Metade das câmaras vão dar taxa mínima de IMI

É cada vez maior o número de autarquias que optam por aplicar a taxa mais baixa de IMI, de 0,3%. Para o próximo ano 15% vão baixar o imposto e só 4% deverão ter a taxa máxima. No próximo ano, pelo menos 51% das autarquias vão aplicar aos proprietários seus munícipes a taxa mínima de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), correspondente a 0,3%.

Aumento médio dos salários cifra-se em 3,7%

O aumento médio é de 3,7%, sendo que não é igual para todos. As categorias que têm remunerações mais baixas têm aumentos acima dos 5%. Além do aumento das retribuições mínimas, os trabalhadores vão beneficiar de uma actualização do subsídio de refeição de 4,50 euros para 4,80 euros, o que representa um aumento de 6,7%. As actualizações salariais referidas, e que abrangem os trabalhadores no território continental, têm retroactivos ao dia 01 de Julho de 2019.

Governo vai iniciar novo procedimento para actualização salarial através de portarias

O Governo assumiu o objectivo de realizar todos os anos a actualização salarial dos trabalhadores que não têm hipótese de serem cobertos pela negociação colectiva, processo que deve ser concluído no final do primeiro semestre de cada ano. Com este Governo, o nosso trabalho e o nosso esforço será para que todos os anos, sempre que as condições do mercado o permitirem, passar este processo mais para o primeiro semestre, para que passam mais cedo no ano também estes trabalhadores sentirem os benefícios da regulamentação colectiva de trabalho e, em particular, dos aumentos salarias que justificarem.

O número de estrangeiros que querem morar em Portugal subiu 26% em Novembro

Durante o mês de Novembro, mais de 260 mil estrangeiros manifestaram interesse em adquirir casa em Portugal, o que significa um aumento de 26% face ao mesmo mês do ano anterior. A maioria das visitas são provenientes do Brasil: 59 686 visitantes, que representam 23% do total de estrangeiros interessados em pesquisar e comprar habitação em território nacional. A maior fatia dos utilizadores (29%) tem entre os 25 e os 34 anos, confirmando, desta forma, o perfil dos jovens brasileiros que têm emigrado para Portugal em busca de maior segurança e qualidade de vida. A França (com 14% das visitas) e a Suíça (com 10%) são os outros países com mais interessados em habitação em Portugal.

Nasceram em Portugal quase 200 empresas por dia nos últimos 12 meses

No último ano, nasceram em Portugal 49 395 empresas. Estes números indicam que, entre 30 de Novembro de 2018 e 30 de Novembro de 2019, foram criadas em território nacional quase 200 empresas por cada dia útil, o que representa um aumento de 9,6% face aos 12 meses anteriores. O sector de serviços empresariais foi o que registou um maior número de constituição de novas empresas: 7710 novas entidades, o que significa um crescimento de 6,2% face ao período homólogo. O sector dos transportes foi o que mais cresceu em termos percentuais. Neste período, o sector registou 4257 novas entidades, que correspondem a um crescimento de 109,7%. O grande responsável por este crescimento é o subsector do “transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros”.

Empresas encerradas diminuem

Encerraram 16 792 empresas, o que representa uma descida de 10,7% face ao período anterior, (Novembro), altura em que encerraram 18 804 empresas. O sector do retalho, um dos sectores com maior número de empresas, foi o que registou maior número de empresas a encerrar, com 2 809 casos. Ainda assim, este valor corresponde a uma diminuição de 10,8% nos encerramentos deste sector face aos 12 meses anteriores. As indústrias registaram o maior recuo nos encerramentos, passando de 1942 para 1492 casos nos últimos 12 meses. Os novos processos de insolvência desceram 6,6% entre Novembro de 2018 e Novembro de 2019.

Comércio mundial cresce 1,5% em 2019, o nível mais baixo em dez anos

O comércio mundial de bens e serviços cresceu 1,5% em 2019, o que representa o crescimento mais lento dos últimos dez anos. O valor do crescimento representa “perdas superiores a 378 mil milhões de euros para as empresas exportadoras. Os chineses perderam 60 mil milhões de euros, a Alemanha perdeu 56 mil milhões de euros e Hong Kong 45 mil milhões de euros. Os sectores mais prejudicados com o fraco crescimento do comércio mundial de bens e serviços foram a Electrónica, Metais e Energia.

Portugal poderá perder quase 6% de visitantes britânicos em 2021

Portugal poderá perder quase 6% de visitantes britânicos em 2021 caso venha a existir um Brexit duro, de acordo com um estudo da Comissão Europeia de Viagens (ETC em inglês). Assim, de acordo com a entidade, caso a saída do Reino Unido seja concretizada através do pior cenário, Portugal deverá perder 5,8% de turistas daquele país, face a previsões base, que não incluem este efeito, sendo que no total de viajantes internacionais a chegar a território nacional poderá reduzir-se em 0,6%. Em números concretos, um Brexit duro poderá reduzir o número de visitantes do Reino Unido de 2,4 milhões para 2,3 milhões, segundo o relatório da ETC (European Travel Commission).

Bancos tradicionais hesitam perante a nova directiva de serviços de pagamentos

A nova directiva de serviços de pagamentos (PSD2) entrou em vigor na União Europeia em Setembro e é encarada pela grande maioria das instituições financeiras europeias (81%) como uma oportunidade. Porém, muitos bancos ainda não definiram de forma clara como se irão posicionar estrategicamente para tirar partido das novas oportunidades. Apenas cerca de um terço (35%) dos bancos já se posicionaram para assumirem o papel de prestadores de serviços de agregação de contas ou iniciadores de pagamentos. A PSD2 marca a entrada num cenário de open banking, no qual os prestadores de serviços financeiros concedem acesso a dados a outras empresas e cooperam juntos.

Segurança Social pagou indevidamente mais de 700 milhões

A esmagadora maioria é considerada dívida de difícil cobrança. Estado praticamente já deu valor como perdido. No final de 2018, a Segurança Social tinha pagado indevidamente mais de 700 milhões de euros a milhares de beneficiários que não devolveram o dinheiro, revelou o Tribunal de Contas (TdC) no parecer sobre a Conta Geral do Estado. A verba resulta do pagamento de prestações já depois da morte do beneficiário, do fim da situação de desemprego ou de doença. As prestações sociais a repor correspondem a dívidas provenientes de pagamentos indevidos e em 2018 totalizam 715 milhões de euros em valor bruto e 147 milhões em valor líquido (mais 1,6%, 11 milhões do que em 2017).