8 Ago 2020 | Destaques
O crédito malparado dos bancos portugueses recuou 492 milhões de euros (-2,9%) no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior, ainda assim, representa uma diminuição menos intensa do que no período homólogo de 2019, divulgou o Banco de Portugal (BdP). A redução nos particulares resultou de uma diminuição de 148 milhões de euros na habitação e de um aumento de 126 milhões de euros no consumo e outros fins. No primeiro trimestre, o activo total do sistema bancário português aumentou 1,1%, sobretudo devido à subida da exposição a títulos de dívida (2,7%), incluindo títulos de dívida pública (1,9%) e títulos emitidos por SNF (6,3%), e, em menor grau, ao aumento dos empréstimos a instituições de crédito (12,0%) e a clientes (0,4%).
7 Ago 2020 | Destaques
As emissões de dívida pública portuguesa no primeiro semestre do ano atingiram 97,7% do inicialmente orçamentado para todo o ano, totalizando 9.693 milhões de euros, de acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). O aumento do endividamento é decorrente dos efeitos económicos da pandemia de covid-19. Os técnicos do parlamento detalham que, de acordo com o calendário de amortizações a médio e longo prazos, “será necessário amortizar títulos de dívida a médio e longo prazos no valor de: 12,3 mil M€ em 2021, 15,1 mil M€ em 2022, 12,5 mil M€ em 2023, 16,1 mil M€ em 2024, 16,8 mil M€ em 2025, 16,4 mil M€ em 2026, 19,8 mil M€ em 2027, 13,6 mil M€ em 2028, 13,3 mil M€ em 2029 e 13,7 mil M€ em 2030. Só a partir de 2031 é que o valor anual de amortizações de dívida pública a médio e longo prazos desce para valores abaixo de 10 mil M€/ano.
7 Ago 2020 | Destaques
Instituição vai ter capital de 255 milhões de euros e apoiar inovação, infra-estruturas e competências, incluindo financiamento a projectos públicos. A Comissão Europeia deu esta luz verde à criação do Banco Português de Fomento, instituição que sucederá à Instituição Financeira de Desenvolvimento, com competências alargadas, e que deverá mobilizar parte do financiamento europeu em resposta à crise da pandemia. A Comissão chegou à conclusão que a criação do Banco Português de Fomento é uma solução adequada e proporcional para assegurar financiamento adicional a empresas e projectos que de outra maneira permaneceriam subfinanciados devido a falhas de mercado.
6 Ago 2020 | Covid-19, Destaques
Portugal está entre os países que deverão ter perdas no sector do turismo superiores a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) devido à pandemia de covid-19, de acordo com um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). As perdas nas receitas do turismo que ultrapassam os 2% do PIB devem concentrar-se em grandes exportadores de turismo, como a Costa Rica, Egipto, Grécia, Marrocos, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Sri Lanka, Tailândia e Turquia”, pode ler-se no relatório sobre o sector externo divulgado pelo FMI. Os dados relativos ao turismo foram analisados a partir de um estudo da Organização Internacional do Turismo, que “inclui um cenário envolvendo um levantamento gradual de restrições às viagens com início em Setembro”, que implica “receitas no turismo 73% abaixo dos níveis de 2019”.
6 Ago 2020 | Covid-19, Destaques
Dados do Banco de Portugal vêm confirmar que o peso da dívida terá batido um novo máximo em Junho, meses antes do previsto. Finanças admitem que situação deve piorar. Rácio deve chegar a 134% ou mais. O rácio da dívida pública portuguesa (medido em proporção do PIB – produto interno bruto) terá já superado os 133% no final do primeiro semestre, o maior valor de que há registo. As previsões oficiais divulgadas recentemente dizem que esta marca ainda vai piorar até final do ano. Em Junho, a OCDE estimou que a economia portuguesa irá encolher quase 8% em 2020, ficando o PIB nominal nos 195,7 mil milhões de euros. A projecção da OCDE diz que o peso da dívida deverá subir para 135,9% no final deste ano e que a recessão real da economia deve chegar a 9,4% num cenário menos adverso.
5 Ago 2020 | Destaques
A dívida pública fixou-se em 259,8 mil milhões de euros em Junho, menos 4,6 mil milhões de euros do que em Maio e mais 8.317 milhões de euros face a Junho de 2019, segundo o BdP. Para a redução da dívida pública, na óptica de Maastricht (a que conta para Bruxelas), face a Maio “contribuíram essencialmente as amortizações de títulos [de dívida pública] no valor de 4,4 mil milhões de euros”. Já os activos em depósitos das administrações públicas desceram 8,2 mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos aumentou 3,6 mil milhões de euros em Junho, em relação ao mês anterior, para 242,8 mil milhões de euros. Comparando com o mesmo mês de 2019, a dívida pública aumentou 8.317 milhões de euros.