EVOLUÇÃO EM JANEIRO DE 2019

EVOLUÇÃO EM JANEIRO DE 2019

(dados provisórios)

Relativamente a 2018, o mês de Janeiro de 2019 apresentou as seguintes variações nas unidades de alojamento do Algarve:

  • A taxa de ocupação global média/quarto foi de 34,4%, semelhante ao valor verificado em 2018 (-0,3pp).
  • O mercado que apresentou a maior descida absoluta foi o holandês (-0,5pp), seguido pelos mercados britânico e alemão, ambos com -0,3pp.
  • O mercado nacional subiu 0,7pp, compensando as descidas dos principais mercados externos.
  • Nos últimos doze meses a taxa de ocupação quarto registou uma descida média 1,1%.
  • O volume de vendas situou-se, igualmente, ao mesmo nível do ano anterior.

PIB da Zona Euro volta a travar no final de 2018 e regista pior crescimento desde 2013

O PIB da Zona Euro cresceu 1,2% no quarto trimestre, em termos homólogos, travando face a um crescimento de 1,6% no terceiro trimestre. Confirmam-se assim as expectativas de desaceleração mais profunda da economia do euro. Este é o crescimento do PIB num trimestre mais baixo desde 2013. Este crescimento homólogo de 1,2% da economia da Zona Euro é, na prática, o pior desde a recuperação económica pós-crise. Isto porque no final de 2013 o PIB voltou a registar variações positivas, mas o conjunto do ano foi negativo. Apenas em 2014 é que a economia deu mesmo a volta. Crescimento anual de 2018 é o pior desde 2014.

Inflação trava no arranque de 2019

Os preços no consumidor subiram 0,4% em Janeiro deste ano, desacelerando face aos 0,7% registados em Dezembro do ano passado. A taxa de inflação está a travar há quatro meses consecutivos. Depois de ter atingido os 1,4%, a taxa de inflação desceu para os 1% em Outubro, os 0,9% em Novembro, os 0,7% em Dezembro e agora para os 0,4% em Janeiro. Tal deve-se à queda dos preços dos produtos energéticos. “A taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos terá diminuído de 1,4% em Dezembro para -2,2% em Janeiro”, explica o INE. No ano terminado em Janeiro, a inflação (Índice de Preços no Consumidor – IPC) fixou-se nos 0,9%.

Comércio electrónico em Portugal representa quase 40% do PIB

O comércio electrónico em Portugal totalizou quase 75 mil milhões de euros em 2017, representando 38,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O e-commerce B2B teve um crescimento de 11,1% em termos homólogos e que deverá voltar a aumentar, pelo menos, até 2025: com um peso de 62,5% na economia portuguesa. Já o e-commerce B2C está valorado em 4,6 mil milhões de euros (i.e. 2,5% do valor do PIB), mais 11,3% comparativamente ao ano anterior. Assim como com o comércio digital bussiness to business, o comércio digital business to costumer também passará a representar mais do PIB daqui a seis anos (4,2%, um acréscimo de quase 2 pontos percentuais).

TAP aumenta em 10,4% número de passageiros em 2018

A TAP transportou 15,8 milhões de passageiros em 2018, mais 1,5 milhões de passageiros do que em 2017, o que corresponde a um aumento de 10,4%. As rotas europeias foram as que mais contribuíram para o aumento de passageiros no ano passado, registando o transporte de mais 932 mil passageiros do que em 2017, ou mais 10,7%. Nos voos entre Lisboa, Porto e Faro, a TAP transportou 1,1 milhões de passageiros no ano passado, revelando um crescimento de 9,4% face ao ano anterior. Os voos entre o continente e os Açores e a Madeira, segundo a transportadora aérea, foram os que registaram o maior crescimento relativo, de 13,5%, com 1,3 milhões de passageiros transportados, mais 156 mil do que no ano anterior.

