Taxa de desemprego sobe para 6,7%

A taxa de desemprego volta a subir em Novembro para os 6,7%, duas décimas à frente da registada no mês anterior, antecipa o Instituto Nacional de Estatística (INE) em estimativas rápidas. É também confirmada uma taxa de 6,5% no mês de Outubro, em linha com a última previsão. Segundo os dados publicados, a população desempregada terá crescido em Novembro em 2,7%, com mais nove mil desempregados que em Outubro, para um total de 347,4 mil pessoas sem emprego. Para 2020, o governo antecipa um crescimento de 0,6% do emprego e a redução da taxa de desemprego para 6,1%, de acordo com as projecções da proposta de Orçamento do Estado deste ano.

Criação de empresas bate recorde em 2019

Transportes e construção foram os sectores que mais cresceram. Imobiliário e turismo estão em queda. O ano 2019 bateu o recorde de criação de novas empresas em Portugal, com um aumento de 6,4%, para 48.854 unidades, face a 2018, a terceira subida anual consecutiva. Um “forte aumento do número de novas empresas” de muito reduzida dimensão, a “pulverização do tecido empresarial” e a “alteração dos sectores onde nascem mais empresas” são as três principais conclusões apontadas no barómetro, que analisou a demografia empresarial em 2019. Crescimento de novas empresas no último ano fica a dever-se ao número cada vez maior de sociedades unipessoais”, que representam “mais de metade” das empresas criadas (54%) face ao “pouco mais de um terço” (39%) registado há 10 anos.

Despedimentos da Ryanair na base de Faro abrangem 75 tripulantes

Base de Faro manter-se-á em funcionamento com 55 tripulantes de cabine, todos dos quadros da Ryanair. O processo de despedimento na base de Faro da companhia aérean Ryanair abrange 75 tripulantes. A empresa de trabalho temporário Crewlink, que recruta tripulantes de cabine para a companhia aérea Ryanair, deixará de trabalhar a partir da base de Faro, causando o despedimento de tripulantes que trabalham há mais de dez anos para a empresa. Todos aqueles que não aceitaram as novas condições, foram penalizados durante quatro meses com um corte de 80% no seu ordenado, segundo a lei dos contratos intermitentes.

Empresas pediram apoio para tornar 43 mil contratos permanentes

Quase metade das candidaturas é de contratos inferiores a um ano. As candidaturas foram apresentadas por 8 350 empresas e destes pedidos, 44% são contratos com duração inferior a um ano. O programa Converte+ consiste num apoio financeiro com valor equivalente a quatro vezes a remuneração base mensal prevista no contrato de trabalho sem termo até um limite de sete vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, até 3 050,32 euros.

Quinta geração móvel chega este ano a Portugal

Chegada da nova tecnologia abre um mundo de possibilidades em diversos sectores da economia e na nossa vida pessoal. Cirurgias feitas à distância por controlo remoto. Casas inteligentes com máquinas que comunicam entre si. Carros com condução autónoma e que trocam informações com outros veículos.

UTAO – OE pode ter sido subavaliado um excedente em 255 milhões de euros

O Ministério das Finanças pode estar a omitir várias receitas orçamentais – cujo valor total é de 255 milhões – que têm impacto positivo no saldo orçamental. Caso tivessem sido incluídas no saldo, este seria elevado para 0,3%. Esta é uma das principais conclusões levadas a cabo pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). O saldo orçamental previsto para 2020, 533 milhões de euros, poderá estar subavaliado no montante de 255 milhões de euros, cerca de metade da meta nominal da Proposta de Orçamento do Estado (POE/2020), à conta da omissão de algumas receitas decorrentes da implementação de medidas previstas pelo Ministério das Finanças do relatório que acompanha a POE”, revelam os peritos da UTAO.

Portugueses gastam 35,5 milhões por dia a comer fora de casa

Portugal supera a média da UE, de 7%, no peso que esta despesa tem no orçamento mensal. Os portugueses gastaram, em média, 35,5 milhões de euros por dia a comer fora de casa, segundo dados revelados este mês pelo Eurostat e que são relativos a 2018. O gabinete de estatísticas da UE contabiliza que, nesse ano, as famílias gastaram 12.956 milhões de euros para fazer refeições em restaurantes, cafés, cantinas e similares. O gasto coloca Portugal na nona posição a nível europeu. Ao longo de 2018, os europeus gastaram cerca de 600 mil milhões de euros neste tipo de serviços, o equivalente a 1644 milhões de euros por dia. Em termos percentuais, é na Irlanda que os gastos a comer fora mais pesam nas despesas das famílias (14,4%).

Imobiliário em 2019. Investimento estrangeiro garantiu 80 % do total

O capital estrangeiro continua a dominar o mercado imobiliário português. Em 2019, as transacções internacionais representaram 78% do investimento total no nosso país. A maior fatia pertenceu a investidores internacionais, com primazia para as casas de investimento alemãs, que alocaram €680 milhões. Seguiram-se os investidores americanos, com €300 milhões, e os espanhóis, com investimentos na ordem dos €294 milhões. Apesar dos números de investimento internacional, o capital português em 2019 atingiu os €602 milhões, mais do dobro dos valores alcançados no ano anterior. O sector de escritórios liderou a procura, atraindo 36% do total investido, cerca de €990 milhões.

Taxa da inflação de 2019 ficou nos 0,3%

Valores vão ao encontro do previsto no Orçamento do Estado para 2020. Preços vão subir 1% em 2020, segundo as estimativas. A taxa de inflação média estimada para 2019 deverá ficar fixada nos 0,3%, de acordo com a estimativa rápida da inflação de Dezembro. Estes valores estimados representam uma diminuição do aumento dos preços em comparação com a taxa de 1% registada em 2018 e de 1,4% em 2017. De acordo com, o Orçamento do Estado para 2020 apresentado pelo Governo, a taxa de inflação para 2019 deverá fixar-se nos 0,3%, enquanto as estimativas para 2020 apontam para valores de 1%.

Fisco investigou 264 residentes não habituais e detectou irregularidades

A Autoridade Tributária detectou erros e exigiu correcção do imposto a pagar, mas ainda não disse quanto. Inspecções verificaram-se desde 2016 e ocorreram depois de a IGF ter criticado a falta de mecanismos para o fazer. A Autoridade Tributária fez 264 inspecções a beneficiários do regime dos Residentes Não Habituais (RNH), que resultaram em correcções e, consequentemente, em mais imposto a pagar.