População desempregada aumentou 45,1% entre Julho e Setembro

É a taxa de variação trimestral mais elevada desde 2011. “A população desempregada, estimada em 404,1 mil pessoas, aumentou 45,1% (125,7 mil) em relação ao trimestre anterior, o que corresponde à taxa de variação trimestral mais elevada da série iniciada em 2011, e 24,9% (80,7 mil) relativamente ao terceiro trimestre de 2019″, revela o Instituto Nacional de Estatística. A taxa de desemprego no terceiro trimestre foi de 7,8%, valor superior em 2,2 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 1,7 p.p. ao do trimestre homólogo de 2019”.

Insolvências em Portugal vão aumentar

A pandemia da covid-19 vai ter um forte impacto no aumento do número de insolvências de empresas em Portugal, que deverá aumentar 33% no final de 2021 face ao registado no final do ano passado. Apesar de assinalar que “Portugal não recuperará totalmente das perdas causadas pela pandemia antes de 2022”, a Euler Hermes tem uma perspetiva mais pessimista para a Zona Euro, antevendo um crescimento de 4,5% no PIB de 2021. Neste contexto, a Euler Hermes estima que este ano as insolvências de empresas em Portugal aumentem 15% e mais 15% no próximo.

Despedimentos coletivos no pior registo desde 2014

O número de trabalhadores demitidos em processos de despedimento coletivo entre Janeiro e Setembro deste ano já vai em quase 5400 casos, naquele que é já o pior registo desde 2014, o último ano da troika em Portugal. De acordo com dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), nestes nove meses, as empresas já levaram à saída de mais 50% de trabalhadores do que em todo o ano de 2019. Alguns casos de despedimento ainda são relativos a processos iniciados no ano passado. A região mais afetada é Lisboa e Vale do Tejo, que responde por mais de 57% do total de trabalhadores despedidos. O Norte é a segunda região, carregando quase 30% dos despedidos nestes nove meses de 2020.

Ryanair passa de lucro a perdas de 197 ME no primeiro semestre fiscal

A Ryanair registou uma perda líquida de 197 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), contra um lucro líquido de 1,15 mil milhões de euros no mesmo período de 2019. A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ sublinha que manteve 99% das suas aeronaves em terra durante quatro meses devido à pandemia da covid-19. A Ryanair também afirma que a crise sanitária provocou uma queda de 78% nas receitas em relação ao ano fiscal anterior, tendo atingindo um volume de negócios de 1.180 milhões de euros. O tráfego aéreo da Ryanair diminuiu 80%, refere a transportadora, adiantando que transportou 17 milhões de passageiros entre abril e setembro.

Boeing entregou até setembro menos 67% de aviões que em 2019

As perdas acumuladas pelo gigante de Chicago rondam os -3,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,9 mil milhões de euros) e o trabalho em atraso no terceiro trimestre de 2020 é quantificado pela Boeing em 332,5 mil milhões de euros. As suas receitas no terceiro trimestre ficaram-se pelos 11,9 mil milhões de euros, menos 29% que em igual trimestre de 2019. De Janeiro a Setembro de 2020, as receitas da companhia ficaram-se pelos 42,8 mil milhões de dólares (cerca de 36,2 mil milhões de euros), menos 27% que os 58,6 mil milhões de dólares (cerca de 49,5 mil milhões de euros) registados no período homólogo de 2019.

Segurança Social deixou de encaixar 500 milhões com isenções e reduções de contribuições

A Segurança Social deixou de encaixar cerca de 500 milhões de euros devido à isenção e reduções de contribuições previstas nas medidas de apoio à manutenção do emprego – lay-off simplificado e apoio subsequente – que permitiram às empresas em dificuldade com trabalhadores em horário reduzido reduzirem os encargos com Taxa Social Única desde Abril. As diversas medidas extraordinárias de resposta à pandemia implicaram uma despesa da ordem dos dois milhões de euros, abrangendo 2,2 milhões de pessoas e 150 mil empresas, incluindo 895 mil trabalhadores abrangidos pelo mecanismo de lay-off simplificado.