Depois do alívio em Setembro, a dívida pública voltou a agravar-se para recorde no mês de Outubro devido ao aumento das emissões de obrigações. A dívida pública agravou-se para um novo recorde no mês de Outubro, atingindo 268,1 mil milhões de euros, anunciou o Banco de Portugal. Este valor supera o anterior máximo que foi atingido em Agosto e surge depois de uma descida ligeira em Setembro.
Em Outubro, estavam desempregadas um total de 16,236 milhões de pessoas, das quais 13,825 milhões na zona euro. A taxa de desemprego fixou-se, em Outubro, nos 8,4% na zona euro e nos 7,6% na União Europeia (UE). Devido às contingências impostas pela pandemia da covid-19, nomeadamente as situações de ‘lay-off’, o Eurostat não faz comparações entre Estados-membros.
China vai concentrar um terço do crescimento mundial em 2021 e é a única das principais economias a terminar 2020 com nota positiva. Zona euro sofre uma quebra de 7,5% este ano, e nos seguintes terá, tal como os Estados Unidos, “um contributo menor do que o seu peso na economia mundial” no que toca à recuperação. Em sentido inverso, a entidade reviu em baixa as previsões de crescimento da economia mundial em 2021, apontando agora para 4,2%, bastante abaixo da projeção de 5% divulgada em Setembro, apontando para uma nova recuperação de 3,7% em 2022.
A economia do euro só vai sair do ciclo de crise gerado pela pandemia em 2022. Vai levar mais um ano que a economia mundial a concluir a retoma económica, segundo as previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A política orçamental tendencialmente restritiva dos governos dos países do euro em 2021 e 2022 prejudica a recuperação. A zona euro vai registar uma contração de perto de 3% no último trimestre do ano, avança a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no seu relatório de previsões.
A tranche de três mil milhões de euros tem como objetivo ajudar vários setores face à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. As verbas vão financiar medidas como o ‘layoff’, os apoios a trabalhadores independentes, os apoios ao país e o prémio aos trabalhadores do SNS Portugal. O SURE reflete a solidariedade da UE e a sua pronta resposta à crise, o que permite continuar a proteger os postos de trabalho e os trabalhadores mais afetados.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está menos pessimista do que em Junho sobre o trambolhão que a economia portuguesa vai sofrer este ano, apontando para uma contração de 8,4%, na sequência da crise associada à pandemia de covid-19, em vez do recuo de 9,4% projetado em Junho. A projeção de crescimento de 6,3%, que era o cenário de Junho da OCDE para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português em 2021, passou agora para uns modestos 1,7%. Isto quando o Governo espera um crescimento de 5,4%. E para 2022 a perspetiva é pouco melhor, com a OCDE a apontar para um incremento do PIB de 1,9%.
A administração assume já que o corte de receitas nos próximos anos “será colossal”, o que obriga a “uma vigorosa redução de custos”. A TAP tem hoje cerca de 10.600 trabalhadores. O governo antecipava que as negociações com a Comissão Europeia, a propósito do plano de reestruturação da TAP, seriam duras. A transportadora, falava em plano doloroso. Os sindicatos começam a falar de danos incalculáveis, depois das reuniões com a administração que já revelaram pontos do plano.
É a taxa de variação trimestral mais elevada desde 2011. “A população desempregada, estimada em 404,1 mil pessoas, aumentou 45,1% (125,7 mil) em relação ao trimestre anterior, o que corresponde à taxa de variação trimestral mais elevada da série iniciada em 2011, e 24,9% (80,7 mil) relativamente ao terceiro trimestre de 2019″, revela o Instituto Nacional de Estatística. A taxa de desemprego no terceiro trimestre foi de 7,8%, valor superior em 2,2 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 1,7 p.p. ao do trimestre homólogo de 2019”.
A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 3,6% no terceiro trimestre de 2020, face ao mesmo período de 2019, para 1.266 euros. A componente regular da remuneração aumentou 4,2% e a remuneração base subiu 4,3%, atingindo, respetivamente, 1.082 e 1.019 euros. Estes resultados, segundo o INE, dizem respeito a cerca 4,1 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações. No setor privado, a remuneração total registou uma variação homóloga superior à do setor das administrações públicas (3,7%), passando de 1.140 euros em Setembro de 2019 para 1.182 Euros em Setembro de 2020.