Impostos por cobrar: governo perdeu 1,6 mil milhões em dois anos

IVA e IRC explicam quase dois terços das prescrições de impostos em Portugal. Ao todo, o Estado e os municípios perderam para sempre 583 milhões em receita só em 2017. Nos primeiros dois anos da legislatura, o valor em impostos definitivamente perdido por causa de prescrições ascende a 1,6 mil milhões de euros, de acordo com dados do Tribunal de Contas (TdC) divulgados nos seus pareceres sobre a Conta Geral do Estado (CGE). Em 2016, as prescrições totais tinham ultrapassado os mil milhões de euros, do qual metade também no IVA.

Estado tem dívidas por cobrar de cerca de 20 mil milhões

Tribunal de Contas revela que, no final de 2017, o Estado continuava a ter 19,4 mil milhões de euros em dívidas por cobrar. Havia “dívidas muito antigas” e outras que diziam respeito a insolvências dos primeiros anos da crise (2007 e 2008), que “aumentaram muito”, mas que acabaram por expirar. “Em geral, a data de prescrição de uma dívida ocorre oito anos após o ano em que se produziu o facto gerador da obrigação de imposto, ressalvadas as causas de suspensão e interrupção do prazo”.

Portugal entre os países com maiores reservas de ouro do mundo

De acordo com dados do World Gold Council, Portugal está entre os 15 países do mundo que têm as maiores reservas de ouro. Assim, o país ocupa o 13.º lugar num ranking, que é liderado pelos Estados Unidos da América (EUA). Além dos países incluídos na lista, os dados referem ainda que Portugal se encontra à frente de países como Espanha ou Bélgica. Segundo os mesmos dados – actualizados em Setembro deste ano -, Portugal tinha 382.500 toneladas até este mês. Já os Estados Unidos tinham 8133.46 toneladas até ao mesmo mês.

Nova lei dos direitos de autor: O fim da internet como a conhecemos

A reforma legislativa sobre os direitos de autor para o mercado único digital está a ser discutida desde 2016. Foi em Setembro deste ano que a polémica começou, quando o Parlamento Europeu (PE) votou a favor da proposta, à qual 438 deputados deram luz verde. A chama voltou a reacender-se depois do PE ter comunicado que com as novas propostas, pretende-se obrigar “as gigantes tecnológicas a dividir lucros com artistas e jornalistas”. Contudo, a Comissão Europeia (CE) já veio desmentir tudo. Em causa estão os novos artigos que têm como objectivo proteger a criatividade, possibilitando que os conteúdos partilhados na Internet gerem lucro aos respectivos autores. Simplificando, o Artigo 11º fica conhecido como o imposto dos links; e o Artigo 13º como um filtro de upload.

Turismo terá representado 7,5% do valor acrescentado bruto nacional em 2017

O valor acrescentado bruto (VAB) gerado pelo turismo terá crescido 13,6% em 2017 (+6,6% em 2016) e representado 7,5% do total nacional. Na sua primeira estimativa para 2017 da Conta Satélite de Turismo (CST), o INE indicou que o VAB gerado pelo turismo aumentou mais que o VAB da economia nacional (4%). Já em 2016, notou o INE, as actividades que mais contribuíram para o VAB gerado pelo turismo foram os hotéis e similares (32,3%), os restaurantes e similares (22,7%) e as actividades não específicas (15,3%). A procura turística alcançou uma escala equivalente a 13,7% do PIB em 2017, tendo aumentado 14,5% face ao ano anterior.

Aumentou o emprego em actividades turísticas

O emprego no turismo, medido em equivalente a tempo completo (ETC), representou 9,4% do total do nacional em 2017, traduzindo um aumento de 4,8%, um valor superior à evolução nacional (2,1%). Este emprego fixou-se em 416.817 ETC, tendo as actividades características do turismo que assinalaram subidas mais acentuadas sido as agências de viagens, operadores turísticos e guias turísticos (+9,1%) e os hotéis e similares (+7,5%). Em 2016, a remuneração média por trabalhador nas actividades características do turismo foi superior à nacional (+3,6%), registando, no entanto, diferenças relevantes por actividade: face à economia nacional a remuneração média por trabalhador foi mais elevada nos serviços auxiliares aos transportes (153,8%) e nos transportes de passageiros (144,1%).