Há mais famílias a não conseguir pagar os empréstimos ao consumo

Em Julho, o número de incumpridores atingiu 12% do total de devedores, subindo face aos 11,7% registados em Junho. Contudo, em termos homólogos verificou-se uma melhoria. Em Julho de 2017 este rácio estava nos 14%. Há um ano estava nos 10,9%. O crédito ao consumo do concedido pelo sector financeiro (que inclui, para além da banca, as sociedades de crédito, leasing e factoring) continua a aumentar. O stock acumulado no final de Julho subiu 144 milhões de euros face ao mês anterior. Em termos homólogos, o incremento ultrapassou 1,3 mil milhões de euros. O rácio de crédito vencido às empresas manteve-se nos 12,6% (igual a Junho), mas melhorando face a Julho de 2017, quando atingia 15%.

Estado cobrou até Julho mais 1,2 mil milhões em impostos

O Estado arrecadou 23526,4 milhões de euros em impostos até Julho, mais 1159,6 milhões de euros do que em igual período do ano passado. O aumento homólogo de 5,2% da receita fiscal é explicado sobretudo pelo acréscimo da receita dos impostos directos, sendo que todos os impostos cresceram, com excepção da Contribuição sobre o Sector Bancário, que caiu 7,8 milhões de euros. Os impostos directos aumentaram 7,1% até Julho, devido sobretudo à recuperação da receita de IRC, que subiu 15,6% (mais 532 milhões de euros) para 3,9 mil milhões de euros. Já a receita de IRS cresceu 2,4% para 5,7 mil milhões de euros. Também os impostos indirectos registaram um aumento de 3,8%, com destaque para a receita do IVA (mais 3,8%) e do Imposto do Selo (mais 6,9%).

Indústria automóvel enganou portugueses em 1,6 mil milhões de euros

Manipulação custou aos condutores europeus um extra de 149,6 mil milhões de euros nos últimos 18 anos. A indústria automóvel enganou os automobilistas portugueses em 1,6 mil milhões de euros desde 2000, manipulando o real consumo dos veículos, segundo um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E). Só no ano passado, por causa dessa manipulação, os portugueses gastaram mais 264 milhões de euros em combustível extra. Vista à escala europeia, a manipulação ascendeu a um gasto extra de 23,4 mil milhões de euros, quase tanto quanto os portugueses tinham gastado no ano anterior em alimentação.

Défice melhora 1,1 mil milhões de euros até Julho com receita a crescer 5%

Este desempenho decorre do facto da receita (5,3%) estar a crescer bem acima da despesa (2,5%). A melhoria do saldo global é explicada por um crescimento da receita (5,3%) superior ao aumento da despesa (2,5%). O défice orçamental fixou-se em 2,6 mil milhões de euros até Julho e o excedente primário (saldo orçamental excluindo o serviço da dívida) melhorou ainda mais, atingindo os 3,17 mil milhões de euros. O Estado está a gastar mais, mas menos do que orçamentou. A despesa pública cresceu 2,5%.

Taxas e multas dão mais 190 milhões aos cofres públicos

As portagens, as propinas e as taxas com notários estão a dar mais dinheiro às administrações públicas. Esta receita aumentou 11,9% até Julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. As receitas com taxas, multas e outras penalidades deram mais 190,9 milhões de euros aos cofres públicos até Julho, em termos homólogos. Este aumento de receita reflecte a evolução positiva das taxas arrecadadas.

Crescimento na OCDE sobe 0,6% no segundo trimestre

Em termos homólogos, o crescimento económico abrandou no conjunto da OCDE, com 2,5% no segundo trimestre, menos uma décima do que no primeiro. O crescimento económico no conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) subiu 0,6% no segundo trimestre, depois de crescer 0,5% nos três meses anteriores. Esta subida teve um forte impulso dos Estados Unidos e do Japão. A subida do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano foi de 1% entre Abril e Junho, quando entre Janeiro e Março tinha crescido 0,5% e, no caso do Japão, passou-se de um retrocesso de 0,2% no início do ano para uma progressão de 0,5% no segundo trimestre.