Nota de Imprensa – Covid-19 – Medidas excecionais Adotadas pelo Governo

A AHETA considera que, no âmbito da pandemia de Coronavírus (Covid-19), as medidas excepcionais anunciadas pelo governo para estimular a economia vão no sentido correcto e respondem às necessidades das empresas, mas exigem prazos mais alargados e outros ajustes.

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Esta realidade é ainda mais evidente no caso dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve, confrontados com uma crise sem precedentes, jamais vista em toda a nossa existência e cujo fim não é previsível.

Neste sentido, a AHETA apela ao governo que as medidas aprovadas sejam urgentemente implementadas, de forma a permitir as empresas e os empreendimentos turísticos esbaterem as enormes fragilidades económicas e financeiras que atravessam.

Assim sendo, sem prejuízo de outras medidas que se venham a revelar imprescindíveis no curto/médio prazo, a AHETA propõe o seguinte:

  • A suspensão do pagamento de contribuições e impostos deve ser estendida por um período de seis meses;
  • As contribuições sociais, taxas e impostos devem ser abolidos durante seis meses;
  • Suspensão do pagamento das despesas de água, luz e gás durante um período de seis meses;
  • O governo e o sistema financeiro devem aprovar/implementar de imediato uma moratória suspendendo a obrigatoriedade das empresas amortizarem dívidas e respectivos juros nos próximos seis meses;
  • Abolir a condicionante de 20% para acesso à linha de crédito de 900 milhões de euros, na medida em que, pelo menos no caso do Algarve, os dois primeiros meses do ano tiveram comportamentos melhores do que em 2019;
  • O montante da linha de crédito deve ser aumentado para valores mais elevados;
  • Estes créditos devem ser de médio prazo (6 anos), não devendo a taxa de juro exceder os 1% e ter uma carência de dois anos;
  • Os trabalhadores forçados a faltar ao trabalho para assistir familiares, devem beneficiar de baixa médica, conforme estipulado no Código do Trabalho, isentando as empresas de encargos salariais de trabalhadores que não exercem qualquer actividade;
  • Abolir a exigência da queda abrupta e acentuada de 40% da facturação homóloga das empresas nos últimos dois meses para efeitos de declaração de situação de crise empresarial, possibilitando às empresas o encerramento temporário;
  • O layoff simplificado deve ser clarificado, ser mais flexível e menos penalizador para as empresas, atendendo ao elevado número de estabelecimentos encerrados temporariamente, tendo em vista evitar o recurso à figura da extinção dos postos de trabalho.

A AHETA recorda que os empreendimentos hoteleiros e turísticos do Algarve vêm enfrentando uma redução drástica na sua actividade e, por essa via, nas suas receitas desde o final do mês de Outubro, encontrando-se descapitalizados e fragilizados por vários meses de gestão deficitária, não dispondo de condições financeiras para suportar uma paragem total do sector e, simultaneamente, satisfazer os encargos com o pessoal e outros compromissos financeiros e fiscais.

O período que atravessamos constitui um verdadeiro pesadelo para os empresários hoteleiros e turísticos do Algarve, o que torna ainda mais urgente a aprovação destas e outras medidas, sem as quais o sector corre o risco de afundar rapidamente, provocando efeitos nefastos, incalculáveis e imprevisíveis na economia regional e nacional.

Albufeira, 18 de Março de 2020

A Direcção

CIRCULAR – Covid-19 – AHETA em Teletrabalho

De acordo com as recomendações e orientações da DGS – Direcção-Geral da Saúde e tendo em conta a evolução actual do vírus COVID-19 no nosso país, vimos informar que activámos as seguintes medidas, para as quais pedimos a vossa compreensão:

  1. As instalações AHETA estarão fechadas ao público
  2. Os trabalhadores continuarão a realizar as suas tarefas em regime de teletrabalho
  3. Os serviços continuarão a ser assegurados ao abrigo desta modalidade
  4. Todos os contactos com a AHETA deverão ser realizados através de correio electrónico ou pelos números de telefone usuais (telefone 289 580 530 ou email aheta@aheta.pt)

Estas alterações vigorarão por tempo incerto, até que as estejam reunidas as condições para a sua revogação.

CIRCULAR – Report Diário Covid-19

Caro Associado,

Reencaminhamos os reports diários sobre a atual situação de pandemia global COVID-19 nos mercados do Reino Unido, Holanda, França, Espanha e Itália elaborados pelas agências da ATA nestes mercados.

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Enviaremos mais informação sempre que dispusermos de novas atualizações.

            Report diário 18/03 – edição especial Coronavírus – mercado do Reino Unido

            Report diário 18/03 – edição especial Coronavírus – mercados da Holanda, Espanha, França e Itália

            Report diário 18/03 – edição especial Coronavírus – mercado da França

Albufeira, 18 de Março de 2020

A Direcção

Coronavírus ameaça 340 mil empregos

Sem apoio massivo do Governo e da União Europeia, desemprego pode atingir os 15%. Turismo vai ser o sector mais afectado pela pandemia. A crise económica desencadeada pela Covid-19 pode levar a taxa de desemprego a tocar os 15%, níveis atingidos em Portugal após a crise das dívidas soberanas em 2012 e 2013. Estamos a falar de mais de 340 mil pessoas que até final do ano podem perder o seu trabalho se não existirem ajudas massivas da parte do Governo e da União Europeia.

Estado de emergência põe todos em casa e paralisa economia

Decisão está nas mãos do Presidente da República e implica fortes limitações no dia a dia dos portugueses. A declaração do estado de emergência em Portugal, como tudo indica que irá acontecer, imporá fortes limitações na vida quotidiana habitual dos portugueses. Quanto à economia, o seu funcionamento ficará praticamente limitado aos sectores de abastecimento de produtos alimentares, combustíveis, água e luz. Se assim for, durante 15 dias o País fica praticamente parado.

Economia portuguesa é das mais afectadas pelo fecho das escolas

Em Portugal, as famílias trabalham menos em part-time e teletrabalho do que em outros países, o que pode fazer subir o impacto do fecho das escolas. Isolamento social vai pesar na economia portuguesa, mas ainda é cedo para dizer quanto. A economia portuguesa pode ser das mais afectadas com o encerramento das escolas. O recurso ao part-time e ao teletrabalho é menor em Portugal do que noutros países, o que deverá traduzir-se num impacto superior na produtividade.