TAP com prejuízos de 365 milhões no primeiro trimestre

A TAP registou um decréscimo de 54,7% no número de passageiros transportados em Março face ao mês homólogo de 2019. A TAP registou no primeiro trimestre do ano prejuízos de 395 milhões de euros, relacionados com os impactos da pandemia de covid-19, anunciou a companhia aérea portuguesa ao mercado. A transportadora aérea refere que no período. No primeiro trimestre do ano, a companhia aérea registou uma “diminuição dos rendimentos operacionais totais em 0,5%” face ao trimestre homólogo de 2019 e “das receitas de passagens em 3,7%” relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Parlamento chumbou as propostas para a nacionalização da TAP

Os projectos de lei para nacionalização da TAP foram chumbados pela Assembleia da República. O Estado só é autorizado por Bruxelas a defender a TAP na condição de despedir trabalhadores e abandonar rotas. A companhia está numa situação financeira agravada desde o início da crise provocada pela pandemia de covid-19, com a operação paralisada quase na totalidade, e vai receber uma injecção de capital que pode chegar aos 1.200 milhões de euros.

Factura Covid-19 soma 2,5 mil milhões

Menos 869 milhões em impostos que não entraram nos cofres do Estado. Do lado da receita foram menos 869 milhões de euros em impostos que entraram nos cofres do Estado, em virtude de adiamentos, desemprego e suspensão das execuções fiscais (sem contar com a quebra da Segurança Social). A degradação do saldo reflecte ainda um aumento da despesa, de 951 milhões de euros, associado às medidas de layoff (453 milhões de euros), aquisição de equipamentos na saúde (169 milhões de euros) e outros apoios suportados pela Segurança Social (144 milhões de euros). A acrescer a este montante estão mais 597 milhões que saíram dos cofres do Ministério das Finanças para fazer face a vários tipos de despesas relacionados com a Covid-19.

Quase 200 mil empregos na aviação em risco no País

Perdas de 7100 milhões na economia nacional. Pandemia provocou “pior ano de sempre no sector”. 17 mil aviões estavam estacionados nos aeroportos em Maio. Foram dois terços da frota mundial que não levantaram voo. Há quase 200 mil postos de trabalho em risco em Portugal, de forma directa ou indirecta, devido às quebras provocadas pela pandemia no sector da aviação. O cenário foi traçado este mês pela IATA, a maior associação do sector, que aponta para 187 800 empregos que podem acabar extintos este ano. No País, é esperada uma quebra na procura de 60%, o que significa quase menos 29 milhões de passageiros a cruzar as fronteiras nacionais.

Endividamento da economia aumentou 11,3 mil milhões de euros

Valor voltou a aumentar em Abril e supera os 736 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal. O endividamento da economia portuguesa registou um aumento de 11,3 mil milhões de euros entre Março e Abril deste ano, altura marcada pela pandemia de covid-19. Para voltar a uma subida tão grande será preciso recuar a Maio de 2012. Segundo os dados do banco central, o montante de dívida fixou-se nos 736,3 mil milhões de euros. No que diz respeito ao sector privado, o endividamento dos particulares não sofreu grandes alterações face ao mês anterior e, por isso, o crescimento está sobretudo relacionado com as empresas. No mês de Abril, revela o BdP, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 2,6%, o que significa uma subida de 2 pontos percentuais, face ao registado no mês anterior. No que diz respeito aos particulares, a taxa de variação anual diminuiu 0,1 pontos percentuais para os 0,7%.

Medo de contágio e falta de dinheiro travam viagens

O medo de contágio e a falta de dinheiro vão levar a que a maioria dos portugueses fique em casa durante as férias de verão. Mesmo os que planeiam viajar querem ficar por Portugal e gastar menos do que no ano passado. Mais de metade dos residentes em Portugal vai ficar em casa durante as férias de verão. O medo de contágio é a principal justificação para a decisão, mas a falta de dinheiro, numa altura em que o desemprego aumenta é outra das razões apontadas.