Neutralidade carbónica até 2050

Os 20 países mais ricos do mundo (G20) juntos são responsáveis por três quartos de todas as emissões produzidas (78%). Sete destas nações não têm sequer políticas para atingir as metas ecológicas actuais, nem outros planos estratégicos de combate às alterações climáticas. E 15 países não se comprometem com uma calendarização para a neutralidade carbónica, quando são estes que devem apresentar maior redução nas emissões. Como os países em desenvolvimento ainda têm o direito de aumentar as suas emissões no âmbito do Acordo de Paris, os países desenvolvidos terão de reduzir as suas emissões mais rapidamente. No entanto, é recomendável que os países em desenvolvimento também procurem fortalecer os seus compromissos.

Novo recorde na concentração de gases de efeito estufa

A concentração média de dióxido de carbono atingiu 407,8 partes por milhão em 2018, mais 0,56% do que em 2017 e mais 146% em relação à época pré-industrial (1750). A agência das Nações Unidas avançou ainda que o metano – outro dos gases que provocam efeito estufa – atingiu uma concentração na atmosfera de 1,86 partes por milhão, também um máximo histórico que chega a 259% dos níveis da era pré-industrial. As gerações futuras terão de enfrentar consequências cada vez mais graves das alterações climáticas.

Comité Económico e Social Europeu pede fim dos ‘vistos gold’

Portugal é um dos países da UE que já concedeu mais ‘vistos gold’ – um total de 17.500 títulos de residência a investidores estrangeiros desde a implementação destes programas em 2013. Comité Económico e Social Europeu pediu a “supressão de todos” os regimes de concessão de cidadania ou de residência a investidores na União Europeia (UE), nomeadamente em Portugal, um dos Estados-membros que já concedeu mais “vistos gold”. Na lista de Estados-membros que mais títulos de residência concederam a investidores estrangeiros estão, também, Espanha (24.800), Hungria (19.800) e Letónia (17.300).

Empresas privadas aumentaram endividamento em 1,7 mil milhões

O aumento do endividamento do sector privado resultou, sobretudo, do incremento do endividamento das empresas privadas face ao exterior, na ordem dos 1,5 mil milhões de euros, avança o Banco de Portugal. O endividamento das empresas portuguesas fixou-se nos 725,8 mil milhões de euros em Setembro, o que corresponde a um agravamento de 1,9 mil milhões de euros face ao mês de Agosto. Dos 725,8 mil milhões de euros de dívida registada, 319,9 mil milhões de euros correspondem no sector público e 405,9 mil milhões de euros ao sector privado. Este aumento de endividamento de quase 2 mil milhões de euros verificou-se devido ao acréscimo de 1,7 mil milhões de euros no sector privado e de 0,2 mil milhões de euros no sector público.

Plano orçamental de Centeno de novo em risco de incumprimento

Portugal e outros sete países da zona euro estão em risco de incumprimento em termos orçamentais, considera a Comissão Europeia, no chamado “pacote orçamental do Outono”, no qual Bruxelas dá a sua opinião sobre os projectos de planos orçamentais dos países da zona euro. De acordo com a CE, “no caso da Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia, os projectos de planos orçamentais apresentam um risco de incumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento em 2020”.

3500 empresas querem segurar 14 mil pessoas

IEFP avalia candidaturas a incentivos para quem transforma contratos a termo em definitivos. Em dois meses, 3500 empresas entregaram candidaturas a apoios do Estado para converter contratos a prazo em vínculos efectivos. Ao todo, os pedidos de ajuda financeira para a efectivação abrangem 14 300 trabalhadores. O programa Converte +, gerido pelo IEFP e aberto a 20 de Setembro, tem por objectivo reduzir a elevada percentagem de contratação a termo no País.

Menos 10,2% de inscritos nos Centros de Emprego em Outubro face ao ano passado

Durante o mês de Outubro de 2019, inscreveram-se nos Centros de Emprego 52.583 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -0,2% e uma variação mensal de 3,1%. Durante este mês, foram efectuadas 7.521 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 15,3% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -2,4%. No final do mês de Outubro de 2019, estavam inscritos nos Centros de Emprego 300.019 pessoas, o que corresponde a uma variação homóloga de -10,2% e a uma variação mensal de -0,4%, os dados são do IEFP- Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Quatro novos restaurantes portugueses ganham estrela Michelin

Os lisboetas Epur e Fifty Seconds, o algarvio Vistas, e o Mesa de Lemos, que leva a primeira distinção para Viseu, são os quatro restaurantes portugueses que passam a figurar no Guia Michelin 2020. Quatro novos restaurantes estreiam-se no Guia Michelin Espanha e Portugal 2020, cada um com a sua primeira estrela. O Epur, de Vicent Farges; e o Fifty Seconds, de Martín Berasategui, ambos em Lisboa, fixaram-se este ano no primeiro patamar das distinções do famoso Guia Vermelho. A estas juntam-se o Mesa de Lemos, do chef Diogo Rocha, em Passos de Silgueiros, que traz, desta forma, a primeira estrela Michelin para Viseu; e ainda o algarvio Vistas, em Vila Nova de Cacela, Faro, a cargo do chef Rui Silvestre.

Bruxelas pagou a Portugal quase 10 mil milhões de euros até Setembro

A Comissão Europeia (CE) transferiu para Portugal, até Setembro, 9704 milhões de euros, na sequência das operações financiados por fundos europeus afectos ao programa Portugal 2020, o terceiro montante mais elevado entre os Estados-membros. Assim, a CE já transferiu para Portugal mais de um terço do valor programado no programa Portugal 2020 (PT 2020), ou seja, 37,3%. Portugal mantém-se com a taxa mais elevada de pagamentos entre os países com envelopes financeiros acima de sete mil milhões de euros, com mais de sete pontos percentuais acima da média europeia (29,6%). No entanto, no conjunto dos Estados-membros, Portugal sobe do quarto para o terceiro lugar entre os que mais dinheiro receberam de Bruxelas, ficando apenas abaixo da Polónia (27.007 milhões de euros) e de França (9.978 milhões de euros), países com envelopes financeiros superiores.

OCDE corta crescimento da economia mundial para 2,9%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento projecta um crescimento do PIB mundial de 2,9% no próximo ano e da zona euro de 1,2%. Instituição alerta para a necessidade de acções políticas “imediatas” para diminuir a incerteza internacional e aumentar a resiliência contra os riscos. Para este ano, a OCDE prevê um crescimento de 1,9%, enquanto em 2021 vê a economia a ter uma expansão de 3%. Já para a zona euro, a OCDE projecta um crescimento de 1,2% nos três anos em análise. A instituição insta os governos a agirem, considerando que “a perspectiva económica moderada e os crescentes riscos negativos exigem acções políticas imediatas para reduzir a incerteza”, de modo garantir apoio suficiente à procura, aumentar a resiliência contra riscos e fortalecer as perspectivas de padrões de vida a médio prazo