Peso da dívida pública aumentou para novo recorde de 137% no primeiro trimestre

A dívida pública face ao PIB aumentou 17,9 p.p. no primeiro trimestre face a igual período do ano passado, atingindo um novo máximo histórico. O peso da dívida pública disparou para 137,1% do PIB no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 3,5 pontos percentuais face ao último trimestre do ano passado e de 17,9 p.p. face a igual período do ano passado, revelam os dados do Banco de Portugal (BdP). O BdP explica ainda que “os depósitos das administrações públicas diminuíram 0,4 mil milhões de euros” e que “a dívida pública líquida de depósitos aumentou 1,6 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, para 250,5 mil milhões de euros.

Redução do transporte aéreo levou à perda de 7 milhões de empregos na União Europeia

A redução do transporte aéreo, face ao impacto da pandemia de covid-19, levou a União Europeia a perder cerca de sete milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, segundo a Autoridade Nacional da Aviação Civil. Na Europa, o impacto social da redução do transporte aéreo foi particularmente difícil, levando à perda de cerca de sete milhões de postos de trabalho diretos e indiretos. A recuperação do sector vai ser “mais longa” do que o que se previa, sendo assim necessário dar “segurança” aos clientes, tendo por base um conjunto de normas e protocolos.

Fecho de multibancos obriga mais clientes a pagar comissões

Um cliente que realize três transferências mensais para outro banco paga, em média, 27,6€ em comissões na Banca online e 252€ ao balcão, quando o custo das mesmas operações no multibanco (ATM) seria zero. Segundo a Associação Portuguesa de Bancos, 2020 acabou com menos 202 agências bancárias e menos 1200 funcionários. De acordo com os dados do Banco de Portugal, a 31 de dezembro de 2020, existiam 14,3 mil caixas automáticas (incluindo os de redes internas). A quantidade de caixas automáticas diminuiu 1,4%, regressando à tendência de decréscimo registada desde 2011 e que apenas foi interrompida em 2019.

PIB da zona euro cai 1,8% em termos homólogos e 0,6% em cadeia

A economia da zona euro recuou 1,8% e a da União Europeia (UE) 1,7% no primeiro trimestre do ano, face aos primeiros três meses de 2020, segundo uma estimativa do Eurostat. Comparado com o trimestre anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro diminuiu 0,6% e da UE 0,4%, entre Janeiro e Março. Na comparação homóloga este é o quarto trimestre consecutivo em que os PIB dos dois blocos recuam, tendo, no entanto, a quebra abrandado face à registada nos últimos três meses de 2020: 4,9% e 4,6%, respetivamente.

Governo mantém regras de acesso às praias

No ano passado foi determinado que os utentes das praias deviam assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos. O Governo vai manter este ano as mesmas regras para o acesso às praias que estabeleceu em 2020 devido à pandemia de covid-19. A utilização do areal das praias estava interdita a “atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares”. Foi também instalada uma “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indicava ocupação baixa (1/3), amarelo ocupação elevada (2/3) e vermelho ocupação plena (3/3).

Estado “preparado” para garantir parte das dívidas em moratória

O Estado está “preparado” para garantir uma parte das dívidas sobre moratória nos sectores mais afetados pela covid-19, desde que os bancos concedam a “carência necessária” e a “extensão de maturidade adequada”, disse o ministro da Economia. O quadro temporário de auxílios do Estado permite dar garantias a créditos de empresas com determinados limites em função da faturação que tinham em 2019 ou da massa salarial que tinham em 2019. O Governo está ainda a trabalhar com a Comissão Europeia numa forma de prorrogar a maturidade destas garantias, indicou, salientando que, no conjunto destas medidas, esperam conseguir acomodar.