Apenas 14,5% das empresas portuguesas cumprem com fornecedores

Em 2019, as empresas atrasaram-se, em média, 26 dias para cumprir compromissos com os fornecedores. Portugal está cada vez mais longe da média europeia, situada nos 42,8%. Em 2019, apenas 14,5% das empresas portuguesas cumpriram o pagamento aos seus fornecedores dentro dos prazos acordados. Segundo o barómetro de pagamentos da Informa D&B, este indicador foi transversal a todas as regiões do país e sectores de actividade. Este número coloca o país cada vez mais longe da média europeia, situada nos 42,8%. Nos principais mercados, verifica-se que este indicador se situa em terreno mais positivo, como são os casos de Alemanha (61,7%), Estados Unidos (57,1%), Espanha (47,5%), França (43,3%) e Reino Unido (34,7%).

Vistos gold acabam em Lisboa e no Porto

Instrumento deixa de estar disponível para os investimentos nos grandes centros urbanos. O governo quer restringir os vistos gold às Comunidades Intermunicipais do Interior e às regiões autónomas. Na prática, isso significa que este instrumento deixa de estar disponível para os investimentos nos grandes centros urbanos, em particular em Lisboa e Porto, onde o preço das casas tem aumentado de forma muito significativa.

Portugal fecha 2019 com défice de 599 milhões de euros em contabilidade pública

O saldo orçamental melhorou 1.131 milhões de euros no conjunto de 2019, fixando-se num défice de 599 milhões de euros no conjunto de 2019. Esta evolução resultou sobretudo de um crescimento da receita de 4,3% e da despesa de 2,3%. Segundo os dados divulgados pelas Finanças, a receita fiscal cresceu 3,8%, com destaque para o aumento do IVA em 7%. “Esta evolução positiva ocorre apesar da redução das taxas de vários impostos, tais como o IRS (aumento do número de escalões e do mínimo de subsistência), o IVA (diminuição da taxa de vários bens e serviços) e o ISP (redução da taxa aplicada à gasolina em 3 cêntimos). A forte dinâmica da receita é justificada pelo bom desempenho da economia. O comportamento muito favorável do mercado de trabalho teve reflexo no crescimento de 8,6% da receita das contribuições para a Segurança Social.

Ouro atinge máximos desde 2013 devido à propagação do coronavírus

A cotação da onça de ouro registou novos máximos ao atingir 1.585,73 dólares. O ouro, considerado um valor de refúgio para os investidores, está a ser condicionado pela incerteza gerada pela propagação do coronavírus e as consequências que esta pode ter a nível sanitário e económico. Esta incerteza está a provocar fortes perdas nos mercados mundiais. O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar para tentar limitar a movimentação da população.

Peso dos impostos na economia mantém-se acima de 25% em 2020

A carga fiscal no sentido estrito do termo, isto é, o peso dos impostos directos e indirectos no produto interno bruto (PIB), vai manter-se nos 25,1% do PIB, prevê o Conselho das Finanças Públicas (CFP), na análise que fez à proposta de Orçamento do Estado de 2020 (OE 2020).  Embora na proposta de OE 2020 Centeno assuma uma carga de impostos (só receita fiscal) estabilizada nos 25,1% do PIB em 2019 e 2020, o ministro também já disse em público a propósito do novo OE que “não subimos impostos”. “A percentagem do produto nominal arrecadada pelas administrações públicas sob a forma de contribuições sociais efectivas e impostos sobre os agentes económicos deverá atingir 35,1% do PIB no próximo ano.”

Receita fiscal sobe para 47.408 milhões de euros

Em ano de excedente orçamental, o Governo espera receber mais 1.276 milhões de euros do que em 2019. As receitas do IVA continuam a representar a principal fatia dos 26.878 milhões de euros estimados para os impostos indirectos. O Governo prevê arrecadar para os cofres públicos 47.408 milhões de euros este ano em impostos, mais 1.276 milhões do que os 46.132,4 milhões previstos para 2019. Segundo o Orçamento do Estado, a receita fiscal, impulsionada pelas receitas dos impostos indirectos, será 2,8% superior à do ano passado. O IRC terá uma contribuição para a receita de 6.451 milhões de euros, um aumento de 1,8% face ao ano passado.

Portugal está há oito anos sem melhorar na percepção de corrupção

Ranking da Transparência Internacional volta a colocar país atrás da média da Europa Ocidental e com ligeiro agravamento na pontuação. Portugal torna a ficar no fim do pelotão das economias mais avançadas e transparentes. Mais uma vez, falha também em alcançar ou superar a média europeia no que toca à opinião dos observadores internacionais sobre os anticorpos que o país tem para resistir à corrupção. Com uma pequena variação, aliás, viu piorar em 2019 a pontuação no ranking da Transparência Internacional, mantendo o país na 30ª posição da classificação.

Brexit duplica pedidos de residência de britânicos

Reino Unido está no top 3 das nacionalidades estrangeiras em Portugal, com 34 mil residentes. Uns fogem da incerteza política e outros, que já cá estavam, passaram a declarar morada. Nunca houve tantos pedidos de autorização de residência em Portugal provenientes de cidadãos britânicos como em 2019. No ano passado, 8349 cidadãos naturais do Reino Unido (RU) declararam morada em território português, o que coloca a nacionalidade britânica como a segunda que mais cresceu, logo a seguir ao Brasil, líder destacado com quase 50 mil novos residentes. O Algarve é o principal destino, seguido do eixo Lisboa/Cascais e, depois, da Região Centro.

Redução de portagens vai incluir interior e auto-estradas A28 e A22

O modelo de desconto das portagens, além dos territórios do interior, vai ser aplicado nas auto-estradas A22 – Via do Infante, no Algarve, e A28, que liga Porto a Caminha, anunciou, esta sexta-feira, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. Não está em causa abolir as portagens, está em causa reduzir as portagens. O grupo de trabalho responsável pela medida está a dar a “máxima das prioridades a este assunto” e a trabalhar num modelo de desconto de portagens “baseado em descontos de quantidade e descontos nos dias de descanso”, corrigindo a informação inicial de que abrangia apenas fins de semana.

Investimento empresarial deverá abrandar crescimento em 2020

O investimento empresarial deverá aumentar nominalmente 3,6% em 2020, abrandando o ritmo depois de ter registado um crescimento de 3,8% em 2019. De acordo com os resultados apurados no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Outubro de 2019 (com período de inquirição entre 1 de Outubro de 2019 e 17 de Janeiro de 2020), o investimento empresarial em termos nominais deverá apresentar um crescimento de 3,6% em 2020. Os resultados deste inquérito apontam ainda para um aumento de 3,8% do investimento em 2019, taxa próxima da obtida no inquérito anterior (de 3,7%).