Cerca de 270,6 mil milhões de euros em exportações do turismo perdidos

A OMT diz que foram perdidos cerca de 270,6 mil milhões de euros em exportações do turismo entre Janeiro e Maio e estão em risco cerca de 120 milhões de empregos diretos. Nos primeiros cinco meses deste ano, as chegadas de turistas internacionais diminuíram em mais de metade. As receitas de exportação do turismo podem cair 769,68 mil milhões de euros, para 1,01 biliões de euros, em 2020, o que poderá reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) global em 1,5% a 2,8%. Além dos cerca de 100 milhões de empregos diretos no turismo que estão em risco, há também setores associados que empregam 144 milhões de trabalhadores em todo o mundo. As pequenas empresas são particularmente vulneráveis e representam 80% do turismo global.

Mais 90.000 empregos perdidos ou ameaçados no sector de viagens do Reino Unido

Mais de 90.000 empregos foram suprimidos ou estão em risco no sector de viagens do Reino Unido devido ao impacto no turismo da pandemia de covid-19, alertou a Associação dos Agentes de Viagens Britânicos (ABTA). Esta estimativa tem em conta a supressão de empregos desde o início da crise de saúde no sector de viagens e na sua cadeia de aprovisionamento, revelou a ABTA (Association of British Travel Agents). Para o sector de viagens em sentido estrito (operadoras de turismo, agências de viagens e companhias aéreas), foram 39.000 empregos suprimidos pela pandemia de covid-19, o que representa 18% do total dos trabalhadores.

Operadores turísticos britânicos encerram agências de viagens

O encerramento da agência de viagens para estudantes STA Travel UK, que tem uma rede de mais de 50 agências no país e cuja falência ameaça 500 empregos. No início de Agosto, a operadora de turismo Hays Travel, que comprou a rede de agências Thomas Cook no Reino Unido, anunciou a supressão de 878 empregos, de um total de 4.500. Já a Tui tinha anunciado alguns dias antes o encerramento de 166 agências no Reino Unido e na Irlanda, ou seja, um terço da sua rede, como parte de um plano de reestruturação que prevê o corte de 8.000 postos de trabalho a nível mundial.

Preços de bilhetes de avião entre Reino Unido e Portugal aumentam

Anúncio de que Portugal ia sair da lista negra do Reino Unido levou milhares de britânicos a apressarem-se a comprar bilhetes para o Algarve. Os bilhetes estavam a custar cerca de 35 libras (perto de 40 euros) e passaram para as 190 libras (212 euros) durante a noite. Segundo uma pesquisa rápida, uma viagem de ida e volta entre Londres e Faro tem um preço a rondar os 300 euros, com alguns voos a custarem mais de 500 euros. De acordo com os dados de aviação prestados pelos analistas da Cirium, até ao início das aulas em Inglaterra estão programados 719 voos entre o Reino Unido e Portugal, com 128 mil lugares para passageiros.

Ryanair prevê “cortes selvagens” na operação em Portugal

A Ryanair disse que há “uma perspetiva real de cortes selvagens em Portugal” na temporada de Inverno em termos de capacidade e aviões, devido à pandemia de Covid-19. A Ryanair, que até agora tinha previsto voltar a 70% da sua capacidade em Setembro, explica em comunicado ter de reduzir os voos previstos, nomeadamente para França e para Espanha, dois países incluídos na quarentena imposta pelo Governo britânico. Ryanair regularizou declarações à Segurança Social, assumindo que na transição para o sistema português, “as deduções foram feitas nas folhas de salário, houve um erro administrativo em Maio e os pagamentos não foram transferidos para a Segurança Social”.

Exportações de viagens e turismo recuam 79% em Junho

As exportações de bens e serviços encolheram 25,9% em Junho face ao mesmo mês do ano passado, destacando-se a redução de 79% nas exportações de viagens e turismo. O sector do turismo tem sido um dos mais penalizados pela pandemia de covid-19 e os números expressam com clareza o impacto na economia portuguesa, onde tem grande peso na atividade económica e nas exportações. Mais ainda, o sector tarda em sentir uma retoma da atividade. Já as importações de bens e serviços recuaram 23,4% em junho em termos homólogos, com a quebra a sentir-se também de forma marcada nas importações de viagens e turismo (menos 57,4%).