Portugueses pagaram 1114 milhões de euros em portagens em 2018

O valor arrecadado em 2018 cresceu 7,6% face a 2017, ano em que foi superada pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros em receita. As receitas de portagens renderam às concessionárias cerca de 1114 milhões de euros no ano passado, mais 79 milhões do que em 2017. Na prática, os automobilistas deixaram nas 172 praças de portagens uma média de três milhões de euros por dia em 2018. A Brisa teve receitas de 592,6 milhões de euros. A Lusoponte – que gere as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama – arrecadou 82,3 milhões de euros.

OCDE: Portugal é o terceiro país europeu com maior dívida pública

Uma década depois da crise de 2007/08, as contas públicas melhoraram, com destaque para o défice, mas Portugal continua a ter, entre os países europeus incluídos na lista da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), a terceira maior dívida pública (quarta, quando se inclui a lista completa, com o Japão acima dos 220%). Abrandamento económico, políticas fiscais expansionistas e resgates de bancos são a justificação apresentada pela OCDE para um nível médio de dívida alto, em que Estónia (12%) e Chile (29,6%) são excepções.

Concertação social está há 11 anos para medir a sua representatividade

Organização Internacional do Trabalho (OIT) denuncia que o governo e os parceiros estão a ignorar as recomendações para avaliar a real representatividade dos parceiros sociais. Intenção está num acordo de 2008. Os governos e os parceiros sociais têm ignorado os apelos reiterados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está “há anos” a recomendar que Portugal altere a lei que determina quem têm assento na Concertação Social.

10% das famílias mais ricas em Portugal detêm 54% da riqueza total

As famílias portuguesas de todas as classes viram aumentar a sua riqueza média líquida entre 2013 e 2017. No entanto, os mais ricos continuam a deter a maioria da riqueza no país: 10% das famílias mais ricas em Portugal detêm 53,9% da riqueza total, segundo dados do Banco de Portugal (BdP) e do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Estes dados ilustram a forte assimetria que caracteriza a distribuição da riqueza, a qual é mais elevada do que se observa para o rendimento”, segundo o BdP/INE. O BdP/INE explicam que a riqueza líquida de uma família corresponde à diferença entre o valor dos seus activos e o das suas dívidas. A riqueza líquida média das famílias era de 162,3 mil euros em 2017, com a mediana a atingir os 74,8 mil euros.

Inflação regista variação homóloga nula em Outubro

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 0,0% em Outubro de 2019, uma taxa superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) face à registada no mês anterior. Já a variação mensal do IPC foi nula (1,1% no mês precedente e -0,1% em Outubro de 2018).  Por sua vez, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de -0,1%, taxa superior em 0,2 p.p. à do mês anterior e inferior em 0,8 p.p. à estimativa do Eurostat para a área do Euro (no mês anterior, esta diferença foi 1,1 p.p.). O IHPC registou uma variação mensal de -0,4% (1,4% no mês anterior e -0,5% em Outubro de 2018) e uma variação média dos últimos doze meses de 0,4% (valor inferior em 0,1 p.p. ao registado em Setembro).

Portugal é o país europeu que mais dinheiro recebe dos seus emigrantes

Portugal foi o país da União Europeia que mais dinheiro recebeu dos seus emigrantes no ano passado. As remessas de emigrantes atingiram os 3.071 milhões de euros em 2018. No ranking de países que mais dinheiro recebeu dos seus trabalhadores a viver no estrangeiro, segue-se a Roménia (2.714 milhões de euros) e a Polónia (2.544 milhões). Pelo contrário, os países com maior número imigrantes na Europa são os que registam uma maior saída de dinheiro nestas transferências pessoais. França lidera a lista com a transferência de 11,4 mil milhões de euros, seguida de Espanha (7,7 mil milhões), Reino Unido (7 mil milhões), Itália (6,5 mil milhões) e Alemanha (5,2 mil milhões).