Taxa de sindicalização em Portugal cai 45,5% em quatro décadas

A taxa de sindicalização está em queda na generalidade dos países, mas Portugal apresenta a segunda maior quebra entre os países da OCDE. Em quatro décadas, a taxa de sindicalização em Portugal caiu 45,5%. Em 1978, 60,8% dos trabalhadores eram sindicalizados enquanto em 2016 a percentagem não ia além dos 15,3%. O país registou, neste período, a segunda quebra mais acentuada entre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Os números são avançados pelo Negócios na edição desta terça-feira, a partir de dados divulgados pela OCDE tendo por base informação administrativa enviada pelas próprias centrais sindicais.

Zona euro estabiliza no terceiro trimestre e cresce 1,2%

Em cadeia, a economia da zona euro estabilizou nos 0,2% entre Julho e Setembro. Portugal continua a crescer acima da média europeia, enquanto a Alemanha inverteu a tendência do último trimestre e recuperou para uma expansão de 0,1%, em cadeia. A economia da zona euro cresceu 1,2%, em termos homólogos, no terceiro trimestre, com Portugal a continuar a registar uma expansão acima da média dos 19 países da moeda única. Segundo dados do Eurostat, publicados esta quinta-feira, o crescimento do PIB da União Europeia a 28 desacelerou para 1,3%, menos uma décima do que no trimestre anterior. A Hungria, a Polónia e a Bulgária lideram o ‘top três’ dos países com maior crescimento do PIB, em termos homólogos. Já Portugal, continua a crescer acima da média europeia, ao crescer 1,9%.

Emprego cresce 0,1% na Zona Euro e na União Europeia

O emprego cresceu 0,1% na Zona Euro e na União Europeia no terceiro trimestre de 2019, em comparação com o trimestre anterior. Os dados do gabinete estatístico europeu permitem confirmar uma desaceleração nos números que dizem respeito ao emprego, depois de um crescimento em cadeia no trimestre anterior com valores de 0,2% na Zona Euro e de 0,3% na União Europeia. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o emprego aumentou 1,0% na Zona Euro e 0,9% na União Europeia, valores homólogos que confirmam a tendência de crescimento no emprego, pese os alertas de desaceleração, em relação aos trimestres anteriores.

Contribuintes vão ter de entregar mais 800 milhões de euros ao Novo Banco

O Estado vai injectar no próximo ano cerca de 800 milhões de euros no Novo Banco, como forma de cobrir as perdas registadas ao longo deste ano. Se assim for, o Novo Banco, que já custou mais de 5 mil milhões, poderá aproximar-se dos 7 mil milhões de euros. Logo no início, para a capitalização do Novo Banco, uma vez que não tinha dinheiro suficiente, o Fundo de Resolução pediu ao Tesouro público 3,9 mil milhões de euros. Em 2017, recebeu 430 milhões de euros. E desde o início do ano, o Fundo de Resolução já injectou 1149 milhões de euros no Novo Banco para cobrir as perdas registadas no ano passado. Segundo este mecanismo, nos próximos anos o Novo Banco ainda pode pedir mais quase 2 mil milhões de euros. Feitas as contas, chegamos aos 7 mil milhões.

Economia portuguesa cresce 1,9% no terceiro trimestre de 2019

O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, metade do registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018, divulgou o INE. Já em termos homólogos, o INE indica que “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso.

Máquina do Fisco analisa 600 mil facturas por hora

A localização física dos servidores da Autoridade Tributária bem como os seus sistemas de apoio são secretos. Máquina do Fisco analisa 600 mil facturas por hora. É a mais eficaz e poderosa máquina informática de Portugal. Pelos seus servidores correm diariamente centenas de programas diferentes, capazes de cruzar milhões de informações por segundo e 600 mil facturas por hora. As máquinas informáticas do Fisco são tão importantes que a sua localização é considerada secreta e está abrangida pela lei do Segredo de Estado.