3 Dez 2019 | Destaques
Danos directos sobre a economia portuguesa podem ascender 1150 milhões de euros em 2020 e 2021. Maior destruição na Europa continental é na Irlanda, na Bélgica e na Holanda. A economia portuguesa pode sofrer mais do que Alemanha, França e Itália na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, alerta a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Num estudo relativo às economias mais desenvolvidas do mundo, a OCDE calcula que o impacto acumulado de um Brexit sem acordo até 2021 pode custar o equivalente a 0,53% do produto interno bruto (PIB) nos primeiros dois anos a seguir ao divórcio.
3 Dez 2019 | Destaques
Um conjunto de créditos e imóveis que pertenciam ao BPI, avaliado em 200 milhões de euros, foi vendido a uma empresa americana, a Tilden Park Capital Management. Não se sabe qual o preço da compra nem tão pouco se ele reflecte mais ou menos-valias para a instituição financeira. O valor líquido – após essas imparidades – não é divulgado. O da venda também não. A venda em bloco de créditos tem sido a forma encontrada pelos bancos para aliviarem os seus rácios de activos não produtivos de forma mais acelerada.
2 Dez 2019 | Destaques
As actuais metas para reduzir as emissões de gases, mesmo cumpridas à risca, serão insuficientes para travar o aumento da temperatura média do planeta. Em 2020, os níveis serão revistos e os valores terão de ser, no mínimo, cinco vezes mais exigentes. A temperatura do planeta pode subir 3,2 graus centígrados neste século se as metas das emissões globais de gases não se tornarem mais ambiciosas. Mesmo cumprindo a promessa do Acordo de Paris (2015), assinado por mais de 190 países, o objectivo de atingir 1,5º C ficaria aquém. A conclusão está expressa no Relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta terça-feira, a uma semana da 25.ª Cimeira do Clima, em Madrid.
2 Dez 2019 | Destaques
Os 20 países mais ricos do mundo (G20) juntos são responsáveis por três quartos de todas as emissões produzidas (78%). Sete destas nações não têm sequer políticas para atingir as metas ecológicas actuais, nem outros planos estratégicos de combate às alterações climáticas. E 15 países não se comprometem com uma calendarização para a neutralidade carbónica, quando são estes que devem apresentar maior redução nas emissões. Como os países em desenvolvimento ainda têm o direito de aumentar as suas emissões no âmbito do Acordo de Paris, os países desenvolvidos terão de reduzir as suas emissões mais rapidamente. No entanto, é recomendável que os países em desenvolvimento também procurem fortalecer os seus compromissos.
1 Dez 2019 | Destaques
A concentração média de dióxido de carbono atingiu 407,8 partes por milhão em 2018, mais 0,56% do que em 2017 e mais 146% em relação à época pré-industrial (1750). A agência das Nações Unidas avançou ainda que o metano – outro dos gases que provocam efeito estufa – atingiu uma concentração na atmosfera de 1,86 partes por milhão, também um máximo histórico que chega a 259% dos níveis da era pré-industrial. As gerações futuras terão de enfrentar consequências cada vez mais graves das alterações climáticas.
1 Dez 2019 | Destaques
Portugal é um dos países da UE que já concedeu mais ‘vistos gold’ – um total de 17.500 títulos de residência a investidores estrangeiros desde a implementação destes programas em 2013. Comité Económico e Social Europeu pediu a “supressão de todos” os regimes de concessão de cidadania ou de residência a investidores na União Europeia (UE), nomeadamente em Portugal, um dos Estados-membros que já concedeu mais “vistos gold”. Na lista de Estados-membros que mais títulos de residência concederam a investidores estrangeiros estão, também, Espanha (24.800), Hungria (19.800) e Letónia (17.300).