Brexit sem acordo pode custar 0,4% do PIB português

O economista-chefe do Santander antecipa um impacto de 0,4% no PIB português em 2020, em caso de saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, tendo em conta o valor das exportações portuguesas para aquele país. A transição do Reino Unido para as regras da Organização Mundial de Comércio implicaria uma quebra nos volumes de comércio de cerca de 15%”, uma vez que Portugal exporta para o Reino Unido 9 mil milhões de euros, sendo o principal parceiro comercial em bens e serviços, uma conta simples, seria calcular o impacto de 15% sobre o volume do comércio – os 9 mil milhões de euros – que teria um impacto de 4 décimas do PIB [Produto Interno Bruto] português.

Publicado diploma que abre caminho ao pagamento do IVA por débito directo

Pagamento de um imposto por débito directo implica a preparação do sistema por parte da AT. O diploma que alarga em cinco dias o prazo para pagamento do IVA e abre caminho à opção pelo débito directo já foi publicado, mas não há ainda uma data para que esta nova funcionalidade fique disponível. De acordo com as novas regras, que entram em vigor em 01 de Outubro, os contribuintes abrangidos pelo regime mensal do IVA passam a poder entregar o imposto até ao dia 15 do segundo mês seguinte ao que respeitam as operações. Já os contribuintes que se encontram enquadrados no regime trimestral passam a poder entregar o imposto até ao dia 20 do segundo mês seguinte ao trimestre do ano a que respeitam as operações.

Portugal entre os países que mais precisa de reformas no mercado de trabalho

Portugal está entre os países da União Europeia (UE) com mais “falhas” nas reformas do mercado de trabalho, em conjunto com Espanha, Itália e França, de acordo com um relatório da Moody’s. A agência de ‘rating’ revelou que o fraco ritmo das reformas estruturais está a prejudicar as perspectivas de crescimento em muitos países europeus, adiantando que “a maioria das necessidades permanece concentrada na periferia” da UE. Portugal está no grupo dos países em que mais de 60% dos trabalhadores temporários são jovens, sendo que, de acordo com a agência, em alguns Estados-membros mais de 15% da força de trabalho tem contratos temporários.

Edifícios concluídos sobem quase 20% no segundo trimestre, mas licenciamento abranda

O número de edifícios concluídos em território nacional cresceu 19,4% nos três meses que terminaram em Junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Este avanço é sustentado sobretudo pela construção nova, que ascende aos 2.787 edifícios, mas o número de estruturas reabilitadas é o que mais cresce – 25,6%. O maior salto nos edifícios concluídos deu-se em Lisboa, onde houve um aumento de 47,3%, mais uma vez, sobretudo com o contributo da reabilitação. Contudo, o maior número de edifícios concluídos no trimestre concentra-se no Norte, que conta 1.537, o que marca um crescimento de 16,4% face ao período homólogo. O Algarve destaca-se pela negativa, ao ser a única região onde o número de edifícios caiu no trimestre, na ordem dos 13%. Apesar de a reabilitação continuar activa, as construções novas caíram 22,1%.

Bens de comércio internacional na zona euro com excedente de 24,8 mil milhões de euros

As trocas comerciais dentro da zona euro subiram para 165,6 mil milhões de euros no mês de Julho de 2019, enquanto dentro da UE, as trocas comerciais ascenderam a 296,8 mil milhões de euros. A estimativa de exportações de bens da zona euro para o comércio internacional, no mês de Julho, fixou-se em 206,5 mil milhões de euros, o que representou um aumento de 6,2% em comparação com o período homólogo de 2018, quando se apresentou em 194,5 mil milhões de euros, revelam os dados divulgados pelo Eurostat. As importações, por sua vez, fixaram-se em 181,7 mil milhões de euros, um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando apresentaram valores de 177,6 mil milhões de euros.

Voos no Montijo prometem 5600 empregos indirectos já em 2022

A abertura do Montijo aos voos civis permitirá criar 800 empregos indirectos por cada milhão de passageiros. Isto significa que no primeiro ano de operação desta infra-estrutura, que nasce para aliviar a esgotada Portela, o tecido empresarial da Margem Sul do Tejo fará um reforço de 5600 postos de trabalhos. Os números juntam-se aos cinco mil empregos prometidos pela ANA para o novo aeroporto e que duplicarão quando o aeroporto complementar ao Humberto Delgado estiver em velocidade de cruzeiro.