Ryanair encerra base aérea no Algarve em Janeiro

A Ryanair vai fechar a base que tem em Faro. As decisões finais serão tomadas até ao final de Agosto e outras bases deverão fechar. Os funcionários da companhia irlandesa enfrentam agora dois cenários: “Anunciaram que vai haver despedimentos. Vão tentar recolocar a maior parte das pessoas – temos de agora dar opções de bases para onde queremos ir -, mas são expectáveis despedimentos”. As razões apresentadas para o encerramento não são claras: “Foi dado o argumento da rentabilidade, mas isso é impossível: os voos estão sempre cheios. O problema é que os lucros vão ser revistos em baixa, mas, mesmo assim, deverão conseguir lucros de 900 milhões de euros este ano”, disse fonte da companhia aérea irlandesa.

Saúde, segurança social e custo de vida no topo das preocupações dos portugueses

As maiores preocupações actuais dos portugueses residem na saúde, segurança social e custo de vida e, só depois, na situação económica de Portugal. Estas preocupações são mais acentuadas nos portugueses face às respostas dadas pelos restantes europeus sobre os respectivos países. Os dados constam do Euro barómetro da Primavera de 2019.  Já a média dos europeus está mais preocupada com a imigração (ainda que tenha diminuído face aos Euro barómetros anteriores) e as alterações climáticas (que registaram um forte aumento entre as preocupações).

Europeus estão mais optimistas

61% dos europeus está optimista em relação ao futuro da UE contra 34% pessimistas. “O optimismo é mais elevado na Irlanda (85%), na Dinamarca (79%), na Lituânia (76%) e na Polónia (74%). No outro extremo da escala, o optimismo é menos acentuado no Reino Unido (47% contra 46%) e em França (50% contra 45%). Quanto à Zona Euro, o apoio à União Económica e Monetária e ao euro atingiu um novo recorde com 76% dos inquiridos favoráveis. A livre circulação dos cidadãos da União Europeia para viver, trabalhar, estudar ou fazer negócios é a principal conquista do projecto europeu do ponto de vista dos cidadãos. “Em todos os Estados-Membros da UE, mais de dois terços dos inquiridos partilham desta opinião, desde a Lituânia (94%) até à Itália e ao Reino Unido (68%).

Consumo de cerveja bate recordes da última década

É Dia Internacional da Cerveja e o Eurostat deu a conhecer os dados da produção e exportação desta bebida a nível europeu. Em 2018, a União Europeia produziu mais de 39 mil milhões de litros de cerveja com álcool – o equivalente a 76 litros por habitante -, menos 2,2 mil milhões de litros que em 2016. A Alemanha continua a ser o maior produtor de cerveja e até reforçou a sua quota em um ponto percentual para 21%. Portugal está em 12º com 722 milhões de litros produzidos em 2018, menos 3% do que no ano anterior. Quanto ao consumo, os dados da Nielsen mostram que no primeiro semestre de 2019, as vendas de cerveja cresceram 19% em valor e 15% em volume, “o maior crescimento da última década”.

Ryanair admite despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine

O lucro da empresa caiu 21% no primeiro semestre do ano e o presidente executivo da companhia aérea diz que os despedimentos são “simplesmente inevitáveis, devido ao impacto do “brexit”, ao aumento do preço dos combustíveis e ao atraso na entrega dos aviões Boeing 737 Max. “Estas más notícias surgem duas semanas depois de anunciar que os atrasos na entrega do (Boeing) Max significavam que, em vez dos 58 novos aviões para o Verão de 2020, teria agora de adquirir apenas 30”, salienta a administração da empresa.

Fundo de Resolução Novo Banco

A pesada herança dos créditos problemáticos do antigo BES continua a ter impacto na actividade do Novo Banco, que conta até Junho necessidades de financiamento no valor de 540 milhões de euros para cobrir as perdas com os créditos tóxicos. Os números mostram que o banco quase duplicou os prejuízos para 400 milhões de euros. Há um ano, os prejuízos eram de 212 milhões. Este ano, fruto dos prejuízos de 2018, o Novo Banco pediu ao Fundo de Resolução 1149 milhões, a que se somam 792 milhões injectados antes. O montante de compensação de capital estimado nas contas do semestre é de 541 milhões”. O número deverá subir até ao final do ano, já que está em marcha a venda de uma carteira de créditos VIP no valor de 3200 milhões, com perdas associadas.