Pagamentos em atraso descem

Os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 857,8 milhões de euros no final de Maio, uma diminuição de 112,3 milhões face ao período homólogo. Na comparação com o mês anterior, os pagamentos em atraso (dívidas por pagar há mais de 90 dias) aumentaram 35,5 milhões de euros, indica a Síntese de Execução Orçamental divulgada esta sexta-feira pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO). Para a evolução homóloga, contribuíram sobretudo os Hospitais EPE e a administração local, que registaram, respectivamente, uma redução de 78,3 milhões de euros (para 626,5 milhões) e de 37 milhões de euros (para 76,8 milhões de euros), respectivamente.

Portugal com os maiores níveis de sempre de investimento estrangeiro

Portugal apresenta actualmente os maiores níveis de sempre de investimento estrangeiro, com intenções de dois mil milhões de euros em negociação. O Governo entende as manifestações de interesse estrangeiro como “apenas a sequência de uma grande capacidade” que Portugal tem “tido nos últimos três anos de atrair investimento estrangeiro para o país. A origem dos novos investimentos estrangeiros são vários, com destaque para o investimento francês que “está muito forte, nos últimos dois anos o investimento do Reino Unido cresceu imenso”. Os investidores são também de outros países europeus, como a Alemanha, mas também de outras origens como as Américas do Norte e do Sul.

Lisboa desce no ranking do custo de vida

Lisboa caiu dois lugares, posicionando-se agora na 95.ª posição. Após uma subida expressiva de 44 posições no ano passado, a capital portuguesa encontra-se agora estável no ranking do custo de vida da consultora. A cidade mais cara do mundo é Hong Kong, em oposição, Tunes é a menos cara do mundo. No que diz respeito às cidades europeias, Zurique é a cidade mais cara, ficando posicional em 5.º lugar no ranking global. Do top das dez cidades mais caras do mundo, oito são asiáticas e o top 3 é constituído por Hong Kong, no primeiro lugar e Tóquio no segundo. O terceiro lugar pertence a Singapura. Seguem-se, por ordem, Seoul, Zurique, Shangai, Ashgabat, Pequim, Nova Iorque e Shenzhen.

Perdas de água representam 90 milhões de euros anuais

Anualmente, perdem-se 179.722.877 metros cúbicos de água em 258 concelhos portugueses, o equivalente a 197 piscinas olímpicas. Este valor deve aumentar, tendo em conta os 20 municípios que desconhecem o volume desperdiçado. Em causa está a falta de manutenção das condutas. Feitas as contas, perdem-se anualmente mais de 180 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a deitar fora 90 milhões de euros. Macedo de Cavaleiros é o município com maior desperdício. Para um município obter boa avaliação, as perdas de água não devem ser superiores a 100 litros por ramal e por dia.

OCDE quer tribunais especiais para julgar a corrupção

Portugal precisa de fortalecer os mecanismos de prevenção da corrupção, defende a OCDE, que sugere a criação de tribunais especializados e a redução das possibilidades de recurso dos arguidos. A eficiência do sistema de justiça, no seu todo, merece nota negativa. O organismo aponta, desde logo, o dedo à lentidão dos tribunais, que, apesar de serem agora mais rápidos, têm ainda tempos médios dependência demasiado elevados – por exemplo, nos casos civis e comerciais, os juízes demoram e média 300 dias para resolverem um caso, apenas sendo suplantados pela Grécia Itália, Turquia e França.

Portugal volta a fazer má figura na prevenção da corrupção

Entre os 49 países que integram o Greco, um organismo criado pelo Conselho da Europa para monitorizar a corrupção, Portugal destaca-se entre os 16 que não cumprem boa parte das recomendações. Portugal é ainda o país com maior percentagem de medidas ainda por implementar. O país continua a ser aquele que maior percentagem de recomendações tem por implementar – ao todo, 73% das recomendações feitas pelo Greco continuaram a não ser acolhidas pelo legislador nacional, seja o Governo, seja o Parlamento, uma percentagem que é seguida de perto pela Turquia (70%) e mais distanciadamente pela Sérvia (59%), Roménia (44%), Bélgica (42%) e Grécia.