10 Ago 2020 | Destaques
O índice do volume de negócios nos serviços caiu 23,2% no mês de junho, face ao período homólogo, após já ter registado uma diminuição de 31% em Maio. Os dados fazem parte dos índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos Serviços publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A secção de alojamento, restauração e similares registou -6,0 pontos percentuais, o segundo contributo mais relevante para o resultado agregado, aponta o gabinete estatístico, “originado por uma variação de -60,8%”. O INE destaca que o alojamento “apresentou uma taxa de variação homóloga de -89,8% no mês de junho” e que a taxa da restauração se fixou em -50%.
9 Ago 2020 | Covid-19, Destaques
Em Julho, o número de insolvências de empresas em Portugal aumentou 32,3% para 455. São mais 111 as situações em que o negócio deixou de gerar rendimentos para fazer face aos compromissos assumidos por comparação com igual mês de 2019, segundo a Iberinform. No acumulado do ano, a subida foi de 8,4%, com 3.145 insolvências, mais 243 que nos primeiros sete meses de 2019, “mas com valores inferiores aos acumulados de 2018 e 2017”. Ou seja, em período de retoma depois do confinamento e fecho de inúmeros negócios por causa da pandemia, a realidade dos números mostra que a actividade empresarial está de rastos e que muitos não se conseguem reerguer.
9 Ago 2020 | Destaques
A constituição de novas empresas em Julho apresentou uma expressiva redução de 25,9%, face ao período homólogo do ano passado. O mês fechou com 2.931 novos negócios, menos 1.026 do que em Julho de 2019. E o acumulado dos primeiros sete meses de 2020 apresenta um diferencial “ainda mais significativo”, com menos 10.317 novas empresas que em 2019, numa contracção de 32,7%. Lisboa lidera em número de novas empresas, com 6.704, número que evidencia, no entanto, uma redução homóloga de 35,3%. O distrito do Porto, com 3.861 novas empresas, registou uma redução de 32,4% face a igual período de 2019.
8 Ago 2020 | Destaques
Dinâmica recente das remunerações “foi significativamente influenciada pela instituição do regime de layoff simplificado”, diz o INE. A remuneração bruta mensal média por trabalhador registou um aumento de 1,6% no segundo trimestre deste ano face ao mesmo período de 2019, para os 1326 euros. No entanto o crescimento abrandou. Em termos reais, tendo em consideração a taxa de variação do Índice de Preços do Consumidor, no mesmo período, as remunerações médias por trabalhador aumentaram 1,8% (total), 2,8% (regular) e 3,3% (base), respectivamente. Estes resultados dizem respeito a cerca 4 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.
8 Ago 2020 | Destaques
O crédito malparado dos bancos portugueses recuou 492 milhões de euros (-2,9%) no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior, ainda assim, representa uma diminuição menos intensa do que no período homólogo de 2019, divulgou o Banco de Portugal (BdP). A redução nos particulares resultou de uma diminuição de 148 milhões de euros na habitação e de um aumento de 126 milhões de euros no consumo e outros fins. No primeiro trimestre, o activo total do sistema bancário português aumentou 1,1%, sobretudo devido à subida da exposição a títulos de dívida (2,7%), incluindo títulos de dívida pública (1,9%) e títulos emitidos por SNF (6,3%), e, em menor grau, ao aumento dos empréstimos a instituições de crédito (12,0%) e a clientes (0,4%).
7 Ago 2020 | Destaques
As emissões de dívida pública portuguesa no primeiro semestre do ano atingiram 97,7% do inicialmente orçamentado para todo o ano, totalizando 9.693 milhões de euros, de acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). O aumento do endividamento é decorrente dos efeitos económicos da pandemia de covid-19. Os técnicos do parlamento detalham que, de acordo com o calendário de amortizações a médio e longo prazos, “será necessário amortizar títulos de dívida a médio e longo prazos no valor de: 12,3 mil M€ em 2021, 15,1 mil M€ em 2022, 12,5 mil M€ em 2023, 16,1 mil M€ em 2024, 16,8 mil M€ em 2025, 16,4 mil M€ em 2026, 19,8 mil M€ em 2027, 13,6 mil M€ em 2028, 13,3 mil M€ em 2029 e 13,7 mil M€ em 2030. Só a partir de 2031 é que o valor anual de amortizações de dívida pública a médio e longo prazos desce para valores abaixo de 10 mil M€/ano.
7 Ago 2020 | Destaques
Instituição vai ter capital de 255 milhões de euros e apoiar inovação, infra-estruturas e competências, incluindo financiamento a projectos públicos. A Comissão Europeia deu esta luz verde à criação do Banco Português de Fomento, instituição que sucederá à Instituição Financeira de Desenvolvimento, com competências alargadas, e que deverá mobilizar parte do financiamento europeu em resposta à crise da pandemia. A Comissão chegou à conclusão que a criação do Banco Português de Fomento é uma solução adequada e proporcional para assegurar financiamento adicional a empresas e projectos que de outra maneira permaneceriam subfinanciados devido a falhas de mercado.
6 Ago 2020 | Covid-19, Destaques
Portugal está entre os países que deverão ter perdas no sector do turismo superiores a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) devido à pandemia de covid-19, de acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). As perdas nas receitas do turismo que ultrapassam os 2% do PIB devem concentrar-se em grandes exportadores de turismo, como a Costa Rica, Egipto, Grécia, Marrocos, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Sri Lanka, Tailândia e Turquia”, pode ler-se no relatório sobre o sector externo divulgado pelo FMI. Os dados relativos ao turismo foram analisados a partir de um estudo da Organização Internacional do Turismo, que “inclui um cenário envolvendo um levantamento gradual de restrições às viagens com início em Setembro”, que implica “receitas no turismo 73% abaixo dos níveis de 2019”.
6 Ago 2020 | Covid-19, Destaques
Dados do Banco de Portugal vêm confirmar que o peso da dívida terá batido um novo máximo em Junho, meses antes do previsto. Finanças admitem que situação deve piorar. Rácio deve chegar a 134% ou mais. O rácio da dívida pública portuguesa (medido em proporção do PIB – produto interno bruto) terá já superado os 133% no final do primeiro semestre, o maior valor de que há registo. As previsões oficiais divulgadas recentemente dizem que esta marca ainda vai piorar até final do ano. Em Junho, a OCDE estimou que a economia portuguesa irá encolher quase 8% em 2020, ficando o PIB nominal nos 195,7 mil milhões de euros. A projecção da OCDE diz que o peso da dívida deverá subir para 135,9% no final deste ano e que a recessão real da economia deve chegar a 9,4% num cenário menos adverso.
5 Ago 2020 | Destaques
A dívida pública fixou-se em 259,8 mil milhões de euros em Junho, menos 4,6 mil milhões de euros do que em Maio e mais 8.317 milhões de euros face a Junho de 2019, segundo o BdP. Para a redução da dívida pública, na óptica de Maastricht (a que conta para Bruxelas), face a Maio “contribuíram essencialmente as amortizações de títulos [de dívida pública] no valor de 4,4 mil milhões de euros”. Já os activos em depósitos das administrações públicas desceram 8,2 mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos aumentou 3,6 mil milhões de euros em Junho, em relação ao mês anterior, para 242,8 mil milhões de euros. Comparando com o mesmo mês de 2019, a dívida pública aumentou 8.317 milhões de euros.