Em 31 anos, a subida do nível dos oceanos porá em risco 300 milhões de pessoas

Um estudo prevê que mesmo com cortes drásticos das emissões poluentes a subida do nível das águas a partir de 2050 põe em risco 300 milhões de pessoas A Ásia será a zona mais afectada; em Portugal, estuário do Tejo e do Sado, Ria Formosa, Aveiro e Figueira da Foz são as zonas mais “vermelhas”. Aquecimento da temperatura no Mediterrâneo é 20% mais rápido que média do planeta. As comunidades humanas concentram-se de forma desproporcionada nas zonas muito baixas da costa. Até agora, acreditava-se que só 65 milhões viviam nessas zonas; com base em dados mais precisos, o estudo aponta para 250 milhões, ou seja, quase o quádruplo. A Ásia é indicada como o continente mais afectado, com primazia para seis países: China, Bangladesh, Índia, Vietname, Indonésia e Tailândia.

Impostos sobre o sector automóvel custam mais 229 milhões aos condutores

Até Setembro, as receitas globais dos impostos associados ao sector automóvel representaram mais 229 milhões de euros que entraram nos cofres do Estado, num total de 3.666 milhões de euros de receitas relativas ao imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), imposto sobre veículos (ISV) e ao imposto único de circulação (IUC). A receita total dos impostos associados ao automóvel representam já cerca de um quino do total dos impostos indirectos. Para este aumento de receita contribuiu essencialmente o ISP com mais 226 milhões de euros cobrados nos nove primeiros meses do ano, num total de 2.790 milhões de euros de receita cobrada neste imposto.

Só 10% das empresas revelaram os seus beneficiários efectivos. Atraso é “preocupante”

Sociedades em cascata e testas de ferro complicam vida às autoridades. A 15 dias do final do prazo, apenas 60 mil sociedades tinham comunicado quem são os seus verdadeiros donos. Situação preocupa a Justiça, que, contudo, acha que ainda há margem de recuperação. O processo começou em Janeiro e, a duas semanas do final do prazo, apenas 10% das entidades abrangidas tinham concluído a tarefa. De acordo com números facultados ao Expresso pelo Ministério da Justiça, o universo de entidades obrigadas a submeter o formulário no Registo Central do Beneficiário Efectivo (RCBE) ronda as 780 mil. Uma parte substancial — 580 mil — são sociedades civis e comerciais que têm até ao fim do mês de Abril para cumprir a obrigação. As restantes 200 mil são fundações, associações ou alguns condomínios que, de acordo com o calendário, têm até ao final de Junho para se conformarem com a lei.

Investimento directo estrangeiro recua 20% no primeiro semestre, segundo a OCDE

O investimento directo estrangeiro (IDE) caiu 20% para 572 mil milhões de dólares (515,9 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2019, por comparação com os seis meses imediatamente anteriores. A informação da OCDE assinala ainda que nos primeiros seis meses deste ano os fluxos de IDE da China para os Estados Unidos caíram para menos de 1,2 mil milhões de dólares (1,08 mil milhões de euros), bem longe do “pico” de 16 mil milhões de dólares (14,4 mil milhões de euros) observado em 2016 e que mostra que as “empresas chinesas estão a investir menos e a desfazerem-se” de investimentos nos EUA.

IDE aumentou no nosso País

Em Portugal, depois da queda de 7% registada em 2018, as entradas de IDE totalizaram 3,9 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) entre Janeiro e Junho deste ano, contra 2,9 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) no semestre imediatamente anterior. Na Holanda, nos Estados Unidos e no Reino Unido este indicador registou uma redução de mais de 25 mil milhões de dólares (22,5 mil milhões de euros) em cada um destes países. Do lado das saídas e tendo por referência o conjunto dos países que integram a OCDE, a mesma informação dá conta de uma subida de 2%, com a Alemanha, a Holanda e o Japão a registarem os maiores aumentos face ao último semestre de 2018

Portugal é o 18º melhor país do mundo para viver

Portugal regista uma boa performance nos Direitos Pessoais e de Inclusão do Índice de Progresso Social 2019. Acesso aos Cuidados Médicos, ao Conhecimento e ao Ensino Superior com menor desempenho. Portugal subiu seis lugares e ocupa, este ano, a 18º posição no Índice de Progresso Social 2019, à frente de países como os Estados Unidos, a Bélgica ou a Áustria. O ranking, desenvolvido pela Social Progress Imperative, organização norte-americana sem fins lucrativos, com o apoio da Deloitte, é dominado pelos países nórdicos: a Noruega ocupa o 1º lugar, seguida da Dinamarca, Suíça, Finlândia e Suécia. Já os EUA são um dos quatro países, entre os 149 analisados, onde se assiste a uma regressão do progresso social desde 2014, a par do Brasil, Nicarágua e Sudão do Sul.

Nunca a Segurança Social pediu tantas penhoras por dívidas

Em 2017, a recuperação de dívida atingiu os 605 milhões de euros. A maior parte dos pagamentos foi em prestações. A Segurança Social pediu, em 2017, a abertura de mais de meio milhão de penhoras de contas bancárias, IRS, IVA, créditos e outras para fazer face a dívidas. “No seguimento da acção coerciva das secções de processo, foram solicitadas penhoras sobre os processos em condições legais para o efeito, representando 531 759 penhoras, sendo que estas ordens de penhora estão associadas a um valor total de 7 mil milhões de euros”, lê-se no relatório da Conta da Segurança Social de 2017, mas só agora divulgado, com vários meses de atraso.

Pensão média de 448 euros

O relatório da Conta da Segurança Social revela que os valores médios das pensões do regime geral eram de 448,43 euros para uma pensão de velhice e 381,57 euros para a de invalidez. É um aumento médio, entre 2013 e 2017, de 21,86 euros no primeiro caso e de 23,91 euros no segundo, muito pelo impacto da reposição dos subsídios de férias e de Natal. Em sentido contrário, “os escalões entre 421,32 e os 2527,92 euros viram o seu peso relativo aumentar em 0,6 p.p. entre 2016 e 2017”, indica o documento. No escalão mais alto, com valor de pensão superior a cinco mil euros por mês, registou-se igualmente um aumento. Em 2017, um total de 1179 pessoas recebiam mais de 5055 euros, mais 110 pensionistas do que em 2026.

Exportações aumentaram 5,1% e importações 8,1% em 2018

Balança comercial registou um défice de 17.557 milhões de euros, devendo-se sobretudo ao comércio extra-União Europeia. As exportações aumentaram 5,1%, totalizando 57.807 milhões de euros, e as importações cresceram 8,1%, correspondendo a 75.364 milhões de euros, em 2018, em termos nominais, face ao ano anterior, divulgou esta segunda-feira o INE. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional de 2018 do INE, a balança comercial de bens registou um défice de 17.557 milhões de euros, mais 2.887 milhões de euros face ao ano anterior, devendo-se sobretudo ao comércio extra-União Europeia, que registou um acréscimo do défice em 2.176 milhões de euros.

Empresas que mais investem dão mais rentabilidade

Banco de Portugal refere que o estudo mostra que “as empresas que mais investiram (quartil 4 da taxa de investimento) foram as empresas que apresentaram em média maior rendibilidade, calculada como o rácio entre o resultado operacional (EBITDA) e o total de activos”. Já as empresas que menos investem são as que “apresentaram em média menor rendibilidade”. A definição de investimento no estudo corresponde, segundo a informação do Banco de Portugal, “à variação dos activos fixos tangíveis e intangíveis somados das depreciações ocorridas no período, em percentagem do total de activos da empresa”.