5 Ago 2019 | Destaques
As empresas portuguesas demoram, em média, 71 dias a
pagar aos seus fornecedores, bem mais do que os 60 dias estabelecidos na lei.
Só 14% pagam a tempo e a horas. Ou, dito ao contrário, quase nove em cada dez
(86%) não cumprem os prazos para liquidar as contas. Quanto maior a empresa,
menos tempo demora a pagar: 59 dias para as grandes empresas; 74 para as
médias; 79 no caso das pequenas e 92 dias nas microempresas. As construtoras
são as piores pagadoras, com prazos médios de 131 dias; na ponta oposta estão
as empresas de energia e ambiente, que levam apenas 39 dias a liquidar as facturas.
A maioria das compras entre empresas “não são feitas a pronto
pagamento”, implicando risco, estimando-se que haja 50 mil milhões por
liquidar.
4 Ago 2019 | Destaques
O Governo britânico reservou mais 2,1 mil milhões de
libras (2,4 mil milhões de euros) para a eventualidade de sair da União
Europeia sem acordo. Este reforço vem aumentar a verba total alocada pelo Reino
Unido ao Brexit para 6,1 mil milhões de libras (6,7 mil milhões de euros) e
pode ser interpretado como um sinal de que o governo britânico está mesmo a
considerar a possibilidade de um Brexit sem acordo. A nova tranche inclui
verbas para infra-estruturas de fronteira e operações alfandegarias, acesso a
produtos médicos de primeira necessidade, apoio a negócios e campanha pública
de comunicação.
4 Ago 2019 | Destaques, Fiscalidade
Um quarto do valor total da dívida em processos de
execução fiscal suspensos por processos de insolvência ou de revitalização
poderá ter prescrito. Em causa está qualquer coisa como 1090 milhões de uma dívida
total de 4451 milhões. IGF quer que o Fisco “uniformize
procedimentos”, que elabore um plano de acção que “assegure um maior
controlo da dívida cobrável”, e que “aperfeiçoe os sistemas
informáticos”, com automatismos que identifiquem a dívida que ainda pode
ser reclamada. Taxa de recuperação do Fisco é de 25%, mas não vai além dos 5%
no caso dos credores comuns.
3 Ago 2019 | Destaques
De acordo com o Banco de Portugal, a dívida pública
na óptica de Maastricht, a que interessa a Bruxelas, desceu para 246,933 mil
milhões de euros. A este valor corresponde uma queda acima de 5 mil milhões de
euros, face ao nível recorde de Maio de 252,4 mil milhões de euros, que
correspondia ao nível mais alto de sempre em termos nominais. A meta do Governo
passa por baixar o rácio da dívida pública dos 121,5% em 2018 para os 118,6% em
2019. Este é o indicador a que estão atentos tanto os mercados como as agência
de rating.
3 Ago 2019 | Destaques
As signatárias – Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação
Empresarial de Portugal (CIP) e Confederação do Turismo de Portugal (CTP) –
manifestam “de forma veemente a sua discordância quanto às soluções
apresentadas pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais à COFMA [Comissão
de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa] para submissão de um ficheiro
SAF-T (PT), contendo todos os movimentos contabilísticos, ‘prometendo’ a AT não
fazer uso deles”. E sustentam que não é possível cumprir com as novas
obrigações em 2020, pedindo ao Governo mais um ano para se afinarem e
consolidarem os procedimentos.
2 Ago 2019 | Destaques
A inflação na zona euro no mês de Julho apresentou
uma ligeira quebra, fixando-se em 1,1%, depois de no mês de Junho de ter
situado em 1,3%. Os principais componentes ‘comida, álcool e tabaco’ apresentaram
a sua taxa de inflação mais elevada este ano, com 2%, em comparação com 1,6% de
Junho, representando um aumento de 0,4 pontos percentuais, seguidos pelos
‘serviços’, cuja taxa de situou em 1,6% no mês de Junho. A ‘energia’ foi o que
mais caiu, sendo que em Junho se tinha fixado em 1,7% e a estimativa apresenta
uma queda para 0,6%. Os bens industriais não energéticos apresentaram uma
ligeira subida, para 0,4%, após no mês de Junho se ter fixado em 0,3%.