Sectores-chave como turismo e construção têm falta de 140 mil trabalhadores

As empresas portuguesas querem crescer mas continuam a debater-se com a falta de mão de obra em sectores-chave da economia. Só na construção e imobiliário estão em falta 70 mil operários, número que sobe para os 140 mil se lhe juntarmos as actividades de alojamento e restauração, a metalurgia e metalomecânica e a indústria têxtil e do vestuário. Apenas o calçado assume não ter grandes necessidades imediatas, a não ser “pontuais” e em “zonas de forte concentração” do sector.

Governo admite limitar vistos gold

O Governo admite rever novamente o regime de vistos gold, que tem contribuído para o aumento excessivo dos preços do imobiliário nos principais centros urbanos. As alterações serão no sentido de limitar os investimentos em imobiliário para o acesso a estes vistos. O investimento total captado através da concessão de vistos gold ultrapassava os 4,8 mil milhões de euros. Deste montante, 4,3 mil milhões foram aplicados em aquisição de imóveis, a maioria dos quais na Grande Lisboa, Porto e Algarve.

ANA terá de gastar 48 M€ em novas medidas no aeroporto do Montijo

A Agência Portuguesa do Ambiente deu luz verde à construção do novo aeroporto do Montijo, mas com condições. Diz que são precisas medidas para minimizar os impactos. Medidas que vão custar 48 milhões de euros à ANA Aeroportos. São condições fundamentais para garantir que o novo aeroporto não afecta a população do Montijo e arredores, e para garantir que é reduzido o impacto na avifauna.

Zona euro continua a abrandar e inflação cai para 0,7%

O crescimento do economia da moeda única europeia desacelerou para 1,1% no terceiro trimestre, segundo a primeira estimativa do Eurostat. A variação de preços no consumidor na zona euro caiu em Outubro para 0,7%, devido à forte pressão da queda dos preços da energia. Portugal saiu da deflação. A inflação subjacente na zona euro (excluindo as componentes mais voláteis do índice de preços ligadas à energia, alimentação, álcool e tabaco) subiu ligeiramente de 1% em Setembro para 1,1% em Outubro. A pressão deflacionista veio em Outubro da queda de 3,2% nos preços da energia.

Fisco apanhou quase um milhão de contas ‘secretas’ no estrangeiro.

Poupanças que no final de 2016 estavam no estrangeiro estão a ser analisadas pela Autoridade Tributária. 71% dos contribuintes corrigiram declarações. Há três anos que o Fisco recebe informações sobre praticamente um milhão de contas que os portugueses têm fora do país. Os ficheiros são volumosos, nem sempre compatíveis com o que consta das bases de dados internas, mas o processo começa lentamente a dar frutos: entre os contribuintes contactados por não terem todo o património no estrangeiro declarado cá, 71% acabou por regularizar a situação de forma voluntária.

Agência do Ambiente aprova aeroporto no Montijo, mas impõe condições

A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) é favorável condicionada, viabilizando assim o projecto na vertente ambiental. A DIA inclui um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros. Entre as principais preocupações ambientais estão a avifauna, ruído e mobilidade. Para compensar esta afectação significativa, são impostas medidas como áreas de compensação física com a extensão de 1,600 hectares e a constituição de um mecanismo financeiro para a gestão da área afectada, a gerir pelo ICNF e pago pelo proponente (ANA – Aeroportos de Portugal), com um montante inicial de cerca de 7,2 milhões de euros e uma contribuição anual na casa dos 200 mil euros”, refere o documento.

Segurança Social e Fisco levam 37% da riqueza em Portugal

Peso dos impostos e contribuições no Produto Interno Bruto português agravou-se em 0,7 pontos num ano. Tributação em Portugal está abaixo da média da Zona Euro, mas em 2018 a subida registada foi das mais expressivas. Os portugueses pagaram mais impostos e mais contribuições em 2018, face ao ano anterior. Em causa está um agravamento de 0,7 pontos percentuais na carga fiscal, já que em 2017 o peso dos descontos para o Fisco e para a Segurança Social atingiu 36,5% da riqueza produzida no País, enquanto no ano passado subiu para os 37,2%.

Carga fiscal em Portugal com quarta maior subida da Zona Euro

Nos países que partilham a moeda única, a carga fiscal subiu duas décimas para 41,7%. Em Portugal agravou-se em sete décimas para um nível recorde. O peso dos impostos e contribuições sociais no produto interno bruto (PIB) de Portugal agravou-se em 0,7 pontos percentuais no ano passado. A carga fiscal passou de 36,5% em 2017 para 37,2% no ano passado. Trata-se da primeira subida em três anos, depois das descidas em 2016 e 2017 face ao anterior recorde de 37% de 2015, que foi agora superado. Apesar de continuar abaixo da média da Zona Euro, Portugal foi um dos países da Zona Euro onde a carga fiscal registou um agravamento mais pronunciado.

Municípios com um superavit de 466 milhões de euros em 2018

Os municípios são “o único subsector da administração pública” que gera excedente, lucro de exercício. Apenas cinco países da União Europeia apresentam valores [da dimensão demográfica por município] superiores a Portugal: Dinamarca, Holanda, Irlanda, reino Unido e Suécia”, sublinha o presidente da ANMP. O peso da despesa municipal no âmbito do total da despesa da administração pública na Europa é, em média, de 23,8%, mas em Portugal é de 12,6% (só inferior na Grécia e na Irlanda). Não menos significativo é o facto de o investimento municipal na Europa representar, em média, 36% do investimento público, considerado globalmente, mas em Portugal sobe para 52%.

Receitas fiscais sobem em 2018 na UE e zona euro, Portugal abaixo da média

As receitas fiscais aumentaram, em 2018, para os 41,7% do PIB na zona euro e os 40,3% na União Europeia (UE). A soma dos impostos e contribuições sociais em percentagem do produto interno bruto (PIB) aumentou dos 41,5% em 2017 para os 41,7% em 2018 na zona euro. Na UE, as receitas fiscais subiram, no ano passado, para os 40,3% face aos 40,2% do PIB em 2017. A França (48,4%), Bélgica (47,2%), Dinamarca (45,9%), Suécia (44,4%), Áustria (42,8%), Finlândia (47,2%) e Itália (42,0%) são os países que, no ano passado, apresentaram o maior peso de receitas fiscais em função do PIB. No extremo oposto da escala estão a Irlanda (23,0%), a Roménia (27,1%), a Bulgária (29,9%), a Lituânia (30,5%) e a Letónia (31,4%), com os menores rácios. Em Portugal, as receitas fiscais chegaram aos 37,2% do PIB em 2018 face aos 36,5% registados no ano anterior.