Pedidos de moratórias superam 812 mil até setembro

Os pedidos à banca de moratórias de crédito no âmbito da pandemia superaram 812 mil até final de Setembro, tendo sido aceites 93%, sobretudo de créditos à habitação e outros créditos hipotecários. Na evolução das moratórias implementadas no âmbito da pandemia de covid-19, o banco central precisa que “42% eram contratos de crédito à habitação e outros créditos hipotecários (317.606)”. Segundo o supervisor bancário, “foram ainda aplicadas medidas de apoio a contratos de crédito aos consumidores (217.787) e a contratos de crédito celebrados com empresas, empresários em nome individual (ENI) e outros (216.332)”.

Insolvências em Portugal vão aumentar

A pandemia da covid-19 vai ter um forte impacto no aumento do número de insolvências de empresas em Portugal, que deverá aumentar 33% no final de 2021 face ao registado no final do ano passado. Apesar de assinalar que “Portugal não recuperará totalmente das perdas causadas pela pandemia antes de 2022”, a Euler Hermes tem uma perspetiva mais pessimista para a Zona Euro, antevendo um crescimento de 4,5% no PIB de 2021. Neste contexto, a Euler Hermes estima que este ano as insolvências de empresas em Portugal aumentem 15% e mais 15% no próximo.

Desemprego sobe em setembro para 8,5% na zona euro e 7,5% na UE

A taxa de desemprego fixou-se, em Setembro, nos 8,5% na zona euro e nos 7,5% na União Europeia (UE), estável face a Agosto, mas acima do valor registado no mesmo mês de 2019. Em Setembro, havia 15.990 milhões de desempregados na UE, dos quais 13.612 milhões na zona euro. No que respeita ao desemprego jovem, na zona euro a taxa fixou-se, em Setembro, nos 17,6% na zona euro, acima dos 15,6% homólogos, mas registando um recuo face aos 18,3% de Agosto. Também na UE, a taxa de 17,1% representa uma subida na variação homóloga (15,0%) e um recuo em cadeia (17,8%).

Taxa de desemprego sobe em Agosto para os 8,1%

Em relação à taxa de subutilização do trabalho (indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego), o INE diz que em Agosto atingiu os 15,5%, menos 0,1 pontos percentuais do que em Julho, mais 0,9 pontos percentuais do que há três meses e mais 2,9 pontos percentuais do que há um ano. Para setembro, os dados provisórios do INE apontam para que a taxa subutilização de trabalho se tenha situado em 15,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que em agosto e do que há três meses e mais 2,5 pontos percentuais em termos homólogos.

Despedimentos coletivos no pior registo desde 2014

O número de trabalhadores demitidos em processos de despedimento coletivo entre Janeiro e Setembro deste ano já vai em quase 5400 casos, naquele que é já o pior registo desde 2014, o último ano da troika em Portugal. De acordo com dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), nestes nove meses, as empresas já levaram à saída de mais 50% de trabalhadores do que em todo o ano de 2019. Alguns casos de despedimento ainda são relativos a processos iniciados no ano passado. A região mais afetada é Lisboa e Vale do Tejo, que responde por mais de 57% do total de trabalhadores despedidos. O Norte é a segunda região, carregando quase 30% dos despedidos nestes nove meses de 2020.

Dívida pública baixa em setembro para 267 mil milhões de euros depois do recorde alcançado em agosto

A dívida pública na ótica de Maastricht situou-se em 267 mil milhões de euros, diminuindo 0,1 mil milhões de euros face a agosto, mês em que tinha batido um valor recorde, segundo o Banco de Portugal. De acordo com a informação divulgada pelo banco central, para o aumento da dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas), “esta descida refletiu, em grande medida, as amortizações de títulos de dívida, no valor de 0,3 mil milhões de euros”. Os ativos em depósitos das administrações públicas cresceram 0,7 mil milhões de euros. A dívida pública líquida de depósitos diminuiu 0,9 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 241,7 mil milhões de euros. De acordo com os dados hoje divulgados, a dívida pública passou de 126,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre para os 130% do PIB.

Ryanair passa de lucro a perdas de 197 ME no primeiro semestre fiscal

A Ryanair registou uma perda líquida de 197 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), contra um lucro líquido de 1,15 mil milhões de euros no mesmo período de 2019. A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ sublinha que manteve 99% das suas aeronaves em terra durante quatro meses devido à pandemia da covid-19. A Ryanair também afirma que a crise sanitária provocou uma queda de 78% nas receitas em relação ao ano fiscal anterior, tendo atingindo um volume de negócios de 1.180 milhões de euros. O tráfego aéreo da Ryanair diminuiu 80%, refere a transportadora, adiantando que transportou 17 milhões de passageiros entre abril e setembro.

Receitas fiscais recuaram para 36,8% do PIB em Portugal em 2019

Segundo o Eurostat, França (47,4%), Dinamarca (46,9%) e Bélgica (45,9%) apresentaram os maiores rácios entre impostos e PIB em 2019. Por outro lado, Irlanda (22,7%), Roménia (26,8%), Bulgária (30,3%), Lituânia (30,4%) e Letónia (31,3%) registaram os menores. As receitas de impostos e cotizações sociais recuaram, em 2019, para os 36,8% do PIB em Portugal, face aos 37,0% de 2018, tendo-se mantido estável na zona euro nos 41,6%, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

Há quase 200 aeroportos europeus à beira da falência

Oito meses após o início da crise, “todos os aeroportos europeus estão a ‘queimar’ dinheiro para permanecerem abertos”, com as receitas longe de cobrirem os custos operacionais, muito menos os custos de capital. A pandemia continua a fazer estragos no sector da aviação. Para além de estar a deixar muitas companhias no vermelho, se o transporte de passageiros não recuperar até final do ano, 193 dos aeroportos Europeus irão enfrentar insolvência nos próximos meses.

Boeing entregou até setembro menos 67% de aviões que em 2019

As perdas acumuladas pelo gigante de Chicago rondam os -3,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,9 mil milhões de euros) e o trabalho em atraso no terceiro trimestre de 2020 é quantificado pela Boeing em 332,5 mil milhões de euros. As suas receitas no terceiro trimestre ficaram-se pelos 11,9 mil milhões de euros, menos 29% que em igual trimestre de 2019. De Janeiro a Setembro de 2020, as receitas da companhia ficaram-se pelos 42,8 mil milhões de dólares (cerca de 36,2 mil milhões de euros), menos 27% que os 58,6 mil milhões de dólares (cerca de 49,5 mil milhões de euros) registados no período homólogo de 2019.