Fundo de Resolução Novo Banco

A pesada herança dos créditos problemáticos do antigo BES continua a ter impacto na actividade do Novo Banco, que conta até Junho necessidades de financiamento no valor de 540 milhões de euros para cobrir as perdas com os créditos tóxicos. Os números mostram que o banco quase duplicou os prejuízos para 400 milhões de euros. Há um ano, os prejuízos eram de 212 milhões. Este ano, fruto dos prejuízos de 2018, o Novo Banco pediu ao Fundo de Resolução 1149 milhões, a que se somam 792 milhões injectados antes. O montante de compensação de capital estimado nas contas do semestre é de 541 milhões”. O número deverá subir até ao final do ano, já que está em marcha a venda de uma carteira de créditos VIP no valor de 3200 milhões, com perdas associadas.

Apenas 14% das empresas pagam a tempo e horas

As empresas portuguesas demoram, em média, 71 dias a pagar aos seus fornecedores, bem mais do que os 60 dias estabelecidos na lei. Só 14% pagam a tempo e a horas. Ou, dito ao contrário, quase nove em cada dez (86%) não cumprem os prazos para liquidar as contas. Quanto maior a empresa, menos tempo demora a pagar: 59 dias para as grandes empresas; 74 para as médias; 79 no caso das pequenas e 92 dias nas microempresas. As construtoras são as piores pagadoras, com prazos médios de 131 dias; na ponta oposta estão as empresas de energia e ambiente, que levam apenas 39 dias a liquidar as facturas. A maioria das compras entre empresas “não são feitas a pronto pagamento”, implicando risco, estimando-se que haja 50 mil milhões por liquidar.

Reino Unido reforça verbas para o Brexit

O Governo britânico reservou mais 2,1 mil milhões de libras (2,4 mil milhões de euros) para a eventualidade de sair da União Europeia sem acordo. Este reforço vem aumentar a verba total alocada pelo Reino Unido ao Brexit para 6,1 mil milhões de libras (6,7 mil milhões de euros) e pode ser interpretado como um sinal de que o governo britânico está mesmo a considerar a possibilidade de um Brexit sem acordo. A nova tranche inclui verbas para infra-estruturas de fronteira e operações alfandegarias, acesso a produtos médicos de primeira necessidade, apoio a negócios e campanha pública de comunicação.

Fisco deixa escapar mil milhões de euros

Um quarto do valor total da dívida em processos de execução fiscal suspensos por processos de insolvência ou de revitalização poderá ter prescrito. Em causa está qualquer coisa como 1090 milhões de uma dívida total de 4451 milhões. IGF quer que o Fisco “uniformize procedimentos”, que elabore um plano de acção que “assegure um maior controlo da dívida cobrável”, e que “aperfeiçoe os sistemas informáticos”, com automatismos que identifiquem a dívida que ainda pode ser reclamada. Taxa de recuperação do Fisco é de 25%, mas não vai além dos 5% no caso dos credores comuns.

Dívida pública afunda mais de 5 mil milhões após recorde

De acordo com o Banco de Portugal, a dívida pública na óptica de Maastricht, a que interessa a Bruxelas, desceu para 246,933 mil milhões de euros. A este valor corresponde uma queda acima de 5 mil milhões de euros, face ao nível recorde de Maio de 252,4 mil milhões de euros, que correspondia ao nível mais alto de sempre em termos nominais. A meta do Governo passa por baixar o rácio da dívida pública dos 121,5% em 2018 para os 118,6% em 2019. Este é o indicador a que estão atentos tanto os mercados como as agência de rating.

Patrões unem-se contra envio para o Fisco de dados das empresas

As signatárias – Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e Confederação do Turismo de Portugal (CTP) – manifestam “de forma veemente a sua discordância quanto às soluções apresentadas pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais à COFMA [Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa] para submissão de um ficheiro SAF-T (PT), contendo todos os movimentos contabilísticos, ‘prometendo’ a AT não fazer uso deles”. E sustentam que não é possível cumprir com as novas obrigações em 2020, pedindo ao Governo mais um ano para se afinarem e consolidarem os procedimentos.