Clientes pagaram dez milhões por dia em comissões aos bancos

Os clientes pagaram aos bancos 3,7 mil milhões de euros em serviços e comissões no ano passado, segundo a última atualização das séries longas do Banco de Portugal (BdP). É o valor mais alto desde 2015 e equivale a dez milhões por dia, mais 65 milhões do que no anterior. Os lucros aumentaram 63%, para 1,7 mil milhões de euros. No entanto, os resultados antes de impostos da Banca a operar em Portugal chegaram aos 2,8 mil milhões de euros em 2019, o que equivale a um crescimento de “apenas” 15%. Aplicando àquele valor o imposto sobre os lucros, obtém-se então um resultado líquido 684 milhões acima do registado no ano anterior por todo o sistema bancário.

Ex-SCUT com descontos para passageiros frequentes e transporte de passageiros

Os passageiros particulares frequentes e os veículos de transporte de passageiros vão ter descontos na passagem pelas portagens das antigas SCUT a partir de 1 de Janeiro. Os detentores de veículos de classe 1 e classe 2 que sejam passageiros frequentes das antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) apenas pagarão portagens nos sete primeiros dias de utilização num mês, que podem ser seguidos ou interpolados, tendo descontos de 25% nas passagens seguintes. O governo admite um impacto “potencialmente positivo sobretudo na A22”, que poderá compensar a perda de receita por via da diminuição do preço.

Recuperação do setor da aviação? “Só em 2024”, alerta IATA

Associação Internacional de Transportes Aéreos considera que o setor da aviação enfrenta uma situação “crítica”. “Existe uma falta de confiança entre os passageiros”, alertou, referindo que este índice se encontra 49% mais baixo quando comparado aos níveis do ano anterior. Segundo um estudo conduzido pela IATA Economics, registou-se, em Agosto, uma queda de 75% no volume de passageiros quando comparada com o mesmo período em 2019. Esta queda contrasta o deslize ligeiro assistido no transporte de mercadorias que recuou 12,6% no mesmo período devido ao transporte de materiais de proteção individual, equipamentos para hospitais e medicamentos que tiveram uma maior procura devido ao agravamento da pandemia. A IATA antecipa uma recuperação lenta até atingir os níveis de 2019. A recuperação só deverá acontecer em 2024.

43 mil milhões de euros livres para obras até 2030

Há projetos antigos, como a alta velocidade, e novos como a produção de hidrogénio em Sines. A nova ligação em alta velocidade entre Lisboa e Porto e a expansão do Aeroporto de Lisboa são dois dos projetos que voltam a constar de um plano de construção a longo prazo de infraestruturas. Desta vez, o Governo acrescentou à lista projetos das áreas do ambiente e da agricultura, como a produção de hidrogénio em Sines e a ampliação da rede de regadio.

Défices da zona euro voltam a atingir máximos históricos: 11,6%

Portugal, que registou um défice de 9,2% no segundo trimestre, foi o sexto país da zona euro com o maior agravamento do saldo orçamental entre o primeiro e o segundo trimestre. A média dos défices na zona euro subiu para 11,6% do PIB no segundo trimestre deste ano, em termos ajustados de sazonalidade, enquanto na União Europeia aumentou para 11,4% do PIB. Estes rácios, que remontam aos meses em que as medidas de contenção da pandemia foram mais fortes em todos os países, representam o maior défice trimestral publicado na série histórica desde 2002.

Portugal regista o terceiro maior rácio de dívida pública face ao PIB da União Europeia

Portugal regista a terceira maior dívida da União Europeia face ao PIB (126%), com a Grécia a liderar (187%) e a Itália na segunda posição (149%). Segue-se a Bélgica (115%), França (114%), Chipre (113%) e Espanha (110%). Os países que registam um rácio de dívida face ao PIB mais baixo são a Estónia (18%), Bulgária (21%) e Luxemburgo (23%). Em termos absolutos, a dívida portuguesa atingiu um total de 259,8 mil milhões de euros. Face ao segundo trimestre de 2019 a divida subiu 5,9%. Em relação ao primeiro trimestre deste ano aumentou 6,6%. Em termos de valores absolutos, França conta com a maior dívida da União Europeia: 2,6 biliões de euros. Segue-se Itália com 2,5 biliões de euros, a Alemanha com 2,2 biliões de euros e Espanha com 1,2 biliões.