Carga fiscal em Portugal com quarta maior subida da Zona Euro

Nos países que partilham a moeda única, a carga fiscal subiu duas décimas para 41,7%. Em Portugal agravou-se em sete décimas para um nível recorde. O peso dos impostos e contribuições sociais no produto interno bruto (PIB) de Portugal agravou-se em 0,7 pontos percentuais no ano passado. A carga fiscal passou de 36,5% em 2017 para 37,2% no ano passado. Trata-se da primeira subida em três anos, depois das descidas em 2016 e 2017 face ao anterior recorde de 37% de 2015, que foi agora superado. Apesar de continuar abaixo da média da Zona Euro, Portugal foi um dos países da Zona Euro onde a carga fiscal registou um agravamento mais pronunciado.

Municípios com um superavit de 466 milhões de euros em 2018

Os municípios são “o único subsector da administração pública” que gera excedente, lucro de exercício. Apenas cinco países da União Europeia apresentam valores [da dimensão demográfica por município] superiores a Portugal: Dinamarca, Holanda, Irlanda, reino Unido e Suécia”, sublinha o presidente da ANMP. O peso da despesa municipal no âmbito do total da despesa da administração pública na Europa é, em média, de 23,8%, mas em Portugal é de 12,6% (só inferior na Grécia e na Irlanda). Não menos significativo é o facto de o investimento municipal na Europa representar, em média, 36% do investimento público, considerado globalmente, mas em Portugal sobe para 52%.

Receitas fiscais sobem em 2018 na UE e zona euro, Portugal abaixo da média

As receitas fiscais aumentaram, em 2018, para os 41,7% do PIB na zona euro e os 40,3% na União Europeia (UE). A soma dos impostos e contribuições sociais em percentagem do produto interno bruto (PIB) aumentou dos 41,5% em 2017 para os 41,7% em 2018 na zona euro. Na UE, as receitas fiscais subiram, no ano passado, para os 40,3% face aos 40,2% do PIB em 2017. A França (48,4%), Bélgica (47,2%), Dinamarca (45,9%), Suécia (44,4%), Áustria (42,8%), Finlândia (47,2%) e Itália (42,0%) são os países que, no ano passado, apresentaram o maior peso de receitas fiscais em função do PIB. No extremo oposto da escala estão a Irlanda (23,0%), a Roménia (27,1%), a Bulgária (29,9%), a Lituânia (30,5%) e a Letónia (31,4%), com os menores rácios. Em Portugal, as receitas fiscais chegaram aos 37,2% do PIB em 2018 face aos 36,5% registados no ano anterior.

Em 31 anos, a subida do nível dos oceanos porá em risco 300 milhões de pessoas

Um estudo prevê que mesmo com cortes drásticos das emissões poluentes a subida do nível das águas a partir de 2050 põe em risco 300 milhões de pessoas A Ásia será a zona mais afectada; em Portugal, estuário do Tejo e do Sado, Ria Formosa, Aveiro e Figueira da Foz são as zonas mais “vermelhas”. Aquecimento da temperatura no Mediterrâneo é 20% mais rápido que média do planeta. As comunidades humanas concentram-se de forma desproporcionada nas zonas muito baixas da costa. Até agora, acreditava-se que só 65 milhões viviam nessas zonas; com base em dados mais precisos, o estudo aponta para 250 milhões, ou seja, quase o quádruplo. A Ásia é indicada como o continente mais afectado, com primazia para seis países: China, Bangladesh, Índia, Vietname, Indonésia e Tailândia.

Impostos sobre o sector automóvel custam mais 229 milhões aos condutores

Até Setembro, as receitas globais dos impostos associados ao sector automóvel representaram mais 229 milhões de euros que entraram nos cofres do Estado, num total de 3.666 milhões de euros de receitas relativas ao imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), imposto sobre veículos (ISV) e ao imposto único de circulação (IUC). A receita total dos impostos associados ao automóvel representam já cerca de um quino do total dos impostos indirectos. Para este aumento de receita contribuiu essencialmente o ISP com mais 226 milhões de euros cobrados nos nove primeiros meses do ano, num total de 2.790 milhões de euros de receita cobrada neste imposto.

Só 10% das empresas revelaram os seus beneficiários efectivos. Atraso é “preocupante”

Sociedades em cascata e testas de ferro complicam vida às autoridades. A 15 dias do final do prazo, apenas 60 mil sociedades tinham comunicado quem são os seus verdadeiros donos. Situação preocupa a Justiça, que, contudo, acha que ainda há margem de recuperação. O processo começou em Janeiro e, a duas semanas do final do prazo, apenas 10% das entidades abrangidas tinham concluído a tarefa. De acordo com números facultados ao Expresso pelo Ministério da Justiça, o universo de entidades obrigadas a submeter o formulário no Registo Central do Beneficiário Efectivo (RCBE) ronda as 780 mil. Uma parte substancial — 580 mil — são sociedades civis e comerciais que têm até ao fim do mês de Abril para cumprir a obrigação. As restantes 200 mil são fundações, associações ou alguns condomínios que, de acordo com o calendário, têm até ao final de Junho para se conformarem com a lei.