Turismo interno continua a sustentar retoma da atividade turística

O turismo interno continuou em Julho a sustentar a recuperação da atividade turística em Portugal, com as quebras homólogas de hóspedes e dormidas a abrandarem para -64,0% e -68,1%, respetivamente, divulgou hoje o INE. Os proveitos totais do setor diminuíram 70,5% (-88,6% em junho) face a julho de 2019, fixando-se em 157,9 milhões de euros. Já os proveitos de aposento atingiram 123,7 milhões de euros, diminuindo 70,5% (-88,2% no mês anterior). Em Julho, as dormidas na hotelaria (75,9% do total) diminuíram 70,4%, enquanto nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 16,0% do total) decresceram 65,5% e no turismo rural e de habitação (quota de 8,1%) recuaram 22,7%. As dormidas dos mercados externos diminuíram 84,5% (-96,7% no mês anterior) e atingiram 889,2 mil.

OCDE ligeiramente mais otimista: economia mundial terá recessão será de 4,5% e zona euro contrai 7,9% este ano

OCDE diz que a queda global na produção é menor do que o esperado, mas alerta para as diferenças consideráveis entre países. Para o próximo ano, projeta uma recuperação da economia mundial de 5% e na zona euro de 5,1%. Continua a ser a maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial, mas a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) melhorou ligeiramente as projeções para a quebra do crescimento da economia mundial, projetando agora uma recessão de 4,5% este ano, antes de melhorar para um crescimento de 5% em 2021.

Bruxelas antecipa que os Estados-membros percam 164 mil milhões de receitas de IVA

A União Europeia (UE) deverá perder 164 mil milhões de euros em receitas do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) que não serão cobradas. No caso de Portugal este montante atingiu, nesse ano, quase 1,9 mil milhões de euros, o que representa um desvio do IVA de 9,6%. Combate à fuga no IVA deve ganhar um novo fôlego. Em 2018, os países com maior desvio do IVA foram a Roménia (33,8% numa liderança já observada em 2017), seguida da Grécia (30,1%) e da Lituânia (25,9%), enquanto os que tiveram menores diferenciais foram a Suécia (0,7%), Croácia (3,5%), e Finlândia (3,6%). Já em termos absolutos, as maiores perdas de IVA ocorreram em Itália (35,4 mil milhões de euros), no Reino Unido (23,5 mil milhões de euros) e na Alemanha (22 mil milhões de euros).

Mais de 80% dos portugueses considera que Portugal atravessa uma recessão económica

Estes números pintam um cenário negro para a economia portuguesa. Antecipa-se uma redução dos investimentos de maior relevo na economia e uma quebra acentuada da confiança dos consumidores. Desemprego entre as principais preocupações para os portugueses. Cerca de 85% dos portugueses afirma que o país atravessa atualmente em recessão económica devido à pandemia da Covid-19, um valor próximo ao registado para a média europeia – 86%. Esta estimativa pinta um cenário negro em Portugal. Antecipa-se uma redução dos investimentos de maior relevo na economia e uma quebra acentuada da confiança dos consumidores.

Exportações caem 7,3% em julho, já as importações descem 21,2%

O défice da balança comercial de bens diminuiu 1.147 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 716 milhões de euros em julho de 2020.  As exportações caíram 7,3% em Julho, uma taxa inferior à registada no mês anterior (-9,8%), o que dá um sinal de recuperação do indicador, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). As importações, por seu turno, deslizaram 21,2% em julho, valor que compara com a queda de 22,6% registada no mês anterior, ainda segundo o INE.  No trimestre terminado em Julho de 2020, as exportações e as importações de bens diminuíram respetivamente 19,2% e 28,0% face ao trimestre terminado em Julho de 2019 (-30,6% e -34,2%, pela mesma ordem, no 2º trimestre de 2020.

PIB da zona euro e UE com quebras históricas no 2.º trimestre

Entre Abril e Junho, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 14,7% e o da UE 13,9%, a maior quebra desde o início das séries temporais, em 1995. Face ao primeiro trimestre do ano, o PIB da zona euro caiu 11,4% e o da UE 11,8%. A Espanha (-22,1%), a França (-18,9%) e a Itália (-17,7%) apresentaram os maiores recuos homólogos do PIB, não tendo havido crescimento em nenhum dos 27 e com Portugal a registar a sexta maior quebra (-16,3%). Face ao primeiro trimestre de 2020, a Espanha encabeça também a lista dos 27 estados-membros, com um recuo de 18,5% na sua economia, seguindo-se a Croácia (-14,9%), a Hungria (-14,5%), a Grécia (-14,0%) e Portugal (-13,9%).