23 Out 2020 | Destaques
Portugal empata com a Espanha e Bélgica na cauda do investimento público este ano em termos de percentagem do PIB. Os cálculos do Executivo apontam para que, em 2020, Portugal seja o país da Zona Euro com menor investimento púbico, em percentagem do PIB, ex aequo com a Espanha e a Bélgica. De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2021, estima-se que os fundos aplicados a projetos estatais constituam apenas 2,5% do PIB português, este ano.
23 Out 2020 | Destaques
O endividamento do setor não financeiro da economia portuguesa – que engloba empresas, famílias e Estado – subiu pelo segundo mês consecutivo em Agosto para os 736,6 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico. Do montante total, 334,4 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento no setor público, num bolo onde se encaixam as administrações e as empresas públicas, uma subida superior aos 2 mil milhões de euros face ao mês anterior. Agosto foi o mês em que este setor registou também um máximo histórico, neste campo, e o segundo consecutivo a registar aumentos, depois de um alívio em Junho. O endividamento do setor privado diminuiu 585 milhões de euros, entre Julho e Agosto, para os 402,146 mil milhões de euros.
22 Out 2020 | Covid-19, Destaques
Em termos regionais, foram as áreas geográficas que se encontram mais expostas e dependentes do investimento directo estrangeiro que sofreram com a pandemia (Região Autónoma da Madeira registou menos 28,7% das transações e o Algarve assistiu a uma erosão de 37,8% das vendas realizadas). O stock atual de imóveis residenciais em oferta, evidencia um sinal preocupante em termos de rotatividade no inventário das empresas, uma vez que 61% dos apartamentos e 63,9% das moradias em comercialização, encontram-se há mais de 6 meses em divulgação.
22 Out 2020 | Destaques
Portugal é um país envelhecido, com idosos a viverem sozinhos, pouco poupador e onde o trabalho é precário, os patrões e empregados têm baixa escolaridade e há poucas mulheres na polícia. Em 2018, Portugal tinha 157 idosos (com 65 ou mais anos) por 100 jovens (com menos de 15 anos), superando a média da UE a 27 países (132 idosos) e ocupando o terceiro lugar da tabela, liderada por Itália (171 idosos). O país subiu para a segunda posição, em 2019, ao ter 55% de agregados domésticos de uma só pessoa com 65 ou mais anos, ultrapassando a média de 40% da UE. Neste item, a Croácia é o país que tem mais idosos a viverem sozinhos (66% dos agregados) e a Suécia menos (13%).
21 Out 2020 | Destaques
Portugal liderava, em 2019, o pódio em termos de percentagem de empregadores e trabalhadores por conta de outrem sem o ensino secundário ou superior, respetivamente com 47,4% e 39,8% (a média europeia era de 16,3% em ambos os casos). O país manteve-se no pódio, mas baixando para a terceira posição, ao ter 20,8% da população empregada com contrato de trabalho temporário (Espanha ocupava o primeiro lugar com 26,3%, sendo que a média da UE era 15,0%). Segundo as estatísticas, Portugal era, em 2019, o sétimo país com maior número médio de horas de trabalho por semana (35,6 horas para os trabalhadores dependentes, sendo que a média da UE era 29,9 horas).
21 Out 2020 | Destaques
O saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em -887 milhões de euros até Agosto, o que compara com 1.146 milhões de euros em igual período de 2019, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Nos primeiros oito meses de 2020, o défice da balança de bens diminuiu 3.118 milhões de euros face ao período homólogo. Contudo, o excedente da balança de serviços reduziu-se em 6.527 milhões de euros. Esta redução foi, na maior parte, justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, de 5.602 milhões de euros. Até Agosto, as exportações de bens e serviços decresceram 23,6% (13,6% nos bens e 39,7% nos serviços) e as importações diminuíram 18,4% (16,9% nos bens e 25% nos serviços).
20 Out 2020 | Destaques
Falta eletrificar os troços entre Faro e Vila Real de Santo António e entre Tunes e Lagos, da linha férrea do Algarve. O Governo pretende investir mais de 60 milhões de euros na modernização da linha do Algarve, sendo a maior parte da verba destinada à eletrificação da ferrovia. Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2021, está previsto que sejam aplicados 46,1 milhões de euros na eletrificação dos troços entre Faro e Vila Real de Santo António e entre Tunes e Lagos. No troço entre Tunes e Lagos, com uma extensão de 45 quilómetros, estão previstas passagens superiores em Portimão e Poço Barreto Silves), de forma a suprimir as atuais passagens de nível rodoviárias.
20 Out 2020 | Destaques
O Orçamento do Estado para 2021 (OE 2021) indica que o Estado vai deixar de arrecadar 10 milhões de euros de receitas com estas portagens, segundo o relatório que acompanha o documento. A versão final do programa de descontos deverá ser aprovada nas próximas semanas em Conselho de Ministros. Serão incluídas oito autoestradas: A28 (Porto-Viana), A41 (Circular Regional Exterior do Porto), A4 (Porto-Vila Real), A24 (Viseu-Chaves), A25 (Aveiro-Viseu), A23 (Castelo Branco-Covilhã), A13 (Coimbra-Torres Novas) e A22 (Via do Infante, no Algarve).
19 Out 2020 | Covid-19, Destaques
O Governo estima que a economia portuguesa apenas recupere do “choque” da pandemia de covid-19 em 2030, de acordo com o esboço do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De resto, o executivo português calcula que o impacto anual do PRR no PIB será, em média, de 0,5 pontos percentuais (p.p.), ou seja, sem plano de recuperação a economia nacional cresceria anualmente menos 0,5 p.p. até 2026. Sem o fundo, o PIB português cresceria 5% em 2021, 3,4% em 2022, 2,5% em 2023, 2,3% em 2024, 2,2% em 2025 e 2% em 2026. Já tendo em conta as verbas do Fundo de Recuperação, prevê-se que a economia avance 5,4% em 2021, 3,6% em 2022, 3,3% em 2023, 3,2% em 2024, 2,6% em 2025 e 2,4% em 2026.
19 Out 2020 | Destaques
Mercado livre pode ter aumentos face à subida de custos no sistema elétrico. O regulador trava agravamentos nos preços do mercado regulado, mas não consegue impedir aumento dos custos com o sistema elétrico nacional. As tarifas de eletricidade vão manter-se no próximo ano para cerca de um milhão de clientes que permanecem no mercado regulado. Os preços a pagar pelos restantes consumidores, no regime liberalizado, dependem da decisão das empresas, mas a subida das tarifas de rede dá margem para um aumento nas faturas.