Travão a fundo no optimismo: Europa perde confiança

O sentimento económico piorou “marcadamente”, tanto na Zona Euro, como em toda a União Europeia. Tanto os indicadores de sentimento, como o indicador de clima económico diminuíram de forma expressiva em Janeiro, revelou a direcção-geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia. No que diz respeito ao indicador de clima económico da Zona Euro, a avaliação dos empresários sobre a produção passada piorou significativamente. Também as expectativas de produção se deterioraram fortemente, tal como a avaliação do stock de produtos acabados e da carteira de encomendas, seja total, seja para exportação. Entre os maiores países do euro, o sentimento económico só melhorou em França. Na Alemanha degradou-se, tal como em Itália e na Holanda.

Salários declarados à Segurança Social sobem 2,3%

A receita de contribuições aumentou 7,6% no ano passado, devido ao crescimento do emprego e das remunerações. Na contratação colectiva terão subido 3,3%. As remunerações base declaradas à Segurança Social estavam a crescer 2,3% em Novembro, em termos homólogos, o que aponta para uma variação real de 1,3%. A remuneração média mensal nesta base de dados, que reflecte essencialmente a situação no sector privado (abrangendo também parte das empresas públicas e os funcionários públicos contratados de 2016 para cá) é de 934 euros. As contribuições aumentaram 7,6% em 2018, num acréscimo de cerca de 1,2 mil milhões de euros, essencialmente explicado pelo aumento do emprego (729 milhões de euros), de remunerações (404 milhões de euros) e de “eficiência” (59 milhões), o que poderá estar relacionado com a cobrança de dívidas em atraso.

Publicidade gera 2,5 mil milhões de euros na economia, garantem os anunciantes

O investimento publicitário de 570,8 milhões de euros em 2017 “permitiu gerar cerca de 2,5 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) “no curto prazo”, representando 1,3% do total da riqueza produzida em Portugal. A publicidade foi responsável, em 2017, pela sustentação de 51.250 postos de trabalho, o que representa 1,1% do emprego total nacional. Deste montante, a televisão captou mais de 50% do investimento, cerca de 308,8 milhões de euros, a Internet 116,5 milhões de euros, o ‘outodoor’ 66,8 milhões de euros, a rádio 40,8 milhões de euros e a imprensa 36 milhões. O cinema, em 2017, captou 1,8 milhões de euros de investimento publicitário. Em cinco anos, o investimento publicitário na imprensa caiu mais de metade (54%) – de 88 milhões de euros em 2012 para 36 milhões de euros em 2017 -, tendo sido ultrapassada pela rádio.

Estado injectou 886 milhões na Infra-estruturas de Portugal no ano passado

A necessidade de cobrir o financiamento da Infra-estruturas de Portugal foi a razão para mais um reforço de capital na empresa pública. Em 2018, foram colocados 886 milhões de euros na gestora de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias. Com este reforço, o capital da empresa responsável por assegurar as infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias fixou-se em 5,8 mil milhões de euros. O ano passado foi apenas mais um em que o Estado foi chamado a capitalizar a empresa que resultou da fusão das antigas Estradas de Portugal e Refer. Desde 2015, os aumentos de capital da IP cifraram-se em mais de 3,2 mil milhões de euros.

Bancos. Lucros de 132,1 milhões de euros com meios de pagamento

Pela primeira vez desde que há registo pelo regulador, a banca registou proveitos acima dos custos. Comissões cobradas ditam a nova tendência. Cada cliente custou ao banco 98 euros, menos 11 euros do que em 2013. Os bancos lucraram 132,1 milhões de euros em 2017 só com a disponibilização de meios de pagamento como cartões de débito, pré-pagos e de crédito. Esta subida deve-se, em grande parte, às comissões cobradas pelas instituições financeiras. Os custos com a disponibilização dos instrumentos de pagamento de retalho em 2017 totalizaram 793,3 milhões de euros (0,44% do Produto Interno Bruto (PIB)) e os proveitos 925,4 milhões de euros (0,5% do mesmo indicador)”, revela o estudo “Custos Sociais dos Instrumentos de Pagamento de Retalho em Portugal” realizado pelo Banco de Portugal (BdP).