INE confirma PIB a crescer 1,8% com investimento a travar

Apesar do abrandamento na Zona Euro, e do aumento das incertezas sobre a economia mundial, a actividade económica em Portugal continua a mostrar sinais de resiliência. A economia portuguesa cresceu 1,8% no segundo trimestre deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2018, confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Face aos primeiros três meses deste ano, o PIB aumentou 0,5%. Segundo o organismo de estatísticas, o investimento desacelerou, ditando um contributo menor da procura interna para o crescimento. Já a procura externa líquida deu um contributo menos negativo do que o verificado no primeiro trimestre do ano, uma vez que as importações abrandaram mais do que as exportações.

Desvalorização de imóveis e juros de empréstimos não abatem às rendas

As depreciações dos imóveis e os juros dos empréstimos contraídos para os adquirir não podem ser deduzidos aos rendimentos prediais, esclarece a Autoridade Tributária e Aduaneira numa informação vinculativa publicada hoje no Portal das Finanças. A dúvida fiscal foi colocada por uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que queria assegurar-se da possibilidade de, na determinação dos seus rendimentos prediais, serem considerados os valores relativos às depreciações dos imóveis, dos seguros e os juros pagos nos empréstimos destinados à aquisição dos imóveis que estavam na origem dos mesmos rendimentos.

Cobrança coerciva no Estado está a subir mais de 20%

A receita com cobrança coerciva superou a barreira dos 500 milhões pela primeira vez no primeiro semestre. O Estado cobrou cerca de 552 milhões de euros em dívidas que estavam em processo de execução no primeiro semestre deste ano, mais 26% (116 milhões) do que nos mesmos três meses de 2018.

Fisco avança com inspecções “amigáveis”

Um conjunto de empresas que abriram actividade no último ano vai ser inspeccionado pelo Fisco nos próximos dias. Ao contrário de acções passadas, o objectivo é responder às dúvidas do contribuinte e, pelo caminho, detectar potenciais “fraudes de carrossel do IVA”. O Fisco vai fazer nos próximos dias um conjunto de inspecções tributárias a empresas espalhadas pelo país e que abriram actividade no último ano.

Empresários da zona euro estão mais optimistas

Depois de uma queda vincada no mês de Julho, o indicador do clima de negócios na zona euro registou uma subida acentuada em Agosto. De acordo com os dados hoje publicados pela Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, em Agosto o indicador subiu 0,22 pontos, voltando a terreno positivo (+0,11 pontos), depois de em Julho ter caído 0,28 pontos, para os -0,11. Esta recuperação deve-se sobretudo à melhoria acentuada da avaliação dos empresários em relação ao histórico de produções e às carteiras de encomendas e de exportações, apontam os serviços do executivo comunitário, que apenas divulgam dados para a zona euro deste indicador.

Portugal é o sexto país europeu mais dependente de importações de petróleo

A União Europeia apresenta, em média, uma dependência petrolífera de 87%, mas em Portugal esse indicador é mais elevado, chegando aos 100%, de acordo dados do Eurostat. Portugal ocupava no final de 2017 a sexta posição entre os países da União Europeia no que respeita à dependência da importação de petróleo. A lista é liderada pela Estónia, e tem o Reino Unido e a Dinamarca na outra ponta, como os países menos dependentes de importações petrolíferas. Portugal apresentava em 2017 um nível de dependência de 100%, enquanto a Estónia registava 115%. O topo da lista inclui ainda Malta (104% de dependência), Eslovénia (103%), Bulgária (102%) e Chipre (101%).