80% do parque automóvel é composto por ligeiros de passageiros

No total, o parque automóvel nacional é composto por 6,281 milhões de viaturas, sendo que os ligeiros de passageiros valem quase 80% do mercado. Nos comerciais ligeiros – pouco mais de 1,1 milhão de carros – a idade média é de 14,1 anos (no ano anterior era de 13,7 anos) e sobe para os 15 anos nos 16.200 veículos pesados de passageiros (14,8 em 2017) em circulação. A densidade automóvel em Portugal baixou ligeiramente, passando de 2,2 automóveis ligeiros por cada habitante para uma média de 2,0 em 2018. Faro e Guarda são os distritos com menor densidade automóvel – 1,7 carros por habitante – numa tabela que é liderada por Setúbal: 2,4 viaturas por habitante. Lisboa mantém-se nos 2,1 e o Porto reduz de 2,4 para 2,3 viaturas por habitante.

Dívidas e impostos fazem aumentar renúncias à herança

No ano passado, 607 pessoas recusaram esse direito. Decisão é irrevogável e abrange a totalidade dos bens. Ninguém é obrigado a aceitar uma herança. Por entender não ter direito à mesma, ou por achar que lhe poderá trazer problemas, sobretudo quando tem dívidas associadas. Em Portugal, são poucos os actos de renúncia – 607, no ano passado. O repúdio à herança, explica o bastonário dos notários, não pode ser feito em vida. Apenas após o óbito e abertura do processo de sucessão. Normalmente, as pessoas repudiam por causa de dívidas, sejam fiscais, sejam financeiras associadas a créditos.

UE pode rotular Brexit sem acordo como “desastre natural” para desbloquear fundos

A União Europeia está a levantar a hipótese de utilizar fundos, até agora reservados para fazer frente a desastres naturais, para responder a desequilíbrios económicos provocados por uma saída “dura” do Reino Unido. Bruxelas pode vir a desbloquear cerca de 500 milhões de euros, anualmente, disponíveis num fundo de solidariedade constituído em 2002 para enfrentar as condições meteorológicas severas vividas nesse ano. Esta quantia estava reservada para emergências, como inundações, fogos e terramotos. Agora, pode vir a servir para apoiar nações europeias como a Holanda, Alemanha, Dinamarca e Espanha, que estão entre aquelas que enfrentarão duros desafios no caso de uma saída sem acordo dos britânicos.

Depósitos acima de 100 mil euros aumentam e superam os 50 mil milhões

O valor dos depósitos sem garantia – ou seja, superiores a 100 mil euros – voltou a subir, pelo terceiro ano consecutivo. A quantia dos depósitos elegíveis segue a mesma tendência, ainda que a um ritmo inferior. No final do ano passado havia 51.676 milhões de euros em depósitos que não eram cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, o que corresponde a uma subida acima de 7% em comparação com o ano anterior. O relatório e contas relativo a 2018 e disponibilizado em Junho, mostra que o ano passado foi o terceiro ano consecutivo de crescimento destes depósitos sem garantia.

Inflação na Zona Euro mantém-se em mínimo de 2016 e pressiona BCE

Os preços no consumidor na Zona Euro aumentaram 1% em Agosto, em termos homólogos. Foi a mesma taxa de inflação registada em Julho, um mínimo de Novembro de 2016. Apesar de a taxa de inflação se ter mantido, esta continua a ser a taxa mais baixa desde Novembro de 2016 (0,6%). Esta travagem da inflação nos primeiros oito meses de 2019 (ver gráfico) deverá dar mais motivos para o Banco Central Europeu (BCE) injectar mais estímulos na economia do euro. A inflação subjacente – que exclui os produtos energéticos e produtos alimentares não transformados uma vez que estes são historicamente mais voláteis – também se manteve nos 1,1% em Agosto, a mesma taxa registada em Julho.

Desemprego na Zona Euro mantém-se em mínimos de 11 anos

Na região da moeda única, a taxa de desemprego permaneceu nos 7,5%, em Julho, o nível mais baixo desde o mesmo mês de 2008, e em linha com as estimativas dos economistas, enquanto na União Europeia, o desemprego continuou em 6,3%, a taxa mais baixa desde que foram iniciadas as séries mensais em Janeiro de 2000. Segundo o gabinete estatístico da União Europeia, comparando com o mesmo mês do ano passado, o desemprego desceu em 25 Estados-membros e subiu em três: no Luxemburgo, na Lituânia e na Suécia. Entre os 25 que registaram decréscimos, destacaram-se a Grécia, a Croácia, Chipre, Eslováquia e Espanha, com as maiores descidas. Entre os 28 Estados-membros, as taxas de desemprego mais elevadas da região foram observadas na Grécia (17,2% em maio) e Espanha (13,9%) enquanto as mais baixas foram registadas na República Checa (2,1%) e na Alemanha (3%).