24 Out 2020 | Covid-19, Destaques
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal voltou a aumentar em Setembro, refletindo os efeitos da pandemia da covid-19, que condicionou a atividade económica desde o final do primeiro trimestre. Estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 410.174 pessoas sem trabalho, mais 108.892 do que no mesmo mês do ano passado, o que se traduz num acréscimo de 36,1%. Esta subida é superior ao aumento homólogo de 34,5% observado em Agosto, mas inferior ao de 37% registado em Julho, que foi o maior de sempre. Face aos mesmos períodos de 2019, os acréscimos, durante a pandemia, foram de 36,4%em Junho, 34% em Maio e 22,1% em Abril. A subida mais pronunciada aconteceu no Algarve, muito dependente do turismo, que viu o desemprego registado aumentar 157,5%.
24 Out 2020 | Covid-19, Destaques
O número de trabalhadores em “lay-off” tradicional (regime previsto no Código do Trabalho), atingiu em Setembro 8645, o valor mais alto desde pelo menos Março de 2005. O número de empresas no regime de “lay-off” previsto no Código do Trabalho subiu de 211 em Agosto para 250 em Setembro. Os dados mostram que a grande maioria dos trabalhadores (5082) estavam no regime de suspensão do contrato, em que são pagos dois terços do salário ao trabalhador, financiados em 70% pela Segurança Social. Já os restantes 3563 estavam na modalidade de redução do horário do trabalho, tendo direito a receber pelas horas trabalhadas. Regime simplificado abrangeu cerca de 105 mil empresas e 850 mil trabalhadores.
23 Out 2020 | Destaques
O endividamento do setor não financeiro da economia portuguesa – que engloba empresas, famílias e Estado – subiu pelo segundo mês consecutivo em Agosto para os 736,6 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico. Do montante total, 334,4 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento no setor público, num bolo onde se encaixam as administrações e as empresas públicas, uma subida superior aos 2 mil milhões de euros face ao mês anterior. Agosto foi o mês em que este setor registou também um máximo histórico, neste campo, e o segundo consecutivo a registar aumentos, depois de um alívio em Junho. O endividamento do setor privado diminuiu 585 milhões de euros, entre Julho e Agosto, para os 402,146 mil milhões de euros.
23 Out 2020 | Destaques
Portugal empata com a Espanha e Bélgica na cauda do investimento público este ano em termos de percentagem do PIB. Os cálculos do Executivo apontam para que, em 2020, Portugal seja o país da Zona Euro com menor investimento púbico, em percentagem do PIB, ex aequo com a Espanha e a Bélgica. De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2021, estima-se que os fundos aplicados a projetos estatais constituam apenas 2,5% do PIB português, este ano.
22 Out 2020 | Covid-19, Destaques
Em termos regionais, foram as áreas geográficas que se encontram mais expostas e dependentes do investimento directo estrangeiro que sofreram com a pandemia (Região Autónoma da Madeira registou menos 28,7% das transações e o Algarve assistiu a uma erosão de 37,8% das vendas realizadas). O stock atual de imóveis residenciais em oferta, evidencia um sinal preocupante em termos de rotatividade no inventário das empresas, uma vez que 61% dos apartamentos e 63,9% das moradias em comercialização, encontram-se há mais de 6 meses em divulgação.
22 Out 2020 | Destaques
Portugal é um país envelhecido, com idosos a viverem sozinhos, pouco poupador e onde o trabalho é precário, os patrões e empregados têm baixa escolaridade e há poucas mulheres na polícia. Em 2018, Portugal tinha 157 idosos (com 65 ou mais anos) por 100 jovens (com menos de 15 anos), superando a média da UE a 27 países (132 idosos) e ocupando o terceiro lugar da tabela, liderada por Itália (171 idosos). O país subiu para a segunda posição, em 2019, ao ter 55% de agregados domésticos de uma só pessoa com 65 ou mais anos, ultrapassando a média de 40% da UE. Neste item, a Croácia é o país que tem mais idosos a viverem sozinhos (66% dos agregados) e a Suécia menos (13%).