Economia da Zona Euro sofre contracção histórica de 15% no segundo trimestre

A economia da Zona Euro encolheu 15% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, o que representa a maior contracção de sempre do PIB (produto interno bruto) da região desde que há registo. Esta queda histórica, com comparação anual, foi ainda superior ao que estava a ser estimado (-14,5%) e compara com a contracção homóloga de 3,1% registada nos três meses anteriores. Segundo o relatório da estimativa rápida preliminar da instituição de estatística da União Europeia, foi mesmo a maior queda desde que os registos começaram a ser efectuados, em 1995. Na União Europeia essa queda foi de 11,9%, comparado com os três meses anteriores, altura em que o PIB registou uma contracção de 3,2%.

Inflação subiu para 0,2% em Julho

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou 0,2% em Julho em Portugal, de acordo com a primeira estimativa lançada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta taxa é superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à registada em Junho (0,1%). Relativamente ao mês anterior, o IPC terá tido uma variação negativa de 1,3% (em Junho, a variação mensal foi 0,9% e em Julho de 2019 tinha sido de -1,3%). O INE estima em Julho uma variação média nos últimos doze meses de 0,1%, tal como se verificou no mês precedente.  

PIB de Portugal sofre queda histórica de 16,5% no segundo trimestre de 2020

Já se sabia que a economia portuguesa tinha sofrido uma quebra histórica no segundo trimestre. Faltava saber a dimensão da contracção e o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que esta foi mesmo histórica. No trimestre do confinamento e do Estado de Emergência o produto interno bruto (PIB) de Portugal sofreu uma contracção de 16,5% contra o segundo trimestre de 2019. Face ao primeiro trimestre a quebra foi de 14,1%. As estimativas dos economistas já eram negras, chegando a apontar para uma queda do PIB de 20% no segundo trimestre. O núcleo de estudos de economistas da Católica antevia uma redução em cadeia de 13% e homóloga de15,5%, mas não descartava “a possibilidade de quebras maiores, até 20% em cadeia”.

Taxa de desemprego na zona euro sobe para 7,8%

Mais de 12 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia. A taxa de desemprego na zona euro atingiu 7,8% em Junho, uma ligeira subida face a Maio deste ano, num total de 12.685 milhões de pessoas desempregadas, divulgou o Eurostat. O gabinete de estatísticas comunitário revela que, no mês de Junho, quando os países europeus começaram a levantar as medidas restritivas para conter a covid-19, a taxa de desemprego atingiu 7,8%, após ter atingido 7,7% em Maio passado. No conjunto da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em Junho foi de 7,1%, também ligeiramente acima dos 7% de Maio passado.

Taxa de desemprego sobe para 7%

A taxa de desemprego subiu para os 7% em Junho, mais 1,1 pontos percentuais do que no mês precedente e mais 0,4 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2019. Para Junho, os resultados provisórios do INE indicam que a taxa de subutilização de trabalho situou-se em 15,4%, mais 0,8 pontos do que no mês precedente e mais 2,4 pontos percentuais do que há um ano. Para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e o de inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego, sinaliza o INE.

25 milhões de empregos na aviação podem estar em risco

Em concreto, a contribuir para este cenário de “recuperação mais pessimista” está relacionado com a “redução das viagens realizadas pelas companhias aéreas”, com a “fraca confiança dos consumidores” e ainda com a “lenta contenção do vírus nos Estados Unidos e nas economias em desenvolvimento”, como a China. Devido a estes factores, a previsão revista da IATA é de que os planos globais [de tráfego] caiam 55% em 2020 em comparação com 2019″, enquanto a previsão de Abril passado era de um declínio de 46%, recorda a associação internacional.