Salário médio sobe para 1220 euros brutos. Saiba quanto paga cada sector

Profissionais ligados ao sector energético recebem em média 2652 euros brutos mensais. Os seguros e a Banca são dos sectores que melhor pagam aos seus trabalhadores. Os salários brutos dos trabalhadores portugueses, entre os que estão ao serviço do Estado e os do sector privado, subiram em média 35 euros até Setembro, face ao igual período do ano passado. Um crescimento de 3%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos práticos os trabalhadores portugueses passaram a levar para casa em média, 1220 euros, contra os 1185 euros que recebiam em 2018.

Zona Euro “perto da estagnação” em Outubro

O indicador da IHS Markit para o andamento da economia da Zona Euro antecipa que haja uma contracção no quarto trimestre. O PMI compósito – que mede a actividade da indústria e dos serviços – fixou-se em 50,6 pontos em Outubro, ligeiramente acima dos 50,1 pontos fixados em Setembro. Apesar da melhoria, este número continua a ser um dos mais baixos em mais de seis anos e a economia da Zona Euro mantém-se “perto da estagnação” há dois meses. A linha dos 50 pontos diferencia o crescimento (acima de 50) da contracção (abaixo de 50) da economia. Neste momento, o crescimento dos serviços ainda é demasiado fraco para conseguir compensar a forte desaceleração na indústria e a queda geral da actividade económica na Alemanha.

Dívida pública aumentou para 252,3 mil milhões

Governo pretende atingir uma meta de 118,6% este ano. A dívida pública portuguesa subiu para os 252,3 milhões de euros no mês de Setembro face ao mês de Agosto. Regulador informa que “para este aumento contribuiu essencialmente o aumento das responsabilidades em depósitos, parcialmente compensado pela diminuição dos títulos de dívida e dos empréstimos”. Já no que diz respeito aos activos em depósitos das administrações públicas, estes registaram um aumento de mil milhões de euros, factor pelo qual a dívida pública líquida de depósitos registou em Setembro uma diminuição de 0,7 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando os 232,4 mil milhões de euros.S

Salários começam a cair no centro e no Algarve

Recuperação do salário médio líquido nacional fraqueja e sobe apenas 2%, ritmo mais baixo em 2 anos e meio. Emprego perde gás desde o início de 2018. O Algarve, onde trabalham 220 mil pessoas, também já começou a ressentir-se da compressão salarial. O mercado de trabalho português está a enviar sinais contraditórios. A taxa de desemprego total caiu para 6,1% da população activa no terceiro trimestre deste ano, o valor mais baixo em 16 anos e a taxa de desemprego jovem também aliviou ligeiramente para 17,9%. Mas a que preço isto acontece? Há já regiões do país, como o centro e o Algarve, que sofrem reduções ao nível dos respectivos salários médios nestes três meses, que costumam ser marcados pelo ressurgimento dos empregos de Verão e ligados a um maior fluxo do turismo (Julho a Setembro).

Salários evoluem acima da média nacional em Porto e Lisboa

Os dados desagregados indicam que a região norte (com 1,7 milhões de trabalhadores) teve o maior reforço do salário médio (mais 3,3%, para 854 euros líquidos neste terceiro trimestre), logo seguida da Grande Lisboa, onde o ordenado médio obteve um ganho de 3,1% (até 1064 euros mensais). A área metropolitana da capital tem, actualmente, 1,3 milhões de trabalhadores. A subida homóloga do emprego foi essencialmente explicada pelo aumento de 3,1% no número de contratos sem termo, que agora abrangem quase 3,3 milhões de pessoas. O INE alerta que mais de metade dos desempregados (52,4%) estão há procura de trabalho há um ano ou mais. Há agora 169,3 mil desempregados “de longa duração”.

Taxa de desemprego cai para 6,1% no terceiro trimestre do ano

A taxa de desemprego no terceiro trimestre do ano recuou para 6,1%, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior e menos 0,6 pontos percentuais em termos homólogos, divulgou hoje o INE. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se do valor mais baixo da série iniciada em 2011.

Reciclagem em Portugal diminuiu 16,3%

Portugal reciclou 34,9% das embalagens de plástico que consumiu em 2017, menos do que no ano anterior. A queda é a terceira maior da União Europeia, que também viu a reciclagem de plástico diminuir. A reciclagem de embalagens de plástico diminuiu 16,3% em 2017, o que coloca Portugal entre os países da União Europeia (UE) que mais viram a taxa cair face ao ano anterior.

Segurança Social e Fisco levam 37% da riqueza em Portugal

Peso dos impostos e contribuições no Produto Interno Bruto português agravou-se em 0,7 pontos num ano. Tributação em Portugal está abaixo da média da Zona Euro, mas em 2018 a subida registada foi das mais expressivas. Os portugueses pagaram mais impostos e mais contribuições em 2018, face ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Eurostat, o instituto de estatísticas Europeu. Em causa está um agravamento de 0,7 pontos percentuais na carga fiscal, já que em 2017 o peso dos descontos para o Fisco e para a Segurança Social atingiu 36,5% da riqueza produzida no País, enquanto no ano passado subiu para os 37,2%.

Ryanair mantém lucros de 1150 milhões de euros no primeiro semestre

A companhia aérea irlandesa de voos “low cost” Ryanair informou que obteve lucros líquidos de 1.150 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (Abril a Setembro), o mesmo valor do mesmo período de 2018. A companhia atribuiu estes resultados a uma queda de 5% do preço da tarifa aérea média, provocada, em parte, pela queda da procura no mercado britânico e ao excesso de oferta na Alemanha e na Áustria. Mesmo assim, a Ryanair indicou que os gastos em combustível aumentaram 22% nos seis meses até Setembro último, para 1.590 milhões de euros, enquanto os gastos com pessoal, que inclui as subidas salariais dos pilotos, subiram 2% por trabalhador. Neste contexto, a Ryanair facturou 5.390 milhões de euros no primeiro semestre, mais 11%, e transportou um total de 86 milhões de passageiros, mais 11% que no período anterior.

Insolvências

Apesar do número total de falências estar a cair desde a crise financeira, há sinais de alerta em várias indústrias. As insolvências nos têxteis e na metalurgia somam, nos primeiros nove meses do ano, mais do que no total de 2018. O arrefecimento da economia europeia, a preferência da Inditex por fornecedores marroquinos ou turcos e a concorrência da China, mereceu um alerta do Fórum para a Competitividade que, nas suas perspectivas para o terceiro trimestre de 2019, destacou os “riscos elevados” nos sectores têxtil e calçado. Não só as insolvências estão a crescer, como as exportações estão a cair, respectivamente, 1,1% e 7,5%.