Ouro português valoriza 5,4 MME desde início da pandemia

Cotação do ouro bate recordes e em consequência as reservas do Banco de Portugal atingem também valor histórico. Há 20 anos valia sete vezes menos. É um número impressionante, mas não é um tesouro pronto a resolver os problemas financeiros de Portugal. Esta quantia não chega a 10% do Produto Interno Bruto do ano passado (212,3 MME) e menos ainda da dívida pública, ou seja, 259,6 MME. Portugal é um dos países do mundo com maiores reservas auríferas: segundo os dados do World Gold Council, divulgados pelo Trading Economics, é o 14.º do mundo e o sexto da Europa na lista liderada pelos Estados Unidos.

Desemprego real é 26,7 vezes mais do que indicam números do INE

Entre Março e Junho de 2020, em apenas três meses, o desemprego oficial aumentou em 41%, mas o desemprego real subiu em 109,6%, ou seja, 26,7 vezes mais. Segundo o INE, a taxa de desemprego aumentou para 7% em Junho, e a população desempregada era, nesse mês, de 350,9 mil pessoas – um aumento de 21,2% (+61,3 mil) em relação ao mês anterior, de 10,6% (33,7 mil) relativamente a três meses antes e de 3,0% (10,0 mil) por comparação com Junho de 2019). O aumento do desemprego e o fecho definitivo de muitas empresas que se já verificou é apenas o sinal de uma crise social e económica que não sabemos quando terminará, e cuja recuperação será mais difícil devido à desorganização que está a causar em toda a administração pública.

Aviação europeia manifesta “profundas preocupações” com restrições

Associações representativas das companhias aéreas europeias manifestaram profundas preocupações pelas restrições aplicadas por alguns Estados-membros aos voos na União Europeia (UE) e no espaço Schengen, temendo os impactos na confiança dos passageiros e na retoma do tráfego. Enquanto associações comerciais representativas dos aeroportos e companhias aéreas europeias, escrevemos para expressar as nossas mais profundas preocupações sobre a reintrodução de restrições de viagem em partes da área que compreende a UE/Schengen e o Reino Unido”, escrevem três das maiores associações representativas da aviação europeia numa carta hoje enviada aos chefes de Governo e ministros europeus dos Transportes, da Saúde e dos Assuntos Internos.

Novos apoios podem levar a mais falências e desemprego

O lay-off simplificado foi oficialmente extinto. O presidente da República lamentou e o ministro da Economia reconheceu que muitas empresas poderão não aguentar. O novo lay-off. Empresas com quebras superiores a 75% vão ter apoio extra. Muitas empresas vão fechar para férias e não vão voltar a abrir. Isto porque as medidas que o Governo coloca à disposição são insuficientes e não dão conta das necessidades do tecido empresarial.

Inflação na zona euro em Julho fica nos 0,4%

Dados do Eurostat mostram uma taxa de inflação próxima da registada em Junho. Em termos de variação mensal, Portugal regista a maior descida de preços da zona euro. A inflação anual na zona euro no mês de Julho foi de 0,4%, reporta o Eurostat. Este valor representa uma ligeira subida em relação aos 0,3% verificados em Junho. Em termos mensais, a taxa de inflação no conjunto dos países da moeda única foi de -0,3%. Os países da zona euro onde se verificou uma taxa de inflação anual mais elevada no mês de Julho foram a Eslováquia, com 1,8% de inflação, e a Bélgica, com 1,7%. Os valores mais baixos deste indicador registam-se em Chipre, na Grécia e na Estónia, com -2,1%, -1,9% e -1,2%, respectivamente. Em termos mensais, a Holanda registou o maior aumento de preços entre Junho e Julho, com uma taxa de inflação de 0,9%.

FMI ainda mais pessimista já prevê recessão de 10,2% na Zona Euro

O FMI avisa que a quebra da economia mundial provocada pela pandemia vai ser mais acentuada do que o previsto e que a recuperação é incerta. Não há estimativas para Portugal, mas olhando para a revisão efectuada para Espanha e outros países da Zona Euro, a quebra no PIB poderá ter dois dígitos este ano. As estimativas reveladas pela entidade sediada em Washington apontam para uma queda de 4,9% do PIB mundial este ano, bem pior do que a contracção de 3% antecipada em Abril. Basta olhar para as novas estimativas para a Zona Euro e vários países da região. A previsão do FMI aponta para uma quebra inédita de 10,2% no PIB dos países que partilham o euro, bem pior do que o antecipado em Abril (-7,5%).

Economia da Zona Euro sofre contracção histórica de 15% no segundo trimestre

A economia da Zona Euro encolheu 15% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, o que representa a maior contracção de sempre do PIB (produto interno bruto) da região desde que há registo. Esta queda histórica, com comparação anual, foi ainda superior ao que estava a ser estimado (-14,5%) e compara com a contracção homóloga de 3,1% registada nos três meses anteriores. Segundo o relatório da estimativa rápida preliminar da instituição de estatística da União Europeia, foi mesmo a maior queda desde que os registos começaram a ser efectuados, em 1995. Na União Europeia essa queda foi de 11,9%, comparado com os três meses anteriores, altura em que o PIB registou uma contracção de 3,2%.

Inflação subiu para 0,2% em Julho

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou 0,2% em Julho em Portugal, de acordo com a primeira estimativa lançada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta taxa é superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada em Junho (0,1%). Relativamente ao mês anterior, o IPC terá tido uma variação negativa de 1,3% (em Junho, a variação mensal foi 0,9% e em Julho de 2019 tinha sido de -1,3%). O INE estima em Julho uma variação média nos últimos doze meses de 0,1%, tal como se verificou no mês precedente.  

PIB de Portugal sofre queda histórica de 16,5% no segundo trimestre de 2020

Já se sabia que a economia portuguesa tinha sofrido uma quebra histórica no segundo trimestre. Faltava saber a dimensão da contracção e o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que esta foi mesmo histórica. No trimestre do confinamento e do Estado de Emergência o produto interno bruto (PIB) de Portugal sofreu uma contracção de 16,5% contra o segundo trimestre de 2019. Face ao primeiro trimestre a quebra foi de 14,1%. As estimativas dos economistas já eram negras, chegando a apontar para uma queda do PIB de 20% no segundo trimestre. O núcleo de estudos de economistas da Católica antevia uma redução em cadeia de 13% e homóloga de15,5%, mas não descartava “a possibilidade de quebras maiores, até 20% em cadeia”.

Taxa de desemprego na zona euro sobe para 7,8%

Mais de 12 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia. A taxa de desemprego na zona euro atingiu 7,8% em Junho, uma ligeira subida face a Maio deste ano, num total de 12.685 milhões de pessoas desempregadas, divulgou o Eurostat. O gabinete de estatísticas comunitário revela que, no mês de Junho, quando os países europeus começaram a levantar as medidas restritivas para conter a covid-19, a taxa de desemprego atingiu 7,8%, após ter atingido 7,7% em Maio passado. No conjunto da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em Junho foi de 7,1%, também ligeiramente acima dos 7% de Maio passado.