Taxa turística aumenta de um para dois euros em Lisboa

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou a duplicação da Taxa Turística na capital, de um para dois euros por noite, no âmbito das alterações ao Regulamento Geral de Taxas, Preços e Outras Receitas do município. O documento mereceu os votos favoráveis do PS, PAN, BE e de nove deputados independentes, a abstenção de PPM, MPT, CDS-PP e PSD, e os votos contra do PCP e do PEV. Em meados de Outubro, o BE – que tem um acordo de governação do concelho com o PS – adiantou à agência Lusa que esta taxa iria ser duplicada, a partir de 01 de Janeiro de 2019, para reforçar a limpeza urbana e os transportes nas zonas com maior pressão do turismo.

UE tem plano de acção para cenário de não acordo sobre o Brexit

A Comissão Europeia deu a conhecer um plano de contingência que será posto em prática com o objectivo de atenuar os efeitos negativos que serão provocados por uma eventual saída britânica da UE sem acordo. A Comissão faz referência a 14 medidas respeitantes a sectores particularmente ‘sensíveis’, como os serviços financeiros, o transporte aéreo, alfândegas e política climática. Estas serão sempre medidas temporárias para reduzir o impacto de um Brexit sem acordo, contudo o próprio órgão executivo da UE nota que as mesmas não permitirão resolver todos os problemas decorrentes de uma saída desordenada.

Estado concedeu 10,5 mil milhões em benefícios fiscais em 2017

O Estado concedeu 10.557 milhões de euros em benefícios fiscais em 2017.Este aumento resultou “essencialmente da alteração do critério de quantificação em sede do IVA e do imposto sobre veículos (ISV)”, refere o parecer dos juízes do Tribunal, explicando que se fosse retirado este efeito “o total da despesa fiscal seria de 2.912 milhões de euros”, ou seja, mais 14,7%. “Essas alterações metodológicas, bem como outras de menor impacto, decorrem da aplicação, pela primeira vez, do Manual de Quantificação da Despesa Fiscal e implicam que os valores de benefícios fiscais de 2017 em sede de IVA e de ISV não sejam directamente comparáveis com os dos anos anteriores”, lê-se ainda no documento.

Exportações complicam vida da economia até 2021

O crescimento da economia portuguesa foi revisto em baixa relativamente a este ano e o próximo, e o País deve perder fulgor até 2021, sobretudo por causa da procura externa mais incerta e fraca, antevê o Banco de Portugal (BdP) no boletim económico do Inverno. Em vez de crescer 2,3% (como estimava o BdP no Verão), a economia deve avançar 2,1% em 2018. O governo, no Orçamento do Estado de 2019 (OE2019) revelado em Outubro, também estava a contar com 2,3%.

Menos investimento em 2018, mais em 2019

A subida do investimento fixo total (novo investimento, privado e público) será mais fraca este ano, mas mais forte em 2019, comparando com as projecções do Verão. Deve rondar os 3,9% em 2018, acelerando para 6,6%. Há seis meses, o BdP dizia 5,8% e 5,5%, respectivamente. Após um crescimento muito dinâmico em 2017, o emprego deverá retomar, em média, no horizonte de projecção, uma evolução mais em linha com a sua relação histórica com a actividade, o que permitirá a continuação de uma trajectória descendente da taxa de desemprego, embora mais moderada do que nos anos recentes. A taxa de desemprego deverá situar-se em 5,3% no final do horizonte de projecção”.

Alojamento local é quase do tamanho do sector hoteleiro

Alojamento local tinha 161 mil camas, aproximando-se do hoteleiro, com 211 mil camas disponíveis, mostra o Banco de Portugal, num estudo sobre o tema. O número total de camas disponibilizadas pelas empresas de alojamento local (AL) em Portugal já equivale a mais de 76% da capacidade instalada no sector hoteleiro, indicam dados oficiais citados num estudo do Banco de Portugal (BdP) incluído no boletim económico do Inverno.

Impostos por cobrar: governo perdeu 1,6 mil milhões em dois anos

IVA e IRC explicam quase dois terços das prescrições de impostos em Portugal. Ao todo, o Estado e os municípios perderam para sempre 583 milhões em receita só em 2017. Nos primeiros dois anos da legislatura, o valor em impostos definitivamente perdido por causa de prescrições ascende a 1,6 mil milhões de euros, de acordo com dados do Tribunal de Contas (TdC) divulgados nos seus pareceres sobre a Conta Geral do Estado (CGE). Em 2016, as prescrições totais tinham ultrapassado os mil milhões de euros, do qual metade também no IVA.

Estado tem dívidas por cobrar de cerca de 20 mil milhões

Tribunal de Contas revela que, no final de 2017, o Estado continuava a ter 19,4 mil milhões de euros em dívidas por cobrar. Havia “dívidas muito antigas” e outras que diziam respeito a insolvências dos primeiros anos da crise (2007 e 2008), que “aumentaram muito”, mas que acabaram por expirar. “Em geral, a data de prescrição de uma dívida ocorre oito anos após o ano em que se produziu o facto gerador da obrigação de imposto, ressalvadas as causas de suspensão e interrupção do prazo”.

Portugal entre os países com maiores reservas de ouro do mundo

De acordo com dados do World Gold Council, Portugal está entre os 15 países do mundo que têm as maiores reservas de ouro. Assim, o país ocupa o 13.º lugar num ranking, que é liderado pelos Estados Unidos da América (EUA). Além dos países incluídos na lista, os dados referem ainda que Portugal se encontra à frente de países como Espanha ou Bélgica. Segundo os mesmos dados – actualizados em Setembro deste ano -, Portugal tinha 382.500 toneladas até este mês. Já os Estados Unidos tinham 8133.46 toneladas até ao mesmo mês.

Nova lei dos direitos de autor: O fim da internet como a conhecemos

A reforma legislativa sobre os direitos de autor para o mercado único digital está a ser discutida desde 2016. Foi em Setembro deste ano que a polémica começou, quando o Parlamento Europeu (PE) votou a favor da proposta, à qual 438 deputados deram luz verde. A chama voltou a reacender-se depois do PE ter comunicado que com as novas propostas, pretende-se obrigar “as gigantes tecnológicas a dividir lucros com artistas e jornalistas”. Contudo, a Comissão Europeia (CE) já veio desmentir tudo. Em causa estão os novos artigos que têm como objectivo proteger a criatividade, possibilitando que os conteúdos partilhados na Internet gerem lucro aos respectivos autores. Simplificando, o Artigo 11º fica conhecido como o imposto dos links; e o Artigo 13º como um filtro de upload.