Brexit penaliza mais Portugal do que Alemanha, França e Itália

Danos directos sobre a economia portuguesa podem ascender 1150 milhões de euros em 2020 e 2021. Maior destruição na Europa continental é na Irlanda, na Bélgica e na Holanda. A economia portuguesa pode sofrer mais do que Alemanha, França e Itália na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, alerta a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Num estudo relativo às economias mais desenvolvidas do mundo, a OCDE calcula que o impacto acumulado de um Brexit sem acordo até 2021 pode custar o equivalente a 0,53% do produto interno bruto (PIB) nos primeiros dois anos a seguir ao divórcio.

Americanos compram 1.800 contratos de crédito malparado e 120 imóveis ao BPI

Um conjunto de créditos e imóveis que pertenciam ao BPI, avaliado em 200 milhões de euros, foi vendido a uma empresa americana, a Tilden Park Capital Management. Não se sabe qual o preço da compra nem tão pouco se ele reflecte mais ou menos-valias para a instituição financeira. O valor líquido – após essas imparidades – não é divulgado. O da venda também não. A venda em bloco de créditos tem sido a forma encontrada pelos bancos para aliviarem os seus rácios de activos não produtivos de forma mais acelerada.

Temperatura média do planeta pode subir 3,2º C, alerta ONU

As actuais metas para reduzir as emissões de gases, mesmo cumpridas à risca, serão insuficientes para travar o aumento da temperatura média do planeta. Em 2020, os níveis serão revistos e os valores terão de ser, no mínimo, cinco vezes mais exigentes. A temperatura do planeta pode subir 3,2 graus centígrados neste século se as metas das emissões globais de gases não se tornarem mais ambiciosas. Mesmo cumprindo a promessa do Acordo de Paris (2015), assinado por mais de 190 países, o objectivo de atingir 1,5º C ficaria aquém. A conclusão está expressa no Relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta terça-feira, a uma semana da 25.ª Cimeira do Clima, em Madrid.

Neutralidade carbónica até 2050

Os 20 países mais ricos do mundo (G20) juntos são responsáveis por três quartos de todas as emissões produzidas (78%). Sete destas nações não têm sequer políticas para atingir as metas ecológicas actuais, nem outros planos estratégicos de combate às alterações climáticas. E 15 países não se comprometem com uma calendarização para a neutralidade carbónica, quando são estes que devem apresentar maior redução nas emissões. Como os países em desenvolvimento ainda têm o direito de aumentar as suas emissões no âmbito do Acordo de Paris, os países desenvolvidos terão de reduzir as suas emissões mais rapidamente. No entanto, é recomendável que os países em desenvolvimento também procurem fortalecer os seus compromissos.

Novo recorde na concentração de gases de efeito estufa

A concentração média de dióxido de carbono atingiu 407,8 partes por milhão em 2018, mais 0,56% do que em 2017 e mais 146% em relação à época pré-industrial (1750). A agência das Nações Unidas avançou ainda que o metano – outro dos gases que provocam efeito estufa – atingiu uma concentração na atmosfera de 1,86 partes por milhão, também um máximo histórico que chega a 259% dos níveis da era pré-industrial. As gerações futuras terão de enfrentar consequências cada vez mais graves das alterações climáticas.

Comité Económico e Social Europeu pede fim dos ‘vistos gold’

Portugal é um dos países da UE que já concedeu mais ‘vistos gold’ – um total de 17.500 títulos de residência a investidores estrangeiros desde a implementação destes programas em 2013. Comité Económico e Social Europeu pediu a “supressão de todos” os regimes de concessão de cidadania ou de residência a investidores na União Europeia (UE), nomeadamente em Portugal, um dos Estados-membros que já concedeu mais “vistos gold”. Na lista de Estados-membros que mais títulos de residência concederam a investidores estrangeiros estão, também, Espanha (24.800), Hungria (19.800) e Letónia (17.300).