros por cartéis no mercado cambial

A Comissão Europeia aplicou uma multa de 1.068 milhões de euros aos bancos Barclays, RBS, Citigroup, JPMorgan e MUFG após concluir que estas cinco instituições bancárias participaram em dois cartéis nos mercados de câmbio de divisas. As empresas e pessoas dependem dos bancos para trocar divisas para realizar transacções nos países estrangeiros. As actividades de transacções cambiais representam um dos maiores mercados no mundo, envolvendo milhares de milhões de euros diariamente. Estas As decisões são uma mensagem clara, de que a Comissão não tolerará comportamentos coniventes em qualquer sector dos mercados financeiros.

86% das empresas portuguesas não cumprem prazos de pagamentos

O comportamento de pagamentos das empresas em Portugal está a apresentar uma tendência oposta à da maioria dos outros países, desde logo da média europeia e dos seus principais parceiros económicos, que têm mostrado nos últimos 10 anos uma redução significativa de empresas incumpridoras dos prazos de pagamento. No final do mês passado, 86% das empresas nacionais não pagavam dentro do prazo, um registo que tem vindo a degradar-se, com apenas 17,4% de empresas cumpridoras em 2016, 16,0% em 2017 e de 14,2% em 2018. A média do atraso é neste momento de 28,7 dias, um registo que apesar de já ter chegado aos 28,8 em Fevereiro deste ano, é também um dos mais elevados desde 2015.

Há 100 impostos diferentes em Portugal. Fisco só perde em 23 deles

IVA é o grande motor da carga fiscal nos três anos analisados desta legislatura. Portugal tem, actualmente, cerca de 100 tipos de impostos, taxas e contribuições. Desde o início da legislatura (do final de 2015 até final de 2018), o governo e restantes órgãos executivos públicos (regionais e locais) conseguiram arrecadar um total de 9,2 mil milhões de euros a mais, fazendo subir o total de receita fiscal e contributiva até a um valor recorde de 71 mil milhões de euros em 2018, revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Crédito sobe e taxas de juro caem

As novas operações de crédito concedido para compra de habitação e consumo subiram em Março, totalizando os 1.451 milhões de euros, enquanto as taxas de juro médias desceram. A continuar a este ritmo, 2019 será o ano mais forte da década em termos de concessão de crédito a particulares em Portugal. Trata-se de uma aceleração na concessão de crédito. Os portugueses já pediram 2.351 milhões de euros para compra de casa desde o início deste ano. É o montante mais alto desde 2010. No crédito ao consumo, o endividamento dos particulares soma 1.092 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, com o montante de empréstimos para outros fins a ascender a 488 milhões de euros.

Portugueses pagam menos mil milhões de euros em IRS do que em 2015

Os portugueses pagam em 2019 menos 1.000 milhões de euros de IRS do que pagariam em 2015 para o mesmo nível de rendimento. Remuneração bruta mensal por trabalhador subiu 2,9%. Embora a carga fiscal permanente tenha aumentado nos últimos anos, as medidas fiscais deste governo (apenas as alterações na legislação) ajudaram a contrariar esse agravamento, travando a subida da carga fiscal estrutural final, como também mostrou esta semana o Banco de Portugal.

Vistos gold – Investimento chinês cai 37%

Dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) mostram que o investimento chinês captado pelos vistos gold recuou 37% nos primeiros quatro meses do ano, face ao período homólogo do ano passado, para os 75,7 milhões de euros. Entre Janeiro e Abril, foram atribuídas 138 Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) a cidadãos de origem chinesa. O investimento vindo do Brasil através destes vistos também sofreu uma queda de 7,3% nos primeiros meses do ano, para 50,5 milhões de euros. Foram atribuídas um total de 69 ARI. O mesmo cenário se aplica ao investimento de origem turca, que recuou 59,6% para 21 milhões de euros. Até Abril, tinham sido concedidos 41 vistos gold.

Carga fiscal portuguesa bate novo máximo histórico em 2020

O crescimento em 4,3 mil milhões de euros da carga fiscal é explicado sobretudo pelo comportamento das receitas do IVA e do IRS, que subiram cerca de 1.040 milhões de euros e 704 milhões de euros, respectivamente, e das contribuições sociais efectivas, com um acréscimo de 1.186 milhões de euros. A receita de IRC aumentou em cerca de 536 milhões de euros, em 2018, após o aumento de 557 milhões de euros, no ano anterior.

Aumento da base tributável fez subir receita do IMI em 97,4 milhões de euros em 2018

A receita do Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) ascendeu a 1,663 mil milhões de euros em 2018 sendo este o valor mais alto desde que este imposto foi criado, em 2003, em substituição da Contribuição Autárquica. A receita do IMI registou um crescimento de 6,2%, o que corresponde a um crescimento nominal de 97,4 milhões de euros face ao valor arrecadado em 2017. O crescimento de 97,4 milhões de euros do IMI inclui um aumento de 3,9 milhões de euros no âmbito do Adicional ao IMI (AIMI).