Associação Internacional de Transporte Aéreo só prevê recuperação do tráfego em 2024

A IATA piorou as previsões sobre recuperação do tráfego aéreo, prevendo agora que só se atinjam em 2024 os níveis anteriores à covid-19, devido a uma “recuperação mais lenta do que esperado”. Isto porque, de acordo com a associação que representa 209 companhias aéreas a nível mundial e 82% do transporte global, “o tráfego de passageiros de Junho de 2020 revelou recuperação mais lenta do que era esperado. A IATA afirma, também, esperar que “a recuperação em viagens de curta distância continue a ser mais rápida do que em viagens de longa distância”.

Consumo das famílias na zona euro sofre maior queda em 20 anos

O consumo das famílias por habitante caiu 3% na zona euro no primeiro trimestre devido às medidas de contenção de combate à covid-19 na Europa, enquanto o rendimento disponível e a poupança aumentaram. Este é, segundo o Eurostat, o “decréscimo mais elevado desde o início da série temporal em 1999”, após uma descida de 0,4% na zona euro no anterior trimestre, o último de 2019. Já no conjunto da União Europeia (UE), o consumo por habitante baixou 2,9% no primeiro trimestre, após uma diminuição de 0,2% no trimestre anterior, registando-se também aqui a maior queda desde 1999.

Empresas mantêm intenção de aumentar salários em 2% apesar da pandemia

Os empregadores portugueses continuam a querer elevar em 2% os salários dos funcionários pese embora o impacto da crise sanitária. O estudo explica que apesar de a incerteza causada pela pandemia da covid1-19 ter interrompido “os planos e orçamentos já feitos pelos empregadores para 2020”, estas entidades poderão “ficar mais bem preparadas para planear 2021 através do uso de dados integrados e recentes que lhes permitem tomar decisões”. No entanto, 35% dos empregadores nacionais inquiridos responderam que em 2020 planeiam “congelar” ou “adiar os aumentos deste ano”, e 14% das empresas consultadas admitiram terem já adoptado “medidas para reduzir a sua força de trabalho” ou estarem em vias de o fazer.

Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal

A Ryanair perdeu 185 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal (Abril – Junho), devido à pandemia da covid-19, um período que a companhia aérea irlandesa considera como o “mais difícil” dos seus 35 anos de história. A empresa sediada em Dublin lembrou que os confinamentos decretados na Europa causaram uma queda de 99% no tráfego aéreo entre Abril e Junho. No anterior exercício fiscal a empresa tinha registado um lucro de 243 milhões de euros. No início de Julho, 96% dos pilotos da Ryanair aceitou um corte nos seus salários para salvaguardar os postos de trabalho que estavam ameaçados de despedimento.

Comissão Europeia pede não discriminação nas restrições a viagens na União Europeia

A Comissão Europeia apelou à aplicação da regra da não discriminação nas restrições, devido ao aumento de casos de covid-19 nalgumas regiões, adoptadas pelos países europeus às viagens dentro da União Europeia (UE). Alguns Estados-membros estão a colocar restrições às viagens a partir de Portugal e isso deve-se, obviamente, ao elevado número de casos dos últimos dias e semanas, nomeadamente [na região de] Lisboa. Numa altura em que Portugal está na ‘lista vermelha’ de muitos países da UE devido à evolução da pandemia, essencialmente por causa da subida no número de infecções em Lisboa e Vale do Tejo, o responsável belga argumentou que “o que os outros Estados-membros estão a pedir mais em relação a Portugal é a realização de testes e de quarentena.

Dívida portuguesa engordou 121,5 milhões de euros ao dia

Necessidades de financiamento devido à pandemia levarão a dívida do Estado aos 134,4% do Produto Interno Bruto. De Janeiro até final de Abril deste ano, a dívida pública portuguesa engordou à média diária de 121,5 milhões de euros por dia, o que se traduziu num aumento na ordem dos 14,7 mil milhões de euros face ao valor absoluto registado no final de 2019, revelam dados da Direcção geral do Orçamento.