Custos para comerciantes com cartões de crédito aumentam

Os comerciantes registaram encargos de 1206,4 milhões de euros com meios de pagamento em 2017, dos quais 58% ligados à aceitação de numerário e 36,8% a cartões de pagamento. De acordo com o BdP, “um dos elementos de custo mais relevante para os comerciantes na aceitação dos diferentes instrumentos de pagamento são as comissões pagas ao sistema bancário e às empresas de transporte de valores, que representaram 25,3% do custo total que assumiram. A este nível destacam-se os custos relacionados com os cartões de pagamento, dadas as comissões associadas aos cartões de crédito (82,2%) e de débito (52,7%).

Bancos deram crédito de risco porque sabiam que iriam ter dinheiro do Estado

Estudo divulgado pelo BCE conclui que bancos portugueses canalizaram o crédito para devedores de risco. O Estado português assumiu custos de mais de 17 mil milhões de euros em dez anos para salvar bancos. Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE) que analisa a actuação dos bancos portugueses em 2011 e 2012, antes da Autoridade Bancária Europeia (EBA) lhes exigir mais capital. O estudo conclui que a ajuda prometida pelo Estado à Banca foi um incentivo a esse tipo de actuação.

Fisco vai actualizar coeficientes de localização das casas para o IMI

Os peritos vão rever os coeficientes de localização que servem de referência para o cálculo do valor patrimonial tributário dos imóveis. Efeito não será automático, mas, havendo uma avaliação, pode fazer subir ou descer o valor dos prédios e o IMI a pagar. As Finanças deram, na semana passada, o pontapé de saída para a realização de mais uma revisão do zonamento para efeitos de determinação do Valor Patrimonial Tributário (VPT) dos imóveis.

Ajudas aos bancos ainda podem custar mais €5,5 mil milhões aos contribuintes

Até agora, o Estado já gastou cerca de €18 mil milhões para ajudar a salvar bancos, mas a factura a pagar pelos contribuintes pode aumentar nos próximos anos. Entre 2008 e 2017, o Estado gastou €16,7 mil milhões em apoios aos bancos, de acordo com as contas do Tribunal de Contas. Já em 2018, a factura cresceu em €932 milhões com a transferência de €792 milhões para o Novo Banco e €140 milhões de empréstimo ao fundo que vai pagar aos lesados do BES. Esta última parcela é, para já um financiamento, mas, caso não seja possível recuperar os activos do fundo, podem mesmo vir a ser perdidos pelo Estado. E a factura total com os bancos não se fica por aqui. Há mais €5,5 mil milhões em risco que podem levar o total para €23,3 mil milhões.

Fisco faz levantamento de impostos pagos por residentes não habituais

O Governo quer saber quanto pagam os residentes não habituais de IRS por rendimentos que aufiram no país, qual o IMI que suportam enquanto proprietários e qual o IMT que pagaram em operações de compra e venda de imóveis. A Autoridade Tributária e Aduaneira vai fazer um levantamento da receita fiscal arrecadada com os residentes não habituais (cidadãos estrangeiros com sede fiscal em Portugal, mas não só), seja em impostos sobre o rendimento ou sobre o património, seja o contributo em termos de IVA, por via do consumo. Em 2018, o número de beneficiários do regime fiscal residentes não habituais ascendia a 23.767 pessoas, das quais apenas 1502 eram portugueses.

Taxas aeroportuárias no Montijo ficarão 80% mais baratas do que na Portela

A ANA planeia implementar alta tecnologia na infra-estrutura do Montijo, com controlo biométrico e veículos de condução autónoma. Acordo prevê um investimento global de 1747 milhões de euros, dos quais 1326 milhões serão aplicados nos próximos anos. Dos 1326 milhões de euros previstos para a primeira fase, é o AHD o que vai receber a maior fatia com 650 milhões de euros previstos, mais 130 do que os 520 milhões previstos para o Montijo. Depois, há mais 160 milhões previstos para pagar à Força Aérea e para acessibilidades. Mais: no Plano Nacional de Investimentos 2030 está inscrita uma segunda fase da expansão do Aeroporto de Lisboa que, a partir de 2022, significará um investimento de 600 milhões de euros.

Desemprego manteve-se em 6,6% em Outubro.

A taxa de desemprego situou-se em Outubro em 6,6%, no mesmo nível do mês de Setembro, e abaixo da estimativa de 6,7% apontada pelo INE em Novembro. Em termos homólogos, o desemprego recuou em 1,8 pontos percentuais, com a taxa mais baixa observada desde Setembro de 2002. Apesar da manutenção da taxa de desemprego, o número total de desempregados registou um aumento em Outubro. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, o aumento de desempregados foi de 0,4%, com mais 1400 indivíduos. Em Outubro, a população desempregada foi estimada em 342,4 mil pessoas.

TAP é a mais atrasada do mundo

Atrasos custaram mais 40 milhões do que em 2017. Até Setembro, foram 100 milhões “deitados fora, perdidos” com o custo dos atrasos da TAP. Problemas que a companhia aérea portuguesa pretende solucionar com as contratações de pessoal de bordo e a compra de aviões, levadas a cabo desde a privatização. Com 37 aviões a estrear já em 2019 e a contratação de 500 pilotos e mil tripulantes de cabine entre 2018 e 2019. Mas os esforços da transportadora portuguesa não resolvem tudo, se no aeroporto não se der a evolução necessária, parte dos problemas continuará. A Bloomberg revelou que a TAP é a companhia com mais atrasos do mundo, segundo o ranking da OAG (empresa que reúne informação sobre as transportadoras), com 42,4% dos voos a aterrar com pelo menos 15 minutos de atraso.

Ryanair é a pior companhia aérea pelo sexto ano consecutivo

É a pior. E pelo sexto ano consecutivo. A Ryanair, que mais pessoas transporta em toda a Europa, foi classificada como a pior companhia aérea, num total de 19 transportadoras que operam voos a partir do Reino Unido. É esse o resultado de um estudo de opinião realizado junto de 7901 passageiros pela revista de direitos do consumidor britânica Which? 70% dos inquiridos respondeu Ryanair quando questionados sobre a companhia em que não viajariam mais. Da lista de 19 companhias aéreas, as mais bem classificadas pelos passageiros que participaram no inquérito são a Aurigny Air Service, a Swiss Airlines, a Jet2, a Norwegian e a KLM. Em 11.º lugar surge a low cost EasyJet e em 15.º a britânica British Airways.

Investimento captado através dos vistos gold atinge os 838 milhões de euros no último ano

O investimento conseguido através das Autorizações de Residência para a actividade de Investimento (ARI) foi inferior, em 0,6%, face ao registado ao ano anterior. Só em Dezembro, o investimento foi superior a 94 milhões de euros, o triplo do registado no mesmo ano de 2017. Deste valor, mais de 79 milhões dizem respeito a investimento captado por via de aquisição de bens imóveis e mais de 14 milhões por transferência de capital. De acordo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no ano passado foram concedidos mais de 1.400 vistos, mais 4,2% do que em 2017.