Peso da dívida pública no PIB desce para 122% em Junho

O rácio da dívida pública no PIB na óptica de Maastricht recuou de 125,09%, no final do primeiro trimestre, para 122,22% no final de Junho. Trata-se do nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2012, quando o peso da dívida pública no PIB se fixou nos 118,2%. O Governo tem uma meta de 118,6% para a dívida pública em relação ao PIB para este ano, inscrita no Programa de Estabilidade, o que significa que, para a cumprir, será necessário que a dívida pública desça 3,6 pontos percentuais na segunda metade do ano.

Dívida externa cai para 100,2% do PIB em Junho

Em Junho de 2019, a dívida externa, medida pela posição de investimento (PII) era de -100,2% do PIB o que compara com -100,8% registado no final de Dezembro de 2018. A PII reflecte a posição das disponibilidades e responsabilidades financeiras externas da economia, isto é, a dívida externa calcula o endividamento dos agentes económicos portugueses e consiste na diferença entre o que a economia nacional deve ao estrangeiro e o que tem a receber do estrangeiro. Entre Dezembro de 2018 e Junho deste ano, a PII de Portugal decresceu 2,7 mil milhões de euros, caindo de 203,2 mil milhões de euros negativos em Dezembro do ano passado para 205,9 mil milhões de euros negativos em Junho deste ano.

Défice externo aumenta até Junho

O défice externo de Portugal aumentou para 2.600 milhões de euros até Junho, que compara com os -1678 milhões registados no primeiro semestre do ano passado. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. O défice da balança de bens aumentou 1727 milhões de euros em termos homólogos, enquanto o excedente da balança de serviços não se alterou. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações de bens e serviços cresceram 3,3% (2,4% nos bens e 5,2% nos serviços) e as importações aumentaram 7,3% (6,8% nos bens e 9,9% nos serviços)”, informou a entidade liderada por Carlos Costa.

Desempregados inscritos no centro de emprego baixam

O número de desempregados inscritos em Julho nos centros de emprego baixou 10,1% face ao mesmo mês de 2018, e 0,3% face a Junho, para 297 mil desempregados, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional. O desemprego atingiu assim, segundo o ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, “o valor mais baixo desde Dezembro de 1991”, quando se registavam 296,6 mil desempregados inscritos. Esta redução de desemprego em Julho traduziu-se em menos 33.297 indivíduos inscritos do que em Julho de 2018 e menos 901 desempregados inscritos do que em Junho deste ano.

TAP vai sair das contas do défice orçamental

O ano de referência das contas nacionais vai ser alterado de 2011 para 2016. A TAP vai deixar de contar para o défice porque se considera que apesar de o Estado ser dono de 50% do capital, não tem controlo sobre a estratégia da empresa. A TAP vai deixar de contar para as contas públicas, fazendo diminuir o défice orçamental de 2018. Esta mudança irá ocorrer a 23 de Setembro, cerca de 15 dias antes das eleições legislativas, quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) actualizar a base das contas nacionais e revir o perímetro das Administrações Públicas.

Inflação na zona euro recuou para 1% em Julho

A taxa de inflação da Zona Euro fixou-se em 1% em Julho, abaixo dos 1,3% de Junho, de acordo com o Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. O resultado do mês passado teve Portugal como a única economia em que o índice de preços ao consumidor teve variação negativa. As taxas de inflação mais altas foram registadas na Letónia e Eslováquia (3%), Hungria (3,3%) e Roménia (4,1%). No conjunto da União Europeia, a taxa de inflação em Julho fixou-se em 1,4%, abaixo dos 1,6% registados em Junho